29 novembro 2012
19 novembro 2012
Morrerei sem entender o apoio dado por tantos cristãos aos sionistas. Morrerei sem perceber como se podem apoiar acções militares criminosas dos algozes do Messias.
Não estarei cá para perceber porque é mais importante para alguns defender o estado criminoso de Israel na chacina de, entre outros, cristãos meus Irmãos na fé cujo único crime é terem, como eu, aceitado o Messias como seu Salvador e,
também como eu, serem gentios!
Morrerei certamente antes mas nunca hei-de perceber o porquê da solidariedade com os israelitas e o ódio, patente ou dissimulado, aos palestinianos. Dizem que é o Hamas. Essa e todas as outras organizações terroristas são odiosas. Mas parece que alguns só vêem no horizonte aquilo que querem ver. Os terroristas, se não forem do Hamas e se defendem o mesmo que eles, passam a ser "bonzinhos".
Morrerei certamente antes.
Mas não morrerei cego.
Graças a Deus.
Morrerei certamente antes mas nunca hei-de perceber o porquê da solidariedade com os israelitas e o ódio, patente ou dissimulado, aos palestinianos. Dizem que é o Hamas. Essa e todas as outras organizações terroristas são odiosas. Mas parece que alguns só vêem no horizonte aquilo que querem ver. Os terroristas, se não forem do Hamas e se defendem o mesmo que eles, passam a ser "bonzinhos".
Morrerei certamente antes.
Mas não morrerei cego.
Graças a Deus.
AJV
12 novembro 2012
VADE RETRUM
Como trabalhador do sector público do Estado, estou obrigado,
desde Janeiro de 2011, a aplicar o acordo “Abortográfico” tendo recebido
instruções por escrito (mal escritas!) nesse sentido.
Nas instruções que me foram facultadas quanto ao modus faciendi (e que incluíam a configuração do revisor do programa para “Após Acordo”), é dito que as palavras que apareçam sublinhadas a vermelho devem ser substituídas por uma das palavras que é sugerida pelo “Microsoft Word (MW)” quando clicar com o botão direito do rato por sobre a palavra pretensamente mal escrita por não seguir aquele acordo.
Desde logo, surgem-me duas pertinentes e práticas questões (que apesar de merecerem uma resposta por parte dos meus superiores, não a obtêm por razões óbvias) :
Primeira questão (genérica): como cultor da Língua Portuguesa também perfilho a perfeita ortografia.
Logo, quando colocado perante este cenário, como faço para escolher entre dois ou mais erros e qual a lógica a seguir nessa aberrante escolha?
Nas instruções que me foram facultadas quanto ao modus faciendi (e que incluíam a configuração do revisor do programa para “Após Acordo”), é dito que as palavras que apareçam sublinhadas a vermelho devem ser substituídas por uma das palavras que é sugerida pelo “Microsoft Word (MW)” quando clicar com o botão direito do rato por sobre a palavra pretensamente mal escrita por não seguir aquele acordo.
Desde logo, surgem-me duas pertinentes e práticas questões (que apesar de merecerem uma resposta por parte dos meus superiores, não a obtêm por razões óbvias) :
Primeira questão (genérica): como cultor da Língua Portuguesa também perfilho a perfeita ortografia.
Logo, quando colocado perante este cenário, como faço para escolher entre dois ou mais erros e qual a lógica a seguir nessa aberrante escolha?
Segunda questão (específica): quando escrevo uma palavra que
o MW sublinha a vermelho - e não por se tratar de um erro gramatical ou
ortográfico – e o programa não apresenta uma opção correspondente nem
alternativa mas apenas outras sugestões de palavras, o que devo fazer?
Surgiu-me esta última questão quando escrevia a seguinte
frase:
“Neste processo foram detectadas várias anomalias.”
A palavra “detectadas” aparece sublinhada a vermelho e quando clico no botão direito do rato por sobre a palavra aparecem as seguintes opções de substituição: detestadas, destetadas, detestada.
Alguém me sabe dizer qual a palavra a escolher?
O que me parece mesmo, sem grandes dúvidas, é que neste “aborto” foram destetadas várias anomalias…
“Neste processo foram detectadas várias anomalias.”
A palavra “detectadas” aparece sublinhada a vermelho e quando clico no botão direito do rato por sobre a palavra aparecem as seguintes opções de substituição: detestadas, destetadas, detestada.
Alguém me sabe dizer qual a palavra a escolher?
O que me parece mesmo, sem grandes dúvidas, é que neste “aborto” foram destetadas várias anomalias…
Vade retrum.
AJV
2012.11.12
11 novembro 2012
07 novembro 2012
DESCONFIO
Frequentemente no Facebook assisto e participo em comentários à situação
política quer nacional quer internacional.
Sendo grande parte dos meus “amigos facebuquianos” constituída por cristãos,
não raras vezes, assiste-se ao “extremar” de posições entre os que se
posicionam mais à direita e os que assumem uma posição mais à esquerda. Isto
para usar a distinção clássica.
Não é novidade para ninguém que me situo, convictamente, no último destes
grupos.
E, certamente, que com argumentos tão ou mais defensáveis que os meus, aqueles
que se situam politicamente no “outro lado” pensarão algo semelhante a isto
embora de sentido oposto: não consigo entender como se pode ser cristão e ter
posições ultra-conservadoras. Dito de forma mais simplista: como é possível
ser-se seguidor de Cristo e assumir um posicionamento político à direita no
espectro político?
Confesso que tenho alguma - para não dizer muita –
dificuldade em “engolir” o que eu acho ser uma contradição com o princípio
bíblico básico de “Amar a Deus acima de todas as coisas e o Próximo como a nós mesmos”.
Como “excomungar” do amor de Deus gays, lésbicas, aborcionistas e outros
apoiantes de ideias e/ou comportamentos, quiçá condenáveis, mas cujos
detentores são tão amados por Deus como eu sou.
Os comentários que leio expressam ideias eivadas de ódio
para com aquelas pessoas. Não para com o homossexualismo, o aborto, a "esquerda" mas, outrossim, um ódio velado para com os seguidores dessas “aberrações”.
Acho que morrerei sem entender esses cristãos que
orgulhosamente se auto-apelidam de “fundamentalistas” e no seio dos quais eu
cresci sem nunca, todavia, me identificar com essas posições que sempre
considerei e continuo a considerar como abjectas e anti-bíblicas.
Escusado será dizer que o meu posicionamento me valeu, ao longo dos anos,
sérios dissabores.
Mas com esse facto vivo eu em perfeita harmonia.
E é por tudo o que disse que também continuo a amá-los apesar das suas ideias.
E da insuportável "superioridade moral" que gostam de ostentar.
E da insuportável "superioridade moral" que gostam de ostentar.
Abomino as suas ideias mas amo os meus irmãos. Oro para que o Senhor dê unidade
à Sua Igreja.
Mas também nunca orei ou orarei por unicidade, quer eclesial ou outra qualquer.
O que me entristece é desconfiar que esse patente ódio pelos gays, lésbicas,
prostitutas, drogados, aborcionistas e, na sua formulação, outros equivalentes
quejandos, provindo de um íntimo e sincero sentimento, se estenderá aos seus
irmãos na fé que não pensam, qual rebanho, do mesmo modo.
E aí, parafraseando O Mestre, apetece-me orar:
Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que pensam, dizem ou fazem.
AJV
2012.11.07
06 novembro 2012
05 novembro 2012
OBAMA 2012
Não existe essa coisa chamada indiferença. As eleições americanas são, obviamente, importantes para todo o mundo.
Não o apoio por ser um Cristão em oposição a um Mórmon. O meu apoio, apesar de inócuo, deve-se a não querer um "amigo ideológico" de Merkel ou Passos Coelho como Presidente dos Estados Unidos.
A bem de todos nós.
AJV
31 outubro 2012
30 outubro 2012
28 outubro 2012
INTERDEPENDÊNCIA
Notícia de Última
Hora
Fontes próximas do Real
Madrid anunciaram hoje que Cristiano Ronaldo comunicou a José Mourinho a sua
indisponibilidade para continuar a treinar com a restante equipa. CR7 terá
enviado uma missiva ao treinador do clube madrilista onde tece algumas considerações
sobre o percurso da equipa principal de futebol e se manifesta indisponível
para continuar a treinar junto com os seus colegas tendo alegado nomeadamente:
“…não necessito dos meus colegas para
ser o melhor jogador do mundo nem eles precisam de mim para continuarem a ser
uma equipa. Eu já provei que sou, sem sombra de dúvida o melhor jogador do
mundo e não preciso de treinar ou jogar com os meus colegas para continuar a
ser o melhor. Para quem tenha dúvidas da minha qualidade posso sempre fazer uma
exibição individual das minhas capacidades futebolísticas”.
Desnecessário será dizer que se trata, não só de uma notícia falsa como, a ser verdade, roçaria até o absurdo.
É impensável conceber um desporto colectivo como o futebol e
aceitar a mera possibilidade de uma atitude semelhante à que, ficcionadamente,
relatei.
No entanto, bastará pensarmos um pouco, para chegarmos
facilmente à conclusão que uma atitude equivalente a esta é tantas vezes aquilo
a que assistimos à nossa volta no contexto da nossa Igreja local. Quiçá, na
nossa própria atitude.
Não raras vezes, (eventualmente a maior parte delas dentro da
nossa própria cabeça) ouvimos expressões do tipo: “No meio de tanta gente quem vai dar pela minha falta” ou “ para quê a minha ajuda. Não falta gente para
ajudar” ou, ao invés, se a questão for o papel da Igreja na nossa vida
somos confrontados com pensamentos do tipo: “eu sei no que creio, estou seguro da minha fé, à minha volta e dentro
da Igreja vejo tanta coisa a correr mal, tantas atitudes erradas que vou viver
a minha fé fora dali. Não preciso dos outros para nada. Só preciso de Deus. E
com Deus estou bem, portanto…”.
Nada de mais errado!
Na Bíblia encontramos variadíssimas vezes a imagem da Igreja
como um corpo. E não um corpo qualquer. O próprio Corpo de Cristo, razão da
nossa fé.
Um corpo, tal como uma equipa, são realidades plurais.
Eu não gosto
particularmente do meu nariz. Para além da sua, digamos, superlativa dimensão,
acresce que esteticamente é assimétrico em relação ao rosto.
(E não quero sequer imaginar o que seria se fosse o meu nariz a não gostar de
mim…) Perante este facto poderei ter uma de duas atitudes: ou faço uma cirurgia estética de reconfiguração e fico com um apêndice mais pequeno, porventura mais bem enquadrado no rosto mas não deixará de passar a ter uma natureza artificial ou, então, numa atitude mais sensata, aceito o meu nariz e o resto do meu corpo exactamente como são e prossigo a minha vida aceitando-me tal como sou, resultado do supremo design(io) do Criador.
Ainda não tinha 30 anos de idade, quando achei que eu era um “nariz
direito” mas todo o corpo à minha volta estava torto. Tinha tido oportunidade
de interiorizar e enraizar as bases e alicerces da minha fé, fruto do
discipulado adquirido quer na Igreja Local, nos acampamentos e, ainda, no Grupo
Bíblico Universitário (GBU) de que fora dirigente, e como estava bem seguro daquilo
em que cria, não ia precisar de mais nada nem de mais ninguém. Resolvi, então,
partir para uma experiência a que chamaria de Cristianismo Autónomo e Independente – CAI(!) sem desconfiar que
estava apenas a encontrar uma designação atraente e pomposa para uma coisa que
nada mais era afinal que a travessia de um deserto consubstanciado numa experiência
pessoal penosa e traumática que o Senhor Jesus tão bem retratou na Parábola do
Filho Pródigo.
Quero, todavia, deixar bem claro que, não fora a preparação adquirida
na juventude em termos de discipulado activo, e o meu regresso poderia ter sido
uma mera miragem ou, pelo menos, ser bem mais tardio, com as inevitáveis e
dolorosas consequências daí decorrentes.
Haverá, certamente, quem diga que é uma pena não existirem
comunidades perfeitas.
Mas como constituir uma comunidade perfeita quando aqueles
que a integram são, inapelavelmente, imperfeitos?
Uma coisa é, porém, certa: só na comunhão efectiva e na união
das diversas imperfeições se consegue construir uma comunidade plena,
certamente não de atitudes perfeitas, mas de atitudes autênticas e de partilha
e construção conjuntas. E só nessa comunhão se atingem objectivos vitoriosos. E
neste propósito não há dispensáveis. Todos, sem qualquer excepção, estão
convocados.
A discussão no mundo
do futebol sobre se o melhor é Lionel Messi ou CR7 nunca foi e nunca será sobre
qual deles é o jogador perfeito.
E nenhum deles teria conquistado o que já conquistou e seria
o que já é hoje, e poderá ainda vir a ser e a conquistar, se tivessem decidido
passar a vida a fazer exibições individuais de domínio de uma bola. Quer um
quer outro, são considerados os melhores do mundo, porque fazem parte de
equipas onde a sua contribuição é fundamental e onde também os seus colegas,
não obstante poderem ter até um nível técnico ou competitivo ligeiramente inferior
ao seu, são essenciais ao seu desempenho e ao seu crescimento pessoal como
atletas e como indivíduos. Para já não falar de todas as outras áreas que assumem
o suporte logístico das áreas principais e que, como tal, são igualmente
importantes. Estes atletas são o que são, apenas e só, porque fazem parte de
uma equipa que ajudam a construir e a tornar vencedora. Equipa, de onde
emergem, unicamente, porque nela estão integrados. A medida do seu relevo é
consequência lógica e directa da sua integração no colectivo. E sem esse
colectivo, simplesmente, não existem.
A Igreja, quer na sua
dimensão universal quer local, tal como o futebol, é um “jogo” (playground/espaço) colectivo! E todos
fazemos parte do “plantel”! E todos temos que estar à disposição do
“treinador”!
Como em qualquer
estrutura colectiva, o conceito essencial e central é a interdependência.
Quero deixar-vos uma sugestão: A leitura atenta do capítulo
12 da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios na versão A BÍBLIA PARA TODOS onde,
a dado passo, se pode ler:
“a verdade é que Deus colocou todas as partes
do corpo, cada uma no lugar que lhe pareceu melhor.” (18)
e
“o que parece mais fraco no corpo é, por vezes,
o mais preciso.” (22)
Abel José Varandas
2012.10.25
22 outubro 2012
21 outubro 2012
18 outubro 2012
17 outubro 2012
10 outubro 2012
09 outubro 2012
08 outubro 2012
Dia de saudade
38 anos após
Dilacerado na saudade
De uma partida sem aviso
Do abraço que me faz falta
Da tua presença serena
Sei que estás aqui
Bem perto, bem dentro
Presença que não acaba
Jamais.
AJV
2012.10.08
05 outubro 2012
02 outubro 2012
A GREVE E OS SEUS EFEITOS
Durante os treze anos em que fui dirigente sindical, uma das questões que sempre foi e, provavelmente, sempre será redundante quando se parte para uma greve no sector público é o facto de invariavelmente a mesma poder vir a afectar os cidadãos em geral e, quando ocorre em sectores básicos como os transportes, é muito comum a vox populi ser de que este direito vem prejudicar, essencialmente, o dia-a-dia dos utentes e não o “patronato” que até, neste caso, assegura alguma poupança em massa salarial sem, no entanto, aceder, na maioria das vezes, ao fluxo reivindicativo.
Ora, quanto maior for o prejuízo causado à normalidade da prestação de um serviço público e quanto maior for o número de cidadãos ou interesses envolvidos nos seus resultados, mais eficaz é o efeito da greve. O que se pretende numa acção grevista é exactamente que seja impactante nos seus efeitos. Quanto maior o grau de inocuidade de uma greve, maior o seu fracasso. O mesmo é dizer que o sucesso do direito à greve não se mede apenas pelo número de adesões dos trabalhadores, em concreto, titulares desse direito mas, e sobretudo, pelo impacto social da acção grevista.
Efectivamente, pela experiência que adquiri e historicamente comprovada, os “patrões” , não raras vezes, parecem ser os mais alheados do impactos das greves, para além de, na sua lógica, mesmo quando um determinado serviço pára por completo, não existirem greves com adesão total e, invariavelmente, os seus números se afastarem dos apurados pelo movimento sindical (onde também, por vezes, se exagera por excesso!) quase até ao absurdo.
Apesar de já há muito desconfiado, percebi recentemente a verdadeira
causa de todas estas minhas “estranhezas” em relação à leitura feita pelos “patrões”,
em cada caso concreto, aos efeitos do exercício deste direito constitucional.
Aquilo que sempre julguei ser a assunção de posições táctico-estratégicas do mundo laboral e que levava (e leva!) invariavelmente os “patrões” a desvalorizar os efeitos que os cidadãos sentiam (e sentem!) como prejuízo necessário e decorrente do exercício daquele direito, não passava afinal de… “ignorância”.
Obrigado, Borges.
Aquilo que sempre julguei ser a assunção de posições táctico-estratégicas do mundo laboral e que levava (e leva!) invariavelmente os “patrões” a desvalorizar os efeitos que os cidadãos sentiam (e sentem!) como prejuízo necessário e decorrente do exercício daquele direito, não passava afinal de… “ignorância”.
Obrigado, Borges.
Abel J. Varandas
2012.10.02
21 setembro 2012
20 setembro 2012
14 setembro 2012
CRISTIANISMO E (ULTRA) NEO-LIBERALISMO
“A globalização e liberalização, como motores do crescimento económico e o desenvolvimento dos países, não reduziram as desigualdades e a pobreza nas últimas décadas”
in “Flat World, Big Gaps” - Jomo Sundaram/Jacques Baudot (ONU)
Há dias, numa pequena discussão no Facebook, suscitada pelo comentário de um cidadão que se proclama cristão evangélico e ao mesmo tempo “liberal de direita” e em que defendia as supostas virtudes do neo-liberalismo económico, defendi que aquela corrente ideológica é, na minha óptica, anti-bíblica e demoníaca (no sentido de que tudo o que fere directamente a Palavra de Deus procede invariavelmente de origem maligna).
E reafirmo a minha convicção.
Sem partirmos para uma análise profunda desta teoria económica pois não é essa, nem de longe nem de perto, a nossa intenção, convém, todavia, e de um modo breve e simplificado, perceber do que falamos:
A partir da década de 60 do Séc. XX “neo-liberalismo passou a significar a doutrina económica que defende a absoluta liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, só devendo esta ocorrer em sectores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo. (…)
A mais recente onda liberalizante, que ficou conhecida como neo-liberalismo, teve seu início com a queda do muro de Berlim. Foi promovida pelo FMI, por economistas liberais como Milton Friedman, por seguidores da Escola de Chicago, entre outros, sendo por eles apregoada como a solução que resolveria parte dos problemas económicos mundiais, reduzindo a pobreza e acelerando o desenvolvimento global.(…)
As políticas liberais adoptadas não trouxeram ganhos significativos para a melhoria da distribuição do rendimento. Pelo contrário: "A desigualdade no rendimento per capita aumentou em vários países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) durante essas duas décadas, o que sugere que a desregulação dos mercados teve como resultado uma maior concentração do poder económico."
Supreendentemente, a liberalização do fluxo de capitais financeiros internacionais, que era apontada como uma maneira segura de fazer os capitais jorrarem dos países ricos para irem irrigar as economias dos países pobres, deles sedentos, funcionou exactamente ao contrário.
O fluxo de dinheiro inverteu-se, e os capitais fugiram dos países mais pobres, indo para os mais ricos: "Houve uma tremenda liberalização financeira e pensava-se que o fluxo de capital iria dos países ricos para os pobres, mas ocorreu o contrário", (Jomo Sundaram)” (Fonte: Wikipedia com as necessárias adaptações ortográficas para Português. Destacados nossos)
Refira-se que a Escola Austríaca do liberalismo defende que nenhum país conseguiu até hoje aplicar verdadeiramente as ideias liberais clássicas e que o “neo-liberalismo” na prática é um fracasso.
O Cristianismo, sabêmo-lo sobejamente, não é uma teoria (muito menos económica), uma ideologia ou uma mera corrente de opinião.
O Cristianismo transcende essas classificações porque é uma vivência global e algo de transversal a todas as áreas da vida e pensamento dos seus seguidores. Aliás, desde logo, o verdadeiro Cristianismo não tem, verdadeiramente, seguidores. Aqueles que se apelidam de seguidores do Cristianismo poderão ser religiosos, estudiosos, adeptos mas não Cristãos. Um cristão é um discípulo. E o discipulado implica compromisso. Um cristão está forçosamente comprometido com Cristo. Não apenas com as ideias que Cristo defendeu e difundiu, não apenas com o seu posicionamento ideológico mas com o seu exemplo de vida e, mais ainda, com a Sua própria Vida. É um imitador de Cristo na feliz formulação de Tomás de Kempis (e que o apóstolo Paulo já indirectamente sugeria em 1 Coríntios 11:1).
Sabemos que a dicotomia direita/esquerda está historicamente datada e hoje em dia já tem pouca actualidade em face das novas realidades da globalização.
Mas sabemos também que permanece no nosso espírito a ideia básica que presidiu àquela distinção e se ainda hoje as usamos para nos definirmos político-ideologicamente é porque, bem lá no fundo, tem uma utilidade, talvez já só instrumental, mas acaba por assumir um papel de simplificação do nosso posicionamento político porque, apesar de tudo, não deixámos de lado o que subjaz àquela dicotomia e a importância que lhe damos, permanece.
Assim quando alguém se proclama de “liberal de direita” todos (ou quase todos) sabemos aquilo que o autor do epíteto quer dizer e qual o tipo de pensamento (e prática!) que subscreve.
Da mesma forma que quando me afirmo (e esta observação não é apenas retórica) de esquerda (mais propriamente "Conservador de Esquerda") também não haverá grandes dúvidas do que pretendo dizer.
Mas então porque é que ser “liberal de direita” é, a meu ver, anti-bíblico?
[A expressão aparentemente redundante "liberal de direita" (não consigo imaginar um liberal de esquerda!) parece-me ser afinal enfática e querer dizer, provavelmente, ultra-liberal.]
A resposta afigura-se-me bastante simples. Porque contraria todo a mensagem evangélica. Porque do mesmo modo que não é possível conciliar amor e ódio, benção e maldição, também não se pode conjugar amor ao próximo e supremacia/opressão económica sobre esse mesmo próximo.
Não vou aqui desenrolar argumentos de hermenêutica bíblica ou considerações próprias da apologética.
Não é essa a minha intenção nem possuo credenciais na área teológica para poder ter autoridade na matéria. Mas de uma breve análise ainda que leiga de alguns textos bíblicos não vejo como se possa defender uma tese neo-liberal e afirmar-se simultaneamente a qualidade de cristão.
Eis uma pequena selecção subjectiva de alguns desses textos:
“Jesus disse ainda: «Quando o Filho do Homem vier na sua glória, com todos os seus anjos, estará sentado no seu trono majestoso e todos os povos da Terra se juntarão diante dele. Então ele há-de separá-los uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas das cabras.
Porá as ovelhas à sua direita e as cabras à sua esquerda.
E dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, abençoados de meu Pai! Venham receber por herança o reino que está preparado desde a criação do mundo.
Pois eu tive fome e deram-me de comer, tive sede e deram-me de beber, era peregrino e hospedaram-me, andava nu e deram-me que vestir, estive doente e visitaram-me, estive na cadeia e foram-me visitar.”
Então os justos hão-de replicar: “Senhor, quando é que nós te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber?
Quando é que nós te vimos como um peregrino e te hospedámos, ou nu e te demos que vestir?
Quando é que nós te vimos doente ou na cadeia e te fomos visitar?”
E o rei lhes responderá: “Saibam que todas as vezes que fizeram isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizeram.”
Depois dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Afastem-se de mim, malditos! Vão para fogo eterno que foi preparado para o Diabo e para os seus anjos!
Pois tive fome e não me deram de comer, tive sede e não me deram de beber,
era peregrino e não me deram hospitalidade, andava nu e não me deram que vestir, estive doente e na cadeia e não me visitaram.”
Estes hão-de perguntar também: “Senhor, quando foi que nós te vimos com fome, ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na cadeia e não cuidámos de ti?”
O rei então lhes há-de responder: “Saibam também que todas as vezes que deixaram de fazer isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o deixaram de fazer.”
Estes serão enviados para o castigo eterno, enquanto os que fizeram o bem irão para a vida eterna.» (Mateus 25:31-46)
“Todos participavam fielmente no ensino dos apóstolos, na união fraterna, no partir do pão e nas orações.
Toda a gente andava impressionada com o que se estava a passar, porque Deus fazia muitos sinais milagrosos e maravilhas por meio dos apóstolos.
Os crentes viviam unidos e punham em comum tudo o que possuíam.
Vendiam as suas propriedades assim como outros bens e dividiam o dinheiro entre todos, de acordo com as necessidades de cada um.
Reuniam-se diariamente no templo. Partiam o pão ora numa casa ora noutra, comendo juntos com alegria e simplicidade de coração.
Davam louvores a Deus e tinham a simpatia de todo o povo. Cada dia que passava, o Senhor aumentava o número dos que recebiam a salvação. (Actos 2: 42-47)
“Não faltes à justiça, quando tiveres que defender a demanda dum pobre.” Êxodo 23:6
“Avisa os que são ricos em bens deste mundo para que não se envaideçam nem ponham a sua esperança numa riqueza que não é segura. Confiem antes em Deus que põe todas as coisas à nossa disposição para nossa satisfação.” I Timóteo 6:17
“Imaginem que algum irmão ou irmã, não tem nada que vestir e lhe falta o necessário para comer, cada dia. Poderão dizer-lhes: «Vão em paz! Hão-de encontrar com que se aquecer e matar a fome!»
Mas se não lhes dão aquilo de que eles precisam, de que valem essas boas palavras?” (Tiago 2: 15,16)
Meus filhos, não amemos com palavras e discursos, mas com acções e com verdade. (1 João 3:18)
De facto, toda a lei de Deus se resume num só mandamento: Ama o teu próximo como a ti mesmo. (Gálatas 5:14)
“O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu sempre vos amei. Não há maior amor do que dar a vida por aqueles a quem se ama.” (João 15:12,13)
Reconheço não ter capacidade intelectual para entender como se concilia, enquanto cristão, um amor sacrificial e absolutamente genuíno e incondicional (ágape) como o descrito, vivido e ensinado por Jesus Cristo e uma doutrina que conduz a uma prática de exploração indigna, injusta e éticamente indefensável dos economicamente mais poderosos sobre os mais fracos, mais pobres e desprotegidos. Sejam quais forem os argumentos utilizados. Porque, como diz o povo na sua habitual e proverbial razão: contra factos não há argumentos.
Até poderá ser que seja, mas até prova inequívoca em contrário, não creio que o defeito seja meu.
Abel José Varandas
2012.09.14
12 setembro 2012
BILHETE DE IDENTIDADE
O mês passado fui tratar do Cartão do Cidadão.O meu Bilhete de Identidade caduca amanhã, dia 13 de Setembro, e como estava de férias aproveitei a ocasião.
A subida exponencial do preço deste documento OBRIGATÓRIO, revela também que é a lógica economicista a presidir à reforma efectuada. O antigo BI alargava o período de validade na medida em que o seu titular ia envelhecendo (este último teve a validade de 10 anos) até chegar à idade da reforma/aposentação a partir da qual se adquiria o direito a ter um BI vitalício.
Agora as mentes iluminadas do Sec. XXI (esta foi uma decisão do governo Sócrates) acharam por bem impor uma validade máxima e invariável de 5 anos para o CC. (Estão a ver o cidadão Manoel de Oliveira nos seus 103 anos de idade a revalidar o seu CC de 5 em 5 anos... deve ser para manter a foto actualizada...digo eu...)
Mas deixa-me falar baixo porque se o Gaspar ou o PPC ouvem ainda se lembram de nos obrigar a renovar, quiçá, anualmente e sobem o preço da renovação para uns, digamos, 18% do vencimento...
Na sequência deste processo, recebi, ontem mesmo, uma carta da DGAI (Direcção-Geral de Administração Interna) a informar-me que, em virtude da alteração de residência comunicada através da obtenção do CC, o meu nº de eleitor e secção de voto haviam, também, sido alterados.
Agradeço a informação apesar da sua total inutilidade superveniente.
É que decidi recentemente não voltar a votar neste regime de pseudo-democracia onde, por um qualquer "misterioso" desígnio com patente comprovação histórica, o grupo crescentemente minoritário de eleitores portugueses, acaba sempre e apenas por escolher, em cada eleição, entre a "morte" e o "falecimento".
AJV
12.09.12
Mensagem do líder da AI QUE QUEDA
Não satisfeito, ainda veio, com ar alucinado, pretensamente irónico-sarcástico e absolutamente sádico, sugerir que a ofensiva sem precedentes contra o povo português é algo desejado por eles porque o povo português adora sofrer.
Pergunto-me se o Presidente Obama não nos emprestará os NAVY SEALS que nós indicamos a localização precisa do alvo.
Em caso negativo (as eleições já lhe dão dores de cabeça...), usemos V.E.S.P.A. (Veneno Especial Supressor de Políticos Alucinados).
AJV
12.09.12
11 setembro 2012
09 setembro 2012
08 setembro 2012
LEVANTEMO-NOS E EDIFIQUEMOS
Pensei em escrever uma CARTA ABERTA ao
primeiro-ministro na sequência do seu discurso de ontem em que agravando
exponencialmente as medidas de austeridade que continuam a incidir
exclusivamente sobre os trabalhadores, acaba de passar uma certidão de óbito à
economia portuguesa e, consequentemente, degradar inqualificável e definitivamente
as condições de vida da grande maioria do povo deste desgraçado país.
Recuei nessa intenção porque julgo que, como cristão, tenho obrigação de "não dar pérolas a porcos" e só seria digno dessa carta se me merecesse ainda algum respeito para além do institucional a que estou, obviamente, vinculado.
Mas deixo-lhe, ao invés, não as minhas palavras mas as palavras do LIVRO DOS LIVROS na esperança de que as orações que o povo de Deus vem fazendo pelos seus governantes tenham a devida (e divina) resposta.
Mas deixo-lhe, ao invés, não as minhas palavras mas as palavras do LIVRO DOS LIVROS na esperança de que as orações que o povo de Deus vem fazendo pelos seus governantes tenham a devida (e divina) resposta.
De qualquer dos modos, este
primeiro-ministro tem feito e continua a fazer tudo para que o seu nome fique
na história. E vai conseguir. Tal como Hitler, Mussolini ou Salazar.
«Faz
ouvir a tua voz para defender os que não podem falar e os desventurados.
Faz ouvir a tua voz em seu favor e faz justiça
aos pobres e miseráveis.» - Provérbios
31:8,9 (BPT)
Ai daqueles que, mesmo de noite,
deitados, só planeiam o mal que vão fazer, e, assim que rompe o dia, executam
os seus planos maléficos, porque têm o poder nas suas mãos.
Cobiçam terras e apoderam-se delas; cobiçam
casas e tomam-nas à força; oprimem os homens e as suas famílias e
tomam-lhes as suas propriedades.
Por isso, diz o SENHOR: «Também
eu vou planear uma desgraça contra esta gente; nenhum deles
conseguirá escapar. Deixarão de andar por aí orgulhosos, porque vai
chegar o tempo da vossa desgraça.
E quando chegar esse momento, os
outros hão-de cantar pela vossa desgraça, em tom de sátira e também de
lamentação: “Estamos completamente arruinados! O SENHOR tirou-nos as
nossas terras e deu-as àqueles que nos fizeram prisioneiros.”
Por isso, quando as terras voltarem para a posse
do povo do SENHOR, nenhum de vocês será contemplado!» - Miquéias 2:1-5 (BPT)
Um rei que pratica a
justiça assegura a prosperidade do
país; mas, quando só pensa nos
impostos, arruína-o. – Provérbios 29:4 (BPT)
Abel J. Varandas
8 de Setembro de 2012
29 agosto 2012
28 agosto 2012
24 agosto 2012
Revolução Liberal do Porto
"O movimento articulado no Porto pelo Sinédrio eclodiu no dia 24 de Agosto de 1820. Ainda de madrugada, grupos de militares dirigiram-se para o campo de Santo Ovídio (atual Praça da República), onde formaram em parada, ouviram missa e uma salva de artilharia anunciou públicamente o levante. Às oito horas da manhã, os revolucionários reuniram-se nas dependências da Câmara Municipal, onde constituíram a "Junta Provisional do Governo Supremo do Reino" (fonte: Wikipedia)
17 agosto 2012
11 agosto 2012
06 agosto 2012
02 agosto 2012
01 agosto 2012
27 julho 2012
16 julho 2012
14 julho 2012
Grato, Pai!
Mais um ano se consumou.
Ficaste comigo, como prometeste.
Obrigado, Pai querido.
Obrigado, Senhor Jesus.
11 julho 2012
10 julho 2012
07 julho 2012
06 julho 2012
JUSTIÇA NA LUSITÂNIA
Acerca de um tal...
Acórdão nº 353/2012
Suspensão do pagamento de subsídios de férias e de Natal ( Lei do Orçamento de Estado para 2012)
SENTENÇA
(...)
O arguido vai ainda condenado em abster-se de continuar a praticar o crime de furto. Porém, dadas as parcas condições económicas em que vive e tendo em atenção que a alteração substancial da planificação da actividade criminosa já em execução iria trazer forte perturbação na prossecução dos superiores objectivos dessa actividade, a referida abstenção fica suspensa podendo o arguido continuar a furtar desde que não o faça para além do corrente ano, considerando este tribunal os crimes já cometidos e a cometer durante este período como necessários e, como tal, aceitáveis e justificados ou até, quiçá, desejáveis.
TC
03 julho 2012
24 junho 2012
23 junho 2012
21 junho 2012
O LÁPIS
O menino viu a avó a escrever uma carta. A certa altura, perguntou:
- Avó, estás a escrever uma história que aconteceu connosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou a escrever sobre ti, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou a usar. Gostaria que fosses como ele, quando crescesses.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi na minha vida!
- Tudo depende do modo como olhas as coisas. Há cinco qualidades nele que, se as conseguires manter, serás sempre uma pessoa em paz com o mundo.
Primeira qualidade: podes fazer grandes coisas, mas não deves esquecer nunca que existe uma Mão que guia os teus passos. Esta mão a que alguns chamam Consciência, sempre te conduz em direcção ao que é correcto.
Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou a escrever e afiar o lápis. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele escreve melhor. É preciso saber suportar algumas dores, porque elas te farão ser uma pessoa melhor.
Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entende que corrigir uma coisa que fizemos, não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou a forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, cuida sempre daquilo que acontece dentro de ti.
Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, tudo o que fizeres na vida irá deixar traços, e procura ser consciente de cada acção.
Maria Luísa Albuquerque
Psicoterapeuta e Hipnoterapeuta
17 junho 2012
16 junho 2012
11 junho 2012
02 junho 2012
2 de Junho de 1993
Para ti que és a aurora de cada um dos meus dias e a maior razão para sentir gratidão e continuar a lutar.
Parabéns meu filho!
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