21 junho 2012

O LÁPIS






O menino viu a avó a escrever uma carta. A certa altura, perguntou:

- Avó, estás a escrever uma história que aconteceu connosco? E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou a escrever sobre ti, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou a usar. Gostaria que fosses como ele, quando crescesses.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi na minha vida!

- Tudo depende do modo como olhas as coisas. Há cinco qualidades nele que, se as conseguires manter, serás sempre uma pessoa em paz com o mundo.

Primeira qualidade: podes fazer grandes coisas, mas não deves esquecer nunca que existe uma Mão que guia os teus passos. Esta mão a que alguns chamam Consciência, sempre te conduz em direcção ao que é correcto.

Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou a escrever e afiar o lápis. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele escreve melhor. É preciso saber suportar algumas dores, porque elas te farão ser uma pessoa melhor.

Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entende que corrigir uma coisa que fizemos, não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.

Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou a forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, cuida sempre daquilo que acontece dentro de ti.

Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, tudo o que fizeres na vida irá deixar traços, e procura ser consciente de cada acção.


Maria Luísa Albuquerque
Psicoterapeuta e Hipnoterapeuta

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Jehovah Jireh

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