27 novembro 2008

Aliança Evangélica Mundial termina com grandes declarações e compromisso para a evangelização mundial



Mais de 500 altos dirigentes evangélicos reuniram-se para a assembleia em Pattaya, na Tailândia, de 25 a 30 de Outubro de 2008. Na Quarta-feira, os delegados acordaram seis grandes resoluções definindo uma resposta evangélica para a liberdade religiosa, VIH e Sida, pobreza, restabelecimento da paz, meio ambiente e a crise financeira mundial. "O Corpo de Cristo, a Sua Igreja, está a viver com o VIH", afirma a resolução sobre o VIH, uma área de grande foco para a WEA. "Com contrição admitimos que enquanto Cristãos evangélicos temos permitido que a estigmatização e a discriminação caracterizassem o nosso relacionamento com as pessoas que vivem com VIH. Nós arrependemo-nos destas atitudes pecaminosas e esforçar-nos-e-mos por garantir que elas serão alteradas. " No preâmbulo da resolução sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, os líderes evangélicos declararam, "Na luta com a crise financeira de 2008, os governos e as instituições internacionais têm mostrado quão rápido e eficazmente podem agir para mobilizar recursos em grande escala em face de ameaças graves para o nosso bem-estar comum económico e global. "No entanto uma criança a morrer de causas evitáveis, de três em três segundos, e 2,7 mil milhões de pessoas que mal se conseguem sustentar com uma renda de menos de dois dólares por dia ainda não suscitou um nível semelhante de resposta urgente. "Cremos que isto é uma afronta a Deus, uma vergonha para os governos e para a sociedade civil, e um enorme desafio para o testemunho e missão dos discípulos de Cristo.”


O director internacional da WEA Dr. Geoff Tunnicliffe declarou aos delegados que eles enfrentaram desafios adicionais para cumprir a Grande Comissão do secularismo radical, do pós-modernismo, do declínio do Cristianismo, e ao mesmo tempo do crescente interesse na espiritualidade, no tráfico e na migração. Ele insistiu, no entanto, que os grandes desafios também tinham trazido grandes oportunidades para o engajamento evangélico. "Vemos este enorme crescimento e esta mudança sísmica na igreja ao redor do mundo e estamos empolgados com o que Deus está a fazer edificando homens e mulheres ao redor do mundo, em tantos lugares diferentes,” disse ele. "Enquanto pensamos sobre a realidade global do mundo em que vivemos, [há] imensos desafios, mas também imensas oportunidades." O Dr. Tunnicliffe disse ainda que a WEA iria continuar empenhada na missão integral "ou transformação holística, uma proclamação e demonstração do Evangelho". "Não se trata simplesmente do evangelismo e envolvimento social serem feitos lado a lado, mas sim numa proclamação da missão integral que tem consequências sociais. Chamamos as pessoas ao amor e ao arrependimento em todas as áreas da vida", disse ele. Ele reafirmou o compromisso da WEA para com a evangelização mundial.


"Se alguém vos disser que nos tornámos moles na evangelização mundial vocês podem dizer a eles que estamos totalmente empenhados na evangelização mundial porque só Jesus Cristo é que muda a vida das pessoas,” disse ele.


Um dos pontos altos da semana foi um discurso do Rev. Joel Edwards, que foi nomeado como novo director do movimento Cristão anti-pobreza Desafio Miqueias durante a assembleia. No seu discurso, o ex-chefe da Aliança Evangélica do Reino Unido disse aos delegados que o poder para reabilitar a palavra "evangélico" estava nas suas mãos. "O que quer que as pessoas pensem acerca dos Cristãos evangélicos, para as pessoas passarem a pensar de forma diferente, as únicas pessoas que realmente podem mudar as suas ideias são os evangélicos,” disse ele. "Temos de reinventar, reabilitar e reabitar o que significa ser evangélico como uma boa nova. Temos de apresentar Cristo de forma credível à nossa cultura e devemos procurar ser cidadãos activos que trabalham para uma mudança espiritual e social a longo prazo. "As palavras podem mudar de significado. Se 420 milhões de evangélicos em mais de 130 nações de todo o mundo realmente quiserem que isso aconteça, ser evangélico poderia significar a boa nova." Noutro importante discurso, o director da Comunhão Evangélica da Índia, o Rev. Richard Howell disse que uma identidade ancorada em Cristo e num Deus universal era uma coisa evangélica não-negociável numa época de pluralismo. "Não temos senão uma ordem do dia: a obediência ao Deus Triúno revelado em Jesus Cristo", disse o Dr. Howell. "Somos Cristãos Evangélicos graças ao amor de Deus."


"A nossa identidade tem de ser relacionada de volta a Deus. Se não fizermos isso, nunca iremos saber quem somos. A nossa identidade vem de Deus e só de Deus. "
"A crença Cristã na unicidade de Deus implica a universalidade de Deus, e a universalidade implica transcendência em relação a qualquer cultura.
"Os Cristãos não podem ser nunca, em primeiro lugar, Asiáticos, Africanos, Europeus, Americanos, Australianos e, só depois, Cristãos."
A assembleia também teve a oportunidade de escutar o presidente do Comité de Lausanne para a Evangelização Mundial (LCWE, sigla em Inglês), Douglas Birdsall. A Aliança Evangélica Mundial está a colaborar com o LCWE no seu grande encontro Cidade do Cabo 2010, que reunirá 4,000 evangélicos para avaliar os próximos passos na compreensão da visão do movimento de "toda a igreja levando o evangelho inteiro a todo o mundo". "Você poderia perguntar se existe uma necessidade de um congresso internacional que trata da evangelização mundial", disse Birdsall à assembleia. "Eu diria que, ao longo da história, um encontro destes é apenas necessário quando o futuro da vida da Igreja está ameaçado por algum tipo de desafio – quer desafio interno ou pressão externa." A assembleia também assistiu ao lançamento do Instituto de Liderança da WEA, uma iniciativa totalmente nova que pretende ver os líderes das 128 alianças nacionais da WEA treinados para servir e anunciar Cristo em alguns contextos desafiadores. "Dirigir uma Aliança Evangélica não é fácil", comentou o Dr. Tunnicliffe. "É por isso que lhes queremos proporcionar uma formação e recursos adequados." O novo líder da Comissão de Liberdade Religiosa da WEA, Yogarajah Godfrey, natural do Sri Lanka, também foi nomeado durante a semana. O Dr. Tunnicliffe reuniu a assembleia apelando aos evangélicos para se manterem em harmonia com o trabalho de Deus na terra. "A minha oração é que nós, na nossa comunidade sejamos mulheres e homens que vivem com propósito divino nas nossas vidas, que sejamos bons líderes providos de visão por parte de Deus para fazer a diferença no mundo,” disse ele. "A coisa mais importante que você pode fazer com a sua [vida] é integrá-la na história interminável do Reino de Deus. Deus já está a trabalhar no mundo. Ele está a fazer coisas. Nós só precisamos de nos alinhar com o que Ele está a fazer."

18 novembro 2008

Que é um Evangélico?





Os rótulos geralmente são confusos, especialmente quando o conteúdo da embalagem muda. Suco de uva pode virar vinagre com o passar dos anos na adega, porém o rótulo não muda junto com as mudanças na substância. O mesmo vale para o termo evangélico".
Desde o "Ano do Evangélico", correspondente ao bicentenário de nossa nação (no caso os EUA) em 1976, o termo - pelo menos na América do Norte - veio a identificar aqueles que salientam um determinada marca da política, uma abordagem moralista e freqüentemente legalista da vida, e certo tipo de imitação, "cafona" de estilo de evangelismo. Para alguns o termo compreende o emocionalismo que eles vêem na televisão religiosa. Para outros, hipocrisia e justiça própria. E aí há as memórias que muitos de nós, que fomos criados como evangélicos, temos: ambientes familiares fortes e cuidadosos; um senso de pertencer a um mesmo lugar, com os amigos que gostam de conversar das "coisas do Senhor".
Independente do seu passado, é importante entender o significado do termo "evangélico".
As pessoas só começaram a usar o rótulo no século XVI, designando aqueles que abraçaram o Evangelho que havia - num sentido bem real - sido recuperado pela Reforma Protestante naquele século. "Evangélico" vem de "evangel", que é o termo grego para "evangelho". Deste modo, os "evangélicos" eram luteranos e calvinistas que queriam recuperar o evangel e proclamá-lo dos altos dos telhados. Era uma designação empregada para colocar os Protestantes num agudo contraste com os Católicos Romanos e "seitas". Mas para entender por que estes Protestantes pensavam que eram realmente aqueles que recuperaram o verdadeiro e bíblico Evangelho, temos que entender o que era aquele evangelho.

O "Evangel"
A Reforma era uma coleção de "solas" - esta é a palavra latina para "somente". Eles vibravam ao dizer "Sola Scriptura!", significando, "Somente as Escrituras". A Bíblia era a "única regra para fé e prática" (Westminster) para os reformadores. Você vê que a igreja acreditava que a Bíblia era totalmente inspirada e infalível, mas a igreja era o único intérprete infalível da Bíblia. Os Reformadores acreditavam que a Tradição era importante e que os Cristãos não a deveriam interpretar por eles mesmos, mas que todos os cristãos sejam clérigos ou leigos, deveriam chegar a um comum entendimento e interpretação das Escrituras juntos. A Bíblia não deveria ser exclusivamente deixada aos "espertos", mas isso nunca significou para os Reformadores que cada cristão deveria presumir que ele ou ela pudessem chegar a interpretações da Bíblia sem a orientação e assistência da Igreja.
O principal ponto de "Sola Scriptura" então, era este: Não deveria ser permitido à Igreja fazer regras ou doutrinas fora das Escrituras. Não existem novas revelações, nem papas que ouvem diretamente a voz de Deus, e nada que a Bíblia não apresente deveria ser ordenado aos cristãos.
O segundo "sola" era "Solo Christus", "Somente Cristo". Isto não queria dizer que os Reformadores não criam na Trindade - pois o Pai e o Espírito Santo eram igualmente divinos, mas que Cristo, sendo o "Deus-Homem" e nosso único Mediador, é o "Homem de frente" para a Trindade. "Aquele que me vê a Mim, vê ao Pai que me enviou", disse Jesus. Num tempo em que meros seres humanos estão tomando o lugar de Cristo como Mediador entre Deus e cristãos, os reformadores proclamaram juntamente com Paulo: "Há somente um Deus e um Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (1 Tim. 2: 5). Eu cresci em igrejas onde tínhamos "apelos ao altar" e esta pode ser a coisa mais próxima que nós cristãos modernos temos do "chamado ao altar" medieval, a missa. Em nossas igrejas, o pastor atuaria como mediador, vendo nossa mão levantada "enquanto cada cabeça está baixa e cada olho fechado", e nós iríamos para a frente onde ele estava, o chamado "altar" e repetiríamos uma oração após ele. Então ele afirmaria que, tendo "feito a oração", nós agora estaríamos salvos. Eu me lembro de ter sido "salvo" novamente, e novamente. Quando me senti culpado após uma particular e desagradável noite de sábado, lá ia eu novamente ao altar. Cristãos medievais estavam sempre apavorados até a morte, por ver que poderiam morrer com pecados não confessados e assim iriam para o inferno. Assim, a missa era uma oportunidade de "estar em dia com Deus" e de "encher a banheira" que tinha tido um vazamento por causa do pecado.
Os reformadores, porém, diriam àqueles dentre nós que vivem ansiosos quanto ao fato de estar ou não dentro do favor de Deus, ou se estamos cedendo demais ou obtendo vitória: "Somente Cristo!" É a Sua vida e não a nossa, que conta para a nossa salvação; foi a Sua morte sacrificial e ressurreição vitoriosa que nos assegurou vida eterna. Porque Ele "entregou tudo"; o Seu mérito cobre totalmente o nosso demérito.
E isso nos traz ao próximo "sola" - "Sola Gracia" (Somente a Graça!) Roma acreditava na graça; de fato, a Igreja insistia que, sem a graça, ninguém poderia ser salvo. Só que a graça era o tipo de "um pó mágico" que ajudava a pessoa a viver uma vida melhor - com a ajuda de Deus. Os reformadores, em contrapartida, diziam que a graça não é uma substância que Deus nos dá para vivermos uma vida melhor, mas sim uma atitude em relação a nós, aceitando-nos como justos por causa da santidade de Cristo, e não nossa.
Por isso eles lançaram o quarto "somente" (sola), que sabemos ser "Sola Fide" (somente a fé). Considerando que somos salvos somente pela graça, como obtemos essa graça? Roma argumentava que essa graça era distribuída pela igreja através dos vários métodos que os "altos escalões" haviam inventado. Fé mais amor, ou fé mais boas obras, ou alguma coisa assim, tornou-se a fórmula para a salvação. Os reformadores ao contrário, insistiam que do início ao fim, "salvação é obra do Senhor" (João 2: 9). "O Espírito dá vida; o homem em nada colabora" (João 6: 55). "Não depende da decisão, nem do esforço do homem, mas da misericórdia de Deus" (Rom 9: 16). Assim a fé em si mesma é um dom da graça de Deus e não se pode dizer dela que seja "a coisa" que nós fazemos na salvação: Pois nós não somos nascidos da vontade da carne ou da vontade do homem, mas de Deus" ( João 1: 13).
No minuto em que uma pessoa olha para "Cristo somente" para sua salvação, dependendo da Sua vida santa e sacrifício substitutivo na cruz, naquele exato momento ela ou ele é justificado (posto em posição de justiça, declarado justo, santo, perfeito). A própria santidade de Cristo é imputada (creditada) na conta do crente, como se ele ou ela tivessem vivido uma vida perfeita de obediência - mesmo enquanto aquela pessoa continua a cair repetidamente no pecado durante sua vida. O Cristão não é alguém que está olhando no espelho espiritual, medindo a proximidade de Deus pela experiência e progresso na santidade, mas é antes alguém que está "olhando para Cristo, o Autor e Consumador da nossa fé"( Heb. 12: 2). Resumindo, é o estilo de vida de Cristo, não o nosso, que atinge os requisitos de Deus, e é por Ele que a justiça pode ser transferida para nossa conta, pela fé (olhando somente para Cristo).
Finalmente, os reformadores disseram que tudo isso significa que Deus é quem tem todo o crédito. "Soli Deo Gloria" (Somente a Deus seja a Glória) era a forma que eles colocavam - nosso último "sola", que quer dizer, "A Deus somente seja a Glória" Um evangélico, portanto, era centrado em Deus; alguém que estava convencido de que Deus havia feito tudo e que não restava nada que o homem considerasse seu a não ser seu próprio pecado. Isto não apenas transformou radicalmente a vida devocional dos crentes que o abraçaram, mas toda a estrutura social também.
Numa velha taverna do século XVII em Heidelberg, na Alemanha, lê-se no alto "Soli Deo Gloria!" Johann Sebastian Bach, o famoso compositor, assinou todas as suas composições com aquele slogan da Reforma. Do mesmo modo, um outro compositor, Handel, declarou, "Que privilégio é ser membro da igreja evangélica, saber que meus pecados estão perdoados. Se nós fossemos deixados à mercê de nós mesmos, meu Deus, o que seria de nós?" Grandes e nobres vidas requerem grandes e nobres pensamentos, e a soberania e a graça de Deus são, para o crente, grandes e nobres pensamentos. Os reformadores disseram a Roma o que J.B.Philipps, o tradutor inglês da Bíblia, disse à igreja contemporânea: "O Deus de vocês é muito pequeno".
A Reforma, a qual produziu o termo "evangélico", também recuperou a doutrina bíblica do "sacerdócio universal de todos os santos" e a noção bíblica do chamado e vocação. A igreja tinha dividido os cristãos em primeira classe (aqueles que serviriam no "ministério cristão em tempo integral") e segunda classe (aqueles que estavam empregados em serviços "seculares"). Os reformadores concediam, por direito, que todos os cristãos são sacerdotes e são, por isso, ministros de Deus, independente de estarem varrendo uma sala para a glória de Deus, moldando uma peça de cerâmica, defendendo um cliente na corte, curando um paciente, ordenhando uma vaca, ou conduzindo uma congregação no louvor. Não há o "secular" e o "sagrado" - Deus criou o mundo inteiro e fez a vida neste mundo como algo inseparável de nossa própria humanidade.
Como nós ajustamos as coisas hoje?
A questão, é claro, é se "evangélico" hoje significa o que significou há quinhentos anos.
Em primeiro lugar, muitos dos evangélicos de hoje têm uma visão das Escrituras inferior à que a igreja de Roma tinha no século XVI. Instituições evangélicas de peso duvidam da confiabilidade da Bíblia e de sua infalibilidade - a menos, claro, que se trate daquilo que eles já decidiram que é verdade. Outros acreditam que a Bíblia é inerrante, porém acrescentam novas regras e revelações ao cânon. "A Bíblia é suficiente", nos aconselhariam os reformadores. Os sermões, com muita freqüência, são "pop-inspiracionalistas" discursos superficiais de "Como criar filhos positivos" ou "Como ter uma auto-estima" em detrimento de sérias exposições das Escrituras. De acordo com o Gallup, "Os EUA são um país de iletrados bíblicos", ainda que 60 milhões deles se consideram "evangélicos".
Em segundo lugar, muitos evangélicos modernos também não acreditam que Cristo é suficiente. Às vezes pessoas muito boas e nobres substituem Cristo como nosso único Mediador, assim como o Espírito Santo. Enquanto louvamos o Espírito juntamente com o Pai e o Filho, o Filho tem este papel único de nosso único advogado e Mediador. Não devemos olhar para a obra do Espírito nos nossos corações, mas para a obra de cristo na cruz. Às vezes, nós temos mediadores humanos que não são o Deus-Homem Jesus Cristo. Precisamos de outras coisas pelo meio, como a figura do pastor no "apelo" do altar ao qual me referi anteriormente. Não muito tempo atrás eu vi um tele-evangelista de sucesso tirando o fone do gancho e informando seus telespectadores que "esta é sua conexão com Deus". Uma banda secular, "Depeche Mode", canta sobre "Seu próprio Jesus Pessoal" que pode ser contactado ao se pegar no fone e fazendo sua confissão. Enquanto estivermos neste assunto, também deveríamos mencionar que foi a venda de indulgências de John Tetzel (redução do período no purgatório em troca de valores em dinheiro) que inspirou as "Noventa e Cinco Teses "de Lutero, desencadeando a Reforma. "Quando a moeda bate no cofre", o coro cantava, "uma alma do purgatório é vivificada". Será que isso realmente é diferente da venda da salvação que temos visto na televisão cristã, rádio, e mesmo em muitas igrejas? Dinheiro e salvação têm sido distorcidos para serem uma coisa só no meio de muitos de nós. "Eles vendem salvação a você", canta Ray Stevens, "enquanto eles cantam 'Amazing Grace' ('Graça Maravilhosa')".
Muitos evangélicos hoje crêem que "Somente a Graça" (sola gracia) é algo como livre-arbítrio, uma decisão, uma oração, uma ida até a frente, uma segunda bênção, algo que nós façamos por Deus que nos dará confiança de sermos alvo do Seu favor. Doutrinas como eleição, justificação e regeneração são discutidas quase que nunca, porque elas mostram o quadro de uma humanidade que é incapaz e nem ao menos pode cooperar com Deus em matéria de salvação. Se nós formos salvos é Deus e Deus somente que deverá faze-lo.
E sobre "Somente a Fé" (sola fide)? Muitos evangélicos acham que a fé não é suficiente. Se um indivíduo crê em Cristo e daí sai e o anuncia, será que a fé é suficiente? Alguns insistem que a fé mais a entrega, ou a fé mais a obediência, ou fé mais um sincero desejo de servir ao Senhor servirão como uma fórmula. O fato de que os evangélicos hoje lutam com estas questões indica que nós não ouvimos o "som seguro" de "Somente a Fé" em nossas igrejas. Fé é suficiente porque Cristo é suficiente.
Como se comparariam os evangélicos de hoje com os seus predecessores em matéria de "Somente a Deus seja a Glória"? Auto-estima, glória-própria, centralidade do "eu" parecem dominar a pregação, ensino e a literatura popular do mundo evangélico. Os evangélicos de hoje sabem muito pouco do grande Deus dos reformadores - um Deus que faz tudo conforme o Seu agrado, em relação aos céus e às pessoas sobre a terra e "que faz tudo conforme o conselho da Sua vontade" (Dn. 4; Ef. 1: 11). Os evangélicos hoje, refletindo sua cultura e sociedade mais ampla, estão intimidados por um Deus que é Deus. Porém que outro Deus é digno de confiança? Em poucas palavras, que outro Deus existe? Louvar ao Deus de uma experiência pessoal ou o Deus de preferência pessoal é louvar um ídolo. Os reformadores levaram isso a sério, e aqueles que quiserem ser evangélicos genuínos também devem faze-lo.

Conclusão
Muitas pessoas se perguntam por que o povo da "Reforma" parece bravo. Ninguém quer estar ao redor de pessoas bravas - e eu não gostaria de ser conhecido como uma pessoa "brava". Mas precisamos encarar o fato de que estes são tempos de grande infidelidade para o povo de Deus. A nós foi dada uma fé rica, com Cristo no centro. Porém trocamos nossa rica dieta por um saco de pipocas e estamos mal nutridos. Se os evangélicos terão a mesma saúde espiritual que tiveram em épocas passadas, eles terão que voltar para as verdades que fazem de "evangélicos" "evangélicos". A Bíblia - nosso único fundamento; Cristo - nossa única esperança; Graça - nosso único evangelho; Fé - nosso único instrumento; a Glória de Deus - nosso único alvo; o Sacerdócio de todos os santos - nosso único ministério. Este evangelicalismo original ainda é suficiente para fazer, mesmo de nossas menores vitórias, algo muito grande.

Michael Horton

Nota Sobre o Autor: Dr. Michael Horton é professor no Seminário Teológico Reformado, Orlando-Flórida e editor da revista Modern Reformation.
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Extraído do Jornal "Os Puritanos" Ano V - Número 3

08 novembro 2008

Wittemberg, 31 de Outubro de 1517


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Sola Scriptura

Solus Christus

Sola Gratia

Sola Fide

Soli Deo Gloria

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"Simplesmente ensinei, preguei, escrevi a Palavra de Deus; não fiz mais nada. E então, ...a Palavra enfraqueceu tão intensamente o papado que nenhum príncipe ou imperador jamais fez estrago assim. Não fiz nada. A Palavra fez tudo."

- Martinho Lutero

20 outubro 2008

Conhecer Deus



Meu Filho,

Tu podes não me conhecer, porém eu sei tudo sobre ti (Salmo 139:1)
Eu sei quando te assentas e quando te levantas (Salmo 139.2)
Eu conheço todos os teus caminhos (Salmo 139.3)
Até os cabelos da tua cabeça estão todos contados (Mateus 10.29-31)
Pois tu foste feito à minha imagem (Génesis 1.27)
Em mim tu vives e te moves, e tens existência (Actos 17.28)
Pois tu és a minha descendência (Actos 17.28)
Eu já te conhecia mesmo antes de seres concebido (Jeremias 1.4-5)
Eu te escolhi quando ainda planeava a criação (Efésios 1.11-12)
Tu não és um erro (Salmo 139.15)
Pois todos os teus dias foram escritos no meu livro (Salmos 139.16)
Eu determinei a hora exacta do teu nascimento e onde deverias viver (Actos 17.26)
Tu foste feito de forma admirável e maravilhosa (Salmo 139.14)
Eu te formei no ventre de tua mãe (Salmo 139.13)
E te trouxe à luz no dia em que nasceste (Salmo 71.6)
Eu tenho sido mal interpretado por aqueles que não me conhecem (João 8.41-44)
Eu não estou distante nem zangado, mas sou a completa expressão de amor (I João 4.16)
E é meu desejo derramar meu amor sobre ti (I João 3.1)
Simplesmente porque tu és meu filho, e eu sou o teu Pai (I João 3.1)
Eu te ofereço mais do que o teu pai terrestre jamais poderia oferecer (Mateus 7.11)
Pois eu sou o Pai Perfeito (Mateus 5.48)
Cada boa dádiva que recebes vem da minha mão (Tiago 1.17)
Pois eu sou o teu provedor e cuido de todas as tuas necessidades (Mateus 6.31-33)
O meu plano para o teu futuro sempre foi cheio de esperança (Jeremias29.11)
Porque eu te amo com um amor eterno (Jeremias 31.3)
Os meus pensamentos para contigo são incontáveis, como a areia da praia (Salmo 139.17-18)
E eu me regozijo em ti com cânticos (Sofonias 3.17)
Eu nunca deixarei de te fazer o bem (Jeremias 32.40)
Pois tu és o meu tesouro precioso (Êxodo 19.5)
Eu desejo te estabelecer com todo meu coração e toda minha alma (Jeremias 32.41-42)
Posso revelar-te coisas grandes e maravilhosas (Jeremias 33.3)
Se me buscares de todo o teu coração, me encontrarás (Deuteronómio 4.29)
Deleita-te em mim e eu te darei os desejos do teu coração (Salmo 37.4)
Pois sou eu quem colocou em ti esse desejo de me agradar (Filipenses 2.13)
Eu sou capaz de fazer mais por ti do que jamais poderias imaginar (Efésios 3.20)
Pois eu sou a tua maior fonte de encorajamento (II Tessalonicenses 2.16-17)
Eu sou também o Pai que te consola em todas as tuas aflições (II Coríntios 1.3-5)
Quando estás quebrantado, eu estou próximo de ti (Salmo 34.18)
Como um pastor que leva um cordeiro, eu te tenho carregado junto ao meu coração (Isaías 40.11)
Um dia eu limparei toda a lágrima dos teus olhos (Apocalipse 21.3-4)
E tirarei toda a dor que tens sofrido nesta terra (Apocalipse 21.4)
Eu sou o teu Pai e te amo, tal como amo o meu filho Jesus (João 17.23)
Pois em Jesus foi revelado o meu amor por ti (João 17.26)
Ele é a representação exacta do meu ser (Hebreus 1.3)
Ele veio para demonstrar que eu sou por ti e não contra ti (Romanos 8.31)
E para dizer que eu não estou a levar em conta os teus pecados (II Coríntios 5.18-19)
Jesus morreu para que tu e Eu pudéssemos ser reconciliados (II Coríntios 5.18-19)
A sua morte foi a expressão suprema do meu amor por ti (I João 4.10)
Eu entreguei tudo o que amava para poder ganhar o teu amor (Romanos 8.32)
Se receberes a dádiva do meu filho Jesus, recebes-me a mim (I João 2.23)
E nada jamais poderá te separar do meu amor (Romanos 8.38-39)
Vem para casa e haverá grande alegria no céu! (Lucas 15.7)
Eu sempre fui Pai, e sempre serei Pai (Efésios 3.14-15)
A minha pergunta é: Queres ser meu filho(João 1.12-13)
Estou à tua espera (Lucas 15.11-32)

Com amor, do teu Pai

Deus Todo-Poderoso



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15 outubro 2008

You Have Our Attention, Lord

A prayer by Max Lucado - October 2008

Our friends lost their house
The co-worker lost her job
The couple next door lost their retirement
It seems that everyone is losing their footing

This scares us. This bailout with billions.
These rumblings of depression.
These headlines: ominous, thunderous -
“Going Broke!” “Going Down!” “Going Under!” “What's Next?”

What is next?

We’re listening. And we’re admitting: You were right.

You told us this would happen.
You shot straight about loving stuff and worshipping money.
Greed will break your heart, You warned.
Money will love you and leave you.
Don’t put your hope in riches that are so uncertain.

You were right. Money is a fickle lover and we just got dumped.

We were wrong to spend what we didn’t have.
Wrong to neglect prayer and ignore the poor.
Wrong to think we ever earned a dime. We didn’t. You gave it. And now, tell us Father, are You taking it?

We’re listening. And we’re praying.
Could you make something good out of this mess?

Of course You can. You always have.
You led slaves out of slavery,
Built temples out of ruins,
Turned stormy waves into a glassy pond and water into sweet wine.
This disorder awaits your order. So do we.

Through Christ,
Amen

God will always give what is right to His people who cry to Him night and day, and He will not be slow to answer them. (Luke 18:7 NCV)

02 outubro 2008

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem…"

!!!
Global Notícias
29 de Setembro de 2008










“ Meu amor e saudações a todos os meus queridos amigos em nome de nosso SenhorJesus Cristo, protetor de minha vida e família da morte.



Aqui é Raj, seu amigo da Índia, pedindo sua gentil oração pela minha família e pelas igrejas no distrito de Kandhamal(Phulbani), Estado de Orissa.



Para informá-los, houve um terrível ataque às igrejas de nosso distrito. Quase todos os vilarejos cristãos foram destruídos, demolidos e queimados. Isso começou no dia 24 de Agosto de 2008 e continua de mal a pior. Mais de100 cristãos mortos, entre eles cerca de 30 pastores, foram mortos de formabrutal ou queimados vivos. Ninguém sabe quantos estão desaparecidos. Os corpos dos mortos estão espalhados nas florestas, montes e vilarejos distantes. Não há ninguém lá para enterrar os mortos. Pessoas são mortas na frente de seus familiares, esposas e filhos. Meninas são raptadas por gangues e queimadas vivas. Não tenho palavras para expressar a agonia e a dor das pessoas. Muitos livros poderiam ser escritos sobre a tristeza de seus corações partidos. Quase todas as igrejas foram arruinadas, demolidas e queimadas. Todos os vilarejos e casas cristãs estão completamente destruídos, suas propriedades foram saqueadas e todos os veículos,queimados. Milhares e milhares de pessoas pobres e inocentes, junto com suas crianças e velhos, correram para salvar suas vidas nas florestas e colinas,e mesmo ali suas vidas não estão seguras. Eles continuam sendo caçados pelos fanáticos hindus.O toque de recolher vem desde 24 de Agosto de 2008. Sem transportes, sem mercados, parece que todo o distrito está parado e morto. O último culto que realizei com os crentes de minha igreja foi no domingo do dia 24. No dia 25, recebi notícias de que atacariam a mim e à minha família, e destruiriam minha casa. Para salvar minha vida e a de minha família, deixei minha casa às 5:30 da manhã apenas com a roupa do corpo. Eu, minha esposa e meu filho de 10 anos nos abrigamos e escondemos com um amigo não-cristão. O terror estava por toda a parte em nossa pequena cidade. Com muita aflição e medo, nos abrigamos naquela casa. Assim que a noite caiu, ouvimos o som de pessoas da oposição correndo de lá para cá, gritando 'matem todos os cristãos.' Seu objetivo era matar todos os líderes e pastores. Às 12:45 da noite, recebi uma ligação de um irmão. Eles marcharam contra o prédio do meu escritório e, sem perder tempo, arrasaram minha casa com uma bomba. Confiscaram tudo e queimaram o resto das coisas, meu carro e todas as bicicletas. Então avançaram para a casa em que eu estava escondido e arrombaram a porta para pegar e matar nossa família. Graças a Deus, o dono da casa tomou uma atitude corajosa para me proteger, acabou agredido brutalmente. Na manhã seguinte, com muito medo, eu, minha esposa Purnima e meu filho Comfort corremos para a floresta para nos salvar. Minha esposa é diabética. Eu os levei para a floresta, sem sabermos para onde estávamos indo. Um pastor e sua família nos encontraram naquela floresta. Permanecemos um dia inteiro ali e, ao anoitecer, andamos mais 10km mata adentro para ficarmos a salvo. Por quase cinco dias, o Senhor, com sua mão poderosa, nos protegeu naquela floresta. As pessoas de um vilarejo cristão próximo ficaram sabendo a nosso respeito e vieram nos ajudar trazendo comida. Ficamos sabendo que a floresta também não era nada segura. Com muito cuidado, chegamos ao acampamento de ajuda. Em cada um, de 5 a 6 mil pessoas. Não havia comida nem água, só doenças por toda a parte, crianças pequenas e muitos idosos já mortos. Foi um milagre dois motoristas não-cristãos de bom coração chegarem de 60km de distância com meu primo e nos salvarem da morte. Em cinco minutos, pela manhã, às 7:45, eles nos atravessaram pelo campo dos opositores que queriam minha vida. Por sua graça e mão poderosa, Ele nos salvou. Graças ao seu santo nome, chegamos a um estado vizinho. Não sei o que fazer, peço sua gentil oração por minha família e também que todos vocês sustentem nosso povo e nossas igrejas em suas orações. As pessoas perderam sua esperança, não há apoio do governo, o terror está por toda a parte. Minha oração e confiança são que somente Deus, por sua graça, pode controlar a situação de morte e agonia. Algum de vocês pode enviar meu pedido de oração ao Dr. Dhanaraj e ao Sr.Mandoza em Maui Haggai? Por favor, informem nossa condição a todo o povo de Deus para oração. Se puderem, por favor me escrevam. Obrigado, meus amigos. Essa é a realidade, dizia o irmão Mandoza, antes de deixarmos Maui (Havaí). Não sei em que condições se acham sua vida e ministério, mas amo muito, oro e tenho saudades de todos vocês. Muito obrigado por seu amor e amizade por mim no Havaí. Que Deus abençoe todos vocês.





Seu irmão
Pastor Raj.
RK DIGAL, INDIA ”



(24 de Setembro de 2008)

19 setembro 2008

Imperdível!


O Maior Psicólogo de Todos os Tempos
Jesus e a Sabedoria da Alma
Mark W. Baker

Edição Lua de Papel



Como os ensinamentos de Jesus nos ajudam a encontrar o equilíbrio psicológico



Mark Baker, um terapeuta com profundos conhecimentos da Bíblia, vem mostrar-nos que a mensagem de Cristo é perfeitamente compatível com os princípios da psicologia. E mais. As sagradas escrituras contêm a chave da saúde emocional, do bem-estar e do crescimento pessoal. Numa linguagem simples e cativante, o autor relaciona os ensinamentos de Jesus às mais recentes descobertas da Psicologia provando que, qualquer que seja a nossa crença religiosa ou filosofia de vida, todos podemos beneficiar da sabedoria do maior psicólogo de todos os tempos.


Dear Sir,

My beloved brother in Christ Jesus,


I’m an evangelical Christian in Portugal (Europe) and I’ve just finished reading your book “ The greatest phychologist who ever lived: Jesus and the wisdom of the soul” that has been published here recently.

I’ve been struggling all my life (I’m 47 years old) with wrong beliefs about myself which have taken me to several problems in relationships with others and myself.

Your book has helped me so much that I think it should be read by every Christian on this planet !!!!
Now I’m starting to understand where my beliefs were wrong!

Accept my sincere thanks for being such a blessed instrument in the Hands of The Lord and may He bless you and your work in helping others, fulfilling in that way His Will.

John 13:35


Yours in Christ

Abel Varandas




Abel.
Thank you for letting me know how my book has helped. I felt led by God to write it for the very reasons you found it helpful. May God continue to bless you with wisdom and growth.
Sincerely,
Dr. Mark Baker

Mark W. Baker, Ph.D.Executive DirectorLa Vie Counseling Centers650 Sierra Madre Villa, Suite 110Pasadena, Ca. 91107626-351-9616 x107


2007.01.20



09 setembro 2008

Ser livre

O pior cárcere não é o que aprisiona o corpo,
mas o que asfixia a mente e algema a emoção.
[ … ]
Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã.

Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama.

É abraçar, é entregar-se, sonhar, recomeçar tudo de novo.

É desenvolver a arte de pensar e de proteger a emoção.

Mas, acima de tudo, ser livre é ter
um caso de amor com a própria existência
e desvendar os seus mistérios.


- Augusto Cury in Os Segredos Do Pai-Nosso
A Solidão de Deus

De pequenino...

04 setembro 2008

Religião e Alucinação - Ricardo Gondim


Tenho muita pena dos crédulos. Chego a chorar por mulheres e homens ingênuos; os de semblante triste que lotam as magníficas catedrais, na espera de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de que não teria sucesso se tentasse alertá-los da armadilha que caíram. A grande maioria inconscientemente repete a lógica sinistra do, “me engana que eu gosto”.
Se pudesse, eu diria a todos que não existe o mundo protegido dos sermões. Só no “País da Alice” é possível viver sem perigo de acidentes, sem possibilidade da frustração, sem contingência e sem risco.
Se pudesse, eu diria que não é verdade que “tudo vai dar certo”. Para muitos (cristãos, inclusive) a vida não “deu certo”. Alguns sucumbiram em campos de concentração, outros nunca saíram da miséria. Mulheres viram seus maridos agonizarem sob tortura. Pais sofreram em cemitérios com a partida prematura dos filhos. Se pudesse, advertiria os simples de que vários filhos de Deus morreram sem nunca ver a promessa se cumprir.
Se pudesse, eu diria que só nos delírios messiânicos dos falsos sacerdotes acontecem milagres aos borbotões. A regularidade da vida requer realismo. Os tetraplégicos vão ter que esperar pelos milagres da medicina - quem sabe, um dia, os experimentos com células tronco consigam regenerar os tecidos nervosos que se partiram. Crianças com Síndrome de Down merecem ser amadas sem a pressão de “terem que ser curadas”. Os amputados não devem esperar que os membros cresçam de volta, mas que a cibernética invente próteses mais eficientes.
Se pudesse, eu diria que só os oportunistas menos escrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, os torneiros mecânicos, os motoristas, os cozinheiros, as enfermeiras, os pedreiros, as professoras, vão ter dificuldade para pagar as despesas básicas da família. Mente quem reduz a religião a um processo mágico que garante ascensão social.
Se pudesse, eu diria que nem tudo tem um propósito. Denunciaria a morte de bebês na Unidade de Terapia Intensiva do hospital público como pecado; portanto, contrária à vontade de Deus. Não permitiria que os teólogos creditassem na conta da Providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e as favelas que se acumulam na periferia das grandes cidades. Jamais deixaria que se tentasse explicar o acidente automobilístico causado pelo bêbado como uma “vontade permissiva de Deus”.
Se pudesse, eu pediria as pessoas que tentassem viver uma espiritualidade menos alucinatória e mais “pé no chão”. Diria: não adianta querer dourar o mundo com desejos utópicos. Assim como o etíope não muda a cor da pele, não se altera a realidade fechando os olhos e aguardando um paraíso de delícias.
Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria. Resta-me continuar escrevendo, falando... Pode ser que uns poucos prestem atenção.
Soli Deo Gloria.

01 agosto 2008

As Crónicas de Nárnia de Volta ao Cinema

O Príncipe Caspian

As Crónicas de Nárnia, de C. S. Lewis, voltaram ao cinema, agora com O Príncipe Caspian, a segunda das sete clássicas histórias do famoso autor e professor de literatura medieval e renascentista da Universidade de Cambridge (1898-1963).
As quatro crianças, Peter, Lucy, Edmund e Susan, que conhecemos em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, voltam a Nárnia para ajudar o Príncipe Caspian, e um exército de narnianos, a conquistarem o trono, no domínio do maléfico Rei Miraz, vencendo os poderes do mal que oprimem as silenciadas terras de Nárnia.
Guardadas na secção infantil das bibliotecas, e lidas abundantemente pelas crianças, As Crónicas de Nárnia talvez sejam uma oportuna leitura para adultos. Tal como Lewis e Tolkien (O Senhor dos Anéis), seu amigo, entendiam, estas histórias não são necessariamente para crianças. Para estes autores, só vale a pena ser lido o conto de fadas que valha a pena ser escrito para, e lido por, adultos.
Lewis entendia que o mundo imaginário dava ao mundo real “uma nova dimensão de profundidade” devolvendo-nos ao mundo com um prazer redescoberto. Como afirma Martha C. Sammons,(1) Lewis acha que a fantasia permite retirar a monotonia às coisas que já conhecemos, restaurando a nossa visão do mundo, fortalecendo assim o nosso gosto pela vida.
Embora o autor não pretendesse escrever alegorias cristãs, ele reconheceu que os elementos da sua fé cristã permearam as suas narrativas. As histórias de Nárnia são peregrinações espirituais, que resultam numa grande mudança interior dos personagens quando os poderes do mal que os oprimem são vencidos. É a busca de Deus, de uma identidade pessoal, colocada no mundo imaginário.
Em O Príncipe Caspian podemos cruzar-nos com muitos temas. A maçadora educação imposta e censurada pelo Rei Miraz que tenta impedir o verdadeiro conhecimento da antiga Nárnia confronta-se com a educação justa da Nárnia genuína. Uma perspectiva materialista e céptica da vida é confrontada com uma perspectiva de vida de dimensão transcendente, espiritual. A sempre desejada figura do leão Aslan, ressuscitado, aponta para a pessoa de Cristo, libertador espiritual, bem como para a providência de Deus na história e a responsabilidade humana. O encontro de Aslan com Lucy é um estímulo à fé em contextos de vida onde ela rareia.
Lewis recorre ao profundo conhecimento sobre os animais para criar uma história de delícia. Os personagens de O Príncipe Caspian proporcionam uma preciosidade de significado, suspense e humor, criando um ambiente onde a intensidade das experiências nos permitem claras contemplações de realidades e conceitos que nos parecem longínquos. Tal como beber água fresca numa fonte que descobrimos na montanha... numa altura em que temos sede!
Segundo a sequência da sua publicação, são estas as sete Crónicas de Nárnia: “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, “O Príncipe Caspian”, “A Viagem do Caminheiro da Alvorada”, “O Trono de Prata”, “O Rapaz e o Cavalo”, “O Sobrinho do Mágico” e “A Última Batalha”. Depois de terem sido publicadas em Portugal pela Guimarães Editores (1961) e pela Gradiva (1994), as Crónicas de Nárnia são agora editadas pela Editorial Presença (2003).
Pais e educadores interessados em recursos pedagógicos relacionados com o livro e o filme dispõem de uma grande variedade de possibilidades, nomeadamente:
www.walden.com, cslewis.drzeus.net; www.christianitytoday.com; www.family.org . A Sociedade Bíblica de Portugal (www.sociedade-biblica.pt) preparou o opúsculo “A Verdadeira Mesa de Pedra” que propõe uma interpretação bíblica do argumento de C. S. Lewis. O www.portalevangelico.pt lançou o “Dossier C. S. Lewis”, com várias contribuições sobre a vida e a obra do professor.
-- Fernando Ascenso

(1) Citado de “The Chronicles of Narnia: For Adults Only”, Martha C. Sammons, em “Revisiting Narnia”, Shanna Caughey, ed., Benbella Books, Dallas, Texas, 2005.

Título: As Crónicas de Narnia: O Príncipe Caspian Gênero: Aventura/Fantasia
Direcção: Andrew Adamson
Tempo de Duração: 147 minutos
M/6Ano de Lançamento (EUA): 2008
Precedido por As Crónicas de Narnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa (2005).

09 julho 2008

A vós a quem devo tudo aquilo que sou

.

Amo-te Madrinha!





Amo-te Padrinho!






Até vos rever na Glória!



Para ti que encheste a minha vida de sol...

Partilhei contigo dos momentos mais felizes que alguma vez vivi.
Vi em ti o que não vi em mais ninguém.
Pude ver em ti a Glória do meu Rei.
Julguei ter encontrado o sonho de uma vida.
Estava enganado.
Mas farás sempre parte, não daquelas pessoas que passaram na minha vida, mas daquelas que ficaram e ficam para sempre.
Fica com Deus.
Agarra-te a Ele!

Amo-te!
Até sempre.

Abel

28 maio 2008

A integridade do evangelho: uma avaliação do neopentecostalismo

Alderi Souza de Matos





Elas ocupam um enorme espaço na televisão aberta, chegando a milhões de lares brasileiros todos os dias. As três mais conhecidas e salientes têm nomes parecidos — Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e Igreja Mundial do Poder de Deus. Esses nomes apontam para objetivos ousados e ambiciosos. Seus líderes máximos adotam, respectivamente, os títulos de bispo, missionário e apóstolo. Elas são o fenômeno mais recente, intrigante e explosivo do “protestantismo” tupiniquim. Trata-se das igrejas neopentecostais, denominadas por alguns estudiosos “pentecostalismo autônomo”, em virtude de seus contrastes com os grupos mais antigos desse movimento. É difícil categorizá-las adequadamente, não só por serem ainda recentes, mas porque, ao lado de alguns traços comuns, também apresentam diferenças significativas entre si. A Igreja Mundial investe fortemente na cura divina. Seu apóstolo garante que ninguém realiza mais milagres do que ele. Seu estilo é personalista e carismático. Caminha no meio dos fiéis, deixa que as pessoas recolham o suor do seu rosto para fins terapêuticos, às vezes é ríspido com os auxiliares. O missionário da Igreja Internacional é simpático e bonachão; parece um pastor à moda antiga. É também polivalente: prega, canta, conta piadas, anuncia produtos e serviços. Controla com rédea curta o seu pequeno império. Todavia, nenhuma dessas igrejas vai tão longe na ruptura de paradigmas quanto a IURD. Dependendo do ângulo de análise, parece protestante ou católica. Seu carro-chefe é a teologia da prosperidade. Defende sem pejo a ética da sociedade de consumo. Seu líder está entrando na lista dos homens mais ricos do país. Desde o início, o cristianismo tem exibido uma grande variedade de manifestações, algumas bastante inusitadas. Foi o caso do gnosticismo e do marcionismo nos primeiros séculos, das seitas apocalípticas na Idade Média e de alguns grupos resultantes dos reavivamentos nos Estados Unidos do século 19. Porém, nenhum movimento tem sido tão pródigo em termos de quantidade e diversidade de ramificações quanto o pentecostalismo contemporâneo. No atual ambiente pluralista e inclusivista, muitos observadores vêem nessa multiplicidade um sinal de vitalidade, de dinamismo. Todavia, há sinais preocupantes nos ensinos e práticas de certos grupos. Na célebre Confissão de Fé de Westminster (1647), os puritanos ingleses colocaram a questão em termos de diferentes graus de pureza das igrejas cristãs — cap. 25.4,5 (igrejas mais puras e menos puras). Uma avaliação simpática e honesta das igrejas neopentecostais aponta para alguns aspectos que precisam ser reconsiderados a fim de que elas se tornem genuínos instrumentos do evangelho de Cristo. O problema hermenêutico Uma grave deficiência dessas novas igrejas está na maneira como interpretam a Bíblia. Os reformadores protestantes insistiram no valioso, porém arriscado, princípio do “livre exame das Escrituras”, ou seja, de que todo cristão tem o direito e o dever de ler e estudar por si mesmo a Palavra de Deus. Acontece que muitos viram nisso uma licença para a livre interpretação do texto sagrado, o que nunca esteve na mente dos líderes da Reforma. Eles lutaram contra uma abordagem individualista e tendenciosa da Escritura, insistindo na adoção de princípios equilibrados de interpretação que levavam em conta o sentido literal e gramatical do texto, a intenção original do autor, o contexto histórico das passagens e também a tradição exegética da igreja. Por essas razões, eles rejeitaram o antigo método de interpretação alegórica, isto é, a busca de sentidos múltiplos na Escritura, por entenderam que ela obscurecia e distorcia a mensagem bíblica. Em muitas igrejas neopentecostais nada disso é levado em consideração. A Bíblia se torna um joguete, uma peteca lançada para lá e para cá ao sabor das conveniências. Tomam-se diferentes declarações, episódios e símbolos bíblicos e, sem esforço algum de interpretação, passa-se diretamente para a aplicação, muitas vezes de uma maneira que nada tem a ver com o propósito original da passagem. O que é ainda mais grave, os textos bíblicos são usados de modo mágico, como se fossem amuletos ou talismãs, como se tivessem um poder imanente e intrínseco. A Bíblia é encarada prioritariamente como um livro de promessas, de bênçãos, de fórmulas para a solução de problemas, e não como a revelação especial na qual Deus mostra como as pessoas devem conhecê-lo, relacionar-se com ele e glorificá-lo. Uma nova linguagem Na sua releitura da Bíblia, os neopentecostais por vezes criam uma nova terminologia, muito diferente dos conceitos bíblicos tradicionais. Privilegiam-se expressões como “exigir nossos direitos”, “manifestar a fé”, “declarar a bênção”, todos os quais apontam para uma espiritualidade antropocêntrica, ou seja, voltada para as necessidades, desejos e ambições dos seres humanos, e não para a vontade e a glória de Deus. Alguns dos temas bíblicos mais profundos e solenes redescobertos pelos reformadores do século 16 são quase que inteiramente esquecidos. Não mais se fala em pecado, reconciliação, justificação pela fé, santificação, obediência. O evangelho corre o risco de ficar diluído em uma nova modalidade de auto-ajuda psicológica, deixando de ser “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. O conceito de fé talvez seja aquele que esteja sofrendo as maiores distorções. No discurso de muitas igrejas do pentecostalismo autônomo, a fé se torna uma espécie de poder ou varinha de condão que as pessoas utilizam para obter as bênçãos que desejam. Deus fica essencialmente passivo até que seja acionado pela fé do indivíduo. É verdade que Jesus usou uma linguagem que aparentemente aponta nessa direção (“tudo é possível ao que crê”, “vai, a tua fé te salvou”). Mas o conceito bíblico de fé é muito mais amplo, a ênfase principal estando voltada para um relacionamento especial entre o crente e Deus. Ter fé significa acima de tudo confiar em Deus, depender dele, buscar a sua presença, aceitar como verdadeiras as declarações da sua Palavra. O objeto maior da fé não são coisas, mas uma pessoa — o Deus trino. Fundamento questionável A teologia da prosperidade, que serve de base para boa parte da pregação e das práticas neopentecostais, é uma das mais graves distorções do evangelho já vistas na história cristã. Essa abordagem teve início nos Estados Unidos há várias décadas, sob o nome de “health and wealth gospel”, ou seja, evangelho da saúde e da riqueza. No neopentecostalismo, essa se torna a principal chave hermenêutica das Escrituras. Tudo passa a ser visto dessa perspectiva reducionista acerca do relacionamento entre Deus e os seres humanos. O raciocínio é que Cristo, através da sua obra na cruz, veio trazer solução para todos os tipos de problemas humanos. Na prática, acaba se dando maior prioridade às carências materiais e emocionais, em detrimento das morais e espirituais, muito mais importantes. Tradicionalmente, as maiores bênçãos que o homem podia receber de Deus incluíam o perdão dos pecados, a reconciliação, a paz interior e, num sentido mais amplo, a salvação. Dentro da nova perspectiva teológica, as coisas mais importantes que Deus tem a oferecer são um bom emprego, estabilidade financeira, uma vida confortável, felicidade no amor e coisas do gênero. É uma nova versão da tese do sociólogo alemão Max Weber, segundo o qual os calvinistas buscavam no sucesso econômico a evidência da sua eleição. Os problemas da teologia da prosperidade são diversos: (a) falta de suporte bíblico — a Escritura aponta na direção oposta, mostrando a armadilha em que caem os que se preocupam com as riquezas; (b) empobrecimento da relação com Deus, concebida em termos interesseiros e mercantilistas; (c) incentivo a atitudes de individualismo, egocentrismo e falta de solidariedade; (d) tendência para a alienação quanto aos problemas da sociedade. Conclusão O neopentecostalismo representa um grande desafio para as igrejas históricas e mesmo para as pentecostais clássicas. Esse movimento tem encontrado novas formas de atrair as massas que não estão sendo alcançadas pelas igrejas mais antigas. Nem todos os grupos padecem dos males apontados atrás. Muitas igrejas neopentecostais são modestas, evangelizam com autenticidade e não se rendem à tentação dos resultados rápidos, dos projetos megalomaníacos e dos métodos incompatíveis com o evangelho. O grande problema está nas megaigrejas e seus líderes centralizadores, ávidos de fama, poder e dinheiro. Estes precisam arrepender-se e voltar às prioridades da mensagem cristã, buscando em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, para que então as demais coisas lhes sejam acrescentadas. •

- in Revista ULTIMATO (www.ultimato.com.br)


Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. É autor de
A Caminhada Cristã na História e Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil.

29 abril 2008

O homem que caiu no buraco / A man fell in a hole

Previsto há cerca de 60 anos...



É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças Aliadas, General Dwight D. Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.

E o motivo: "Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum ponto ao longo da história, algum idiota se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu".

Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque 'ofendia' a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...


'Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam'. (Edmund Burke)

25 abril 2008

Sempre!





"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres."
Jesus Cristo

04 abril 2008

UCB Portugal

APRENDA A ESCUTAR VERDADEIRAMENTE

Vivemos na era de «falar antecipadamente» com noticiários 24 horas por dia e programas de televisão e de rádio.E apesar disso não ser totalmente mau, a verdade é que aprendemos cada vez mais a «transmitir» em detrimento de «sintonizar». Salomão diz: «No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente»(Pv.10:19) [...] Lembre-se: um coscuvilheiro fala dos outros, um maçador fala de si mesmo mas um homem sábio fala consigo, sobre si - e depois ouve aquilo que têm para lhe dizer! Se for um bom ouvinte, as pessoas irão procurá-lo, crescerá em sabedoria - e também ganhará amigos!


(-in A PALAVRA PARA HOJE, 29 de Março de 2008, pag.62)
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Ora aí está algo em que a vale a pena investir!
RECOMENDO VIVAMENTE !!!
UMA BENÇÃO!!!
E OUÇAM A RADIO ONLINE TAMBÉM
Oremos por este trabalho!
Abel Varandas

21 março 2008

08 fevereiro 2008

Os Judeus têm um Direito Divino na Terra Prometida?


Como devem alinhar-se os Cristãos que crêem na Bíblia no conflito Judaico-Palestiniano? Há razões Bíblicas para tratar ambos os lados com justiça compassiva e pública, do mesmo modo que as disputas devem ser resolvidas normalmente entre as nações. Por outras palavras, a Bíblia não nos ensina a sermos parciais para com Israel ou para com os Palestinianos, por um dos dois ter um status divino especial.
Eu não nego que Israel foi escolhido por Deus dentre todo os povos do mundo para ser o foco de especial benção na história da redenção, que chegou ao clímax em Jesus Cristo, o Messias. “O SENHOR teu Deus te escolheu, a fim de lhe seres o seu próprio povo, acima de todos os povos que há sobre a terra” (Deuteronómio 7:6).
Nem nego que Deus prometeu a Israel a presentemente terra disputada desde o tempo de Abraão em diante. Deus disse a Moisés, “Esta é a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: e a tua descendência a darei” (Deuteronómio 34:4).
Mas nenhum desses factos bíblicos guiam necessariamente a um endosso do actual Israel como o possuidor legal de toda a terra disputada. Israel pode ter tal direito e pode não ter. Mas esta decisão não está baseada sobre privilégios divinos. Porquê?
Primeiro, um povo não guardador do pacto não tem um direito divino para sustentar a terra da promessa. Tanto o status abençoado do povo como o direito privilegiado sobre a terra são condicionais à guarda por parte de Israel do pacto que Deus estabeleceu. Dessa forma, Deus disse para Israel, “Se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, então sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos” (Êxodo 19:5). Israel não tem garantia de uma actual experiência de divino privilégio quando não está guardando o pacto com Deus.
Mais de uma vez a Israel foi negada a experiência de seu direito divino à terra quando quebrou o pacto com Deus. Por exemplo, quando Israel permaneceu em cativeiro na Babilónia, Daniel orou, “Ó Senhor...pecamos e cometemos iniquidades...A ti, ó Senhor, pertence a justiça, porém a nós a confusão de rosto...a todo Israel....em todas as terras para onde os tens lançado por causa das suas transgressões que cometeram contra ti” (Daniel 9:4-7; veja Salmos 78:54-61). Israel não tem direito divino para estar na terra da promessa quando está quebrando o pacto da promessa. As nações que se aproveitaram da sua disciplina divina foram punidas por Deus (Isaías 10:5-13).
Em segundo lugar, Israel como um todo, hoje, rejeita o Messias, Jesus Cristo, o Filho de Deus. Este é o acto supremo da quebra do pacto com Deus. Deus prometeu a Israel que “um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6-7).
Mas com lágrimas este Príncipe da Paz olhou para Jerusalém e disse, “Ah! Se tu conhecesses, ao menos este dia, o que te poderia trazer a paz! Mas agora isso está encoberto aos teus olhos...porque não conheceste o tempo de sua visitação” (Lucas 19:42-44).
Quando os edificadores rejeitaram a bela Pedra de Esquina, Jesus disse, “O reino de Deus será tirado de vós e será dado a um povo que dê os seus frutos” (Mateus 21:43). Ele explicou, “Muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus; mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores” (Mateus 8:11-12).

Deus tem propósitos salvadores para o Israel étnico (Romanos 11:25-26). Mas por enquanto o povo está em inimizade com Deus, rejeitando o evangelho de Jesus Cristo, o seu Messias (Romanos 11:28). Deus tem expandido Sua obra salvadora para abranger todos os povos (incluindo os Palestinianos), que crerão em Seu Filho e dependerão de Sua morte e ressurreição para a salvação. “É porventura Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, se é que Deus é um só, que pela fé há de justificar a circuncisão, e também por meio da fé a incircuncisão” (Romanos 3:29-30).
A súplica Cristã no Médio Oriente para Palestinianos e Judeus é: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo” (Atos 16:31). E até que o grande dia em que, tanto Judeus como os Gentios, os seguidores do Rei Jesus, herdarão a Terra (não somente a terra), sem levantar espada ou arma de fogo, os direitos das nações serão decididos pelos princípios da justiça compassiva e pública, não por reivindicações de direitos ou status divinos.
- John Piper

25 janeiro 2008

2008

Estou convencido que este ano será um ano de vitória.
Já posso comprovar esta convicção.
O nosso Deus é o Deus dos impossíveis.

Salmo 118:8

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Jehovah Jireh

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Deus Não Está Morto

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