31 janeiro 2015

30 de Janeiro de 2015


Meu filho,

Há pouco mais de 12 anos vi-me forçado a disciplinar-te com dureza.
Parece que tu, meu amado filho, não me ouves de outra forma.
As consequências físicas no teu corpo ainda hoje são visíveis e são permanentes.
Mas tu, meu querido, precisavas de disciplina. E tive que recorrer a um correctivo radical.
Como sempre, exerço disciplina e educo aqueles que amo como tu muito bem sublinhaste há dias quando recordaste esse episódio. A palavra que inspirei no versículo seis do capítulo doze da carta aos Hebreus assim o diz.
Mas não penses que não sofri. Eu sou o primeiro a sofrer quando tenho que disciplinar um filho. Mas faço-o por amor. Ou seja pela minha própria natureza.
Ontem, meu querido filho, fui novamente forçado a permitir que a tribulação viesse à tua vida através deste acidente de viação. Livrei-te, no entanto, de consequências físicas, quer a ti quer aos ocupantes da outra viatura envolvida.
E tu sabes tão bem porque o permiti. Eu quero, eu desejo tanto que estejas mais perto de mim. Que deixes o pecado, que me deixes reinar na tua vida. Tu bem sabes o que tem que mudar! E parece que só me ouves quando uso estes métodos.
Acabei de prover na tribulação anterior e dei-te vitória. Mas há ainda tanta coisa na tua vida que tem que mudar!
Trouxe também de volta a relação entre ti e teu pai terreno. E sei que está a ser tão bonito para os dois. Conforme me pediste, tu e muitos teus irmãos também a teu pedido, salvei a sua vida e o meu Espírito tocou no seu coração. Estou tão feliz de vos ver de bem um com o outro.
E eu sei bem como sempre amaste o teu pai.
Eu também sei como esta provação agora te é difícil de suportar. Igualmente sei que vais confiar em mim para o suprimento. O sangue do meu Filho Jesus Cristo justificou-te. E, como justo, tu vives da fé. E como bem sabes eu não falho. As minhas promessas são infalíveis e eternas.
Eu estou contigo todos os dias por toda a eternidade. 
Reafirmo-o. Confia em mim!

AMO-TE ABEL JOSÉ!

31 de Janeiro de 2015


Assinado,
Teu Criador, Pai e Senhor




18 janeiro 2015

12 anos depois...




Um dia Deus, farto da insensibilidade de um seu filho, resolveu exercer disciplina. Esse seu filho havia decidido partir da casa do Pai e por-se à estrada para enfrentar a vida sozinho e demonstrar a si próprio que podia ser cristão sem seguir propriamente a Cristo...
Ao fim de quinze anos Deus fartou-se da "brincadeira" e resolveu exercer a Sua autoridade de Pai.
A 18 de Janeiro de 2003 por meio de queda acidental aparentemente sem gravidade mas que se veio a revelar mais incapacitante e grave, Deus viu-se forçado a chamar a atenção desse Seu filho que, por constante e reiterada casmurrice, não parecia ouvir a Sua voz de forma menos eloquente.

E foi assim que há 12 anos atrás eu percebi, como nunca até aí, o mais profundo significado da parábola do filho pródigo.

Perdi o cotovelo direito mas, em troca, ganhei a Paz que advém da plena comunhão com o Pai.
Perdi mobilidade e força? Perdi!
Deixei de praticar o ténis que "adorava"? Deixei!
Mas o que ganhei não se compara ao que perdi! 
Mais uma vez e para sempre agradeço ao Pai por aquele acidente!

..."pois o Senhor disciplina a quem ama, e educa todo aquele a quem recebe como filho”

- Hebreus 12:6 (King James Actualizada)

JdP

06 janeiro 2015

Dia do Rei


Há quem não acredite em milagres.
Há quem pense que todos podemos mudar, mas a partir de determinada idade, já no inverno da vida, a mudança não é já possível porque os idosos cristalizam.
E, depois, há os que, como eu, apesar de reconhecerem as dificuldades naturais de se fazer parte daqueles que acabei de descrever, mesmo assim continuam a desenvolver uma fé interior cujos limites são exclusivamente aqueles que a sua falta de (mais) fé lhes acarreta.
Tenho defeitos a rodos. Um temperamento colérico e ultra-emotivo à cabeça. E uma pequeníssima capacidade de tolerância. Nomeadamente perante a estupidez humana. Continuamente peço a Deus que trabalhe no meu carácter. Que me faça um pouquinho mais semelhante a Seu Amado Filho, meu Salvador e Senhor, Jesus Cristo. E, apesar, de os meus dias se acumularem e cada vez mais o peso dos anos se fazer sentir, continuo a crer que Deus tem poder para transformar vidas e para revolucionar atitudes porque para Ele não há impossíveis.
No passado mês dei conta aqui do acidente de viação que vitimou o meu pai e que, dada a gravidade da sua situação, o deixou em coma induzido durante 21 dias.
Pedi as orações dos meus irmãos e irmãs. Não só pela sua saúde e vida mas, sobretudo, para que Deus tocasse o seu coração, fazendo-o ter uma nova perspectiva da vida. A que lhe restará aqui e a que virá depois.
Na sequência do acidente tomo conhecimento de um sem número de dívidas que o processo de inventário da herança de minha mãe que meu irmão impulsionou, me trouxe, deixando-me "sufocado" financeiramente. Situação que me levou a suspender a minha actividade no Facebook para reflexão e oração.
Sou acérrimo opositor do consumismo desenfreado associado à quadra que acabámos de viver e aos "votos de ocasião" que a "embrulham".
Mas, desta vez, Deus deu-me uma prenda. Verdadeira. No dia em que fechei temporariamente este mural, enviei uma carta a meu pai. No início deste novo ano recebi a resposta, não sem antes que o meu filho me tivesse revelado por antecipação a transformação que Deus havia operado no seu avô. À recuperação milagrosa do seu corpo de 81 anos de idade, veio juntar-se o toque do Espírito Santo no seu coração, o reconhecimento da soberania de Deus e da necessidade de reconciliação.
No passado Sábado tive oportunidade de falar com ele (por telefone) e só posso dar Glória a Deus pela Sua maravilhosa Graça, Poder e Restauração.
Obrigado a todos/as aqueles/as irmãos/ãs que se juntaram a mim em oração. Mais uma vez o nosso Deus permaneceu fiel (2 Tim. 2:13)
"Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei." João 14:14
Glória ao Seu Nome para todo o sempre!
José de Paiva
2015.01.05

P.S.
Os mais atentos terão reparado que o meu "pai" deixou de ser apenas o meu "progenitor".
Tudo porque a maior arma do cristão se chama PERDÃO.
Nada que possamos perdoar é superior, ou sequer comparável, ao perdão que Ele nos outorgou ao morrer em nosso lugar.


Mateus 6
Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia nos dá hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como também temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. [Pois teus são o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.]

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Jehovah Jireh

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