22 maio 2011

Foi ontem...




"...daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai."Mateus 24:36




14 maio 2011

O Mundo ao Contrário ou o Selo da Vergonha


(clique no texto para ler)







Um dos sintomas da urgente necessidade de "ajuda externa" para um sistema judicial que apresenta, ele sim, uma sintomatologia terminal patológico-psiquiátrica. Será que ainda vamos a tempo?

08 maio 2011

Para ti


que tornas os meus dias
prenhos de um brilho nocturno
que nunca mais acaba.

sonhei.
a felicidade existe.
elevado ao paraíso
coberto da espuma
dos dias imersos
na solidão errante
do encontro que não chegava.

acordei.
do sonho nada fica
pressinto no teu rosto
o selo encoberto da beleza
de me trazer ao peito

por entre as ledas margens
de um leito que percorremos
um sublime aroma
encantado
que no teu colo me convida
e por dentro me assegura
bordada nos teus lábios
a certeza deste Amor





Abel José Varandas

2011.05.08

01 maio 2011

Mater


Tu, grande Mãe!... do amor de teus filhos escrava,
Para teus filhos és, no caminho da vida,
Como a faixa de luz que o povo hebreu guiava
À longe Terra Prometida.

Jorra de teu olhar um rio luminoso.
Pois, para batizar essas almas em flor,
Deixas cascatear desse olhar carinhoso
Todo o Jordão do teu amor.

E espalham tanto brilho as asas infinitas
Que expandes sobre os teus, carinhosas e belas,
Que o seu grande dano sobe, quando as agitas,
E vai perder-se entre as estrelas.

E eles, pelos degraus da luz ampla e sagrada,
Fogem da humana dor, fogem do humano pé,
E, à procura de Deus, vão subindo essa escada,
Que é como a escada de Jacó.

Olavo Bilac, in "Poesias"

29 abril 2011

Salmo Oitenta e Cinco


Ruídos de catástrofe

Gemidos angustiados

Sombras de podridão

Gritos de desconforto

Alertas de declínio


Tudo é vaidade


Mas as estrelas

Estão seguras

E mesmo sem festejarmos

Com Babette por companhia

Exaltamos

O encontro da

Misericórdia e da Verdade

E mergulhamos

A nossa pequenez

No beijo perfumado

Da Justiça e da Paz


Abel José Varandas

28 abril 2011


Autor de “A Cruz e o Punhal”, Pastor David Wilkerson morreu em acidente de carro


Pastor David Wilkerson morreu aos 79 anos. O fundador da Igreja de Times Square, em Nova Iorque, sofreu um acidente de carro no Texas na tarde desta quarta-feira, 27 de Abril.
No twitter, parentes confirmaram a morte: “meu querido primo David Wilkerson”, afirmou Rich Wilkerson, primo do Pastor, que também pediu orações. Wilkerson tinha quatro filhos e 11 netos.
O Pastor estava acompanhado de sua esposa, Gwen, que foi levada para o hospital e permanece em estado grave. Os detalhes do acidente informados pela CBNNewsainda não estão completos.
Ele havia postado em seu blog, ainda hoje, um artigo em que fala sobre “quando tudo falhar”. Nele incentiva o enfrentamento diante de dificuldades, sempre com a firmeza na fé.
“Para quem vai pelo vale da sombra da morte, ouça esta palavra: choro vai durar por algum escuro, noites horríveis, e em que a escuridão em breve você vai ouvir o sussurro do Pai: “Eu estou com você”, escreveu Wilkerson.
“Amado, Deus nunca deixou de agir, com bondade e amor. Quando falham todos os meios, o seu amor prevalece. Segure firme a sua fé. Permanecei firmes na sua Palavra. Não há outra esperança neste mundo”.
Vida e obra
Pastor Wilkerson passou a primeira parte do seu ministério, aproximando-se de membros de gangues e viciados em drogas em Nova Iorque, como disse em seu livro, o best-seller A Cruz e o Punhal.
Seu trabalho deu o start no mundo às atividades cristãs de recuperação de dependentes químicos, por meio de centros de recuperação. Em 1971, começou a World Challenge, Inc. como um guarda-chuva para suas cruzadas, conferências, evangelismo e outros ministérios.
Igreja de Times Square foi fundada sob os parâmetros do grupo em 1987. Atualmente ela é liderada pelo pastor Carter Conlon e tem mais de 8 mil membros.



Fonte: www.gospelmais.com.br (Renato Cavallera)

15 abril 2011

1ª Igreja Evangélica Baptista de V N Gaia


Sabedoria pura!


A única revolução definitiva é a de despojar-se cada um das propriedades que o limitam e acabarão por o destruir, propriedade de coisas, propriedade de gente, propriedade de si próprio.


in "Espólio"

Agostinho da Silva

10 abril 2011

Conselhos sábios para esta (e qualquer) crise [2]

Nosso trabalho é lançar sobre Ele as preocupações;

o trabalho de Deus é preocupar-se connosco!

in Nosso Pão Diário (Ministérios RBC)

07 abril 2011

Conselhos sábios para esta (e qualquer) crise [1]


Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR.
Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e,
no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto.

-Jeremias 17:7,8

21 março 2011

UM EXCELENTE EXEMPLO


[O texto infra-transcrito encontra-se publicado no site LISBOA RELIGIOSA da Cãmara Municipal de Lisboa onde para além da presente descrição, é disponibilizada informação sobre CONTACTOS, ESPAÇO DE CULTO, EFEMÉRIDES E LIGAÇÕES]

Evangélicos

O principal objectivo e prioridade de uma igreja evangélica é a apresentação de Jesus Cristo como Salvador e Senhor, no poder do Espírito Santo e de acordo com os textos bíblicos. Se a vida terrena presente merece toda a atenção por parte dos cristãos, evangélicos, não é menos verdade que ela só pode ser verdadeiramente valorizada a partir da sua dimensão eterna. A componente física e material da vida humana é importante e não é menosprezada, mas só fica verdadeiramente enquadrada na consciência de que o homem é um ser espiritual. De acordo com as palavras de Jesus consideramos que: "Não se vive só de pão, mas também de toda a palavra que vem de Deus." (Evangelho de Mateus 4:4)
A relação do homem, consigo mesmo e com os outros, na família e na sociedade, é fundamental, mas só pode ser verdadeiramente alcançada a partir do relacionamento com o Pai celestial. Conforme Jesus respondeu: "Ama o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a alma e com todo o entendimento. Este é que é o primeiro e o mais importante dos mandamentos. O segundo é semelhante a este: Ama o teu próximo como a ti mesmo. O essencial de todo o ensino da lei e dos profetas está nestes dois mandamentos." (Evangelho de Mateus 22:37-40) Assim, as suas preocupações sociais na assistência aos mais desfavorecidos se traduzem em múltiplas instituições de apoio à infância, ao idoso, à família, aos doentes e aos toxicodependentes. As igrejas evangélicas, apesar de unidas pelos aspectos essenciais da fé, enquanto expressão da Bíblia, são simultaneamente bastante diversas, de acordo com as suas raízes históricas e as características sociológicas dos seus membros. Pelo facto de reconhecerem a Bíblia como única regra de fé e prática, a sua forma de culto inclui a leitura e exposição da Bíblia, a oração, o testemunho pessoal e o cântico congregacional coral e individual. Apenas reconhecem Jesus como único Mediador entre Deus e os homens, conforme a Sagrada Escritura declara.

A Aliança Evangélica Portuguesa

É uma associação que congrega e representa a quase totalidade das igrejas evangélicas em Portugal, coordenando e dinamizando projectos a nível nacional, promovidos pelas igrejas que apoia, em diversos aspectos da sua acção local. Opera num universo de aproximadamente 500 000 pessoas, e conta com cerca de 1500 locais de culto espalhados por todo o Continente e Ilhas. Possui 12 escolas de ensino teológico, e em Lisboa, tem 36 igrejas.
Está internacionalmente em íntima cooperação com as Alianças Evangélicas dos países da UE, integra a Aliança Evangélica Europeia e, a nível mundial, a Aliança Evangélica Mundial, com sede em Singapura. Organizada em 1921, sob a liderança do seu primeiro presidente, Eduardo Moreira, obteve estatuto legal só em 1935. Defendeu sempre a preservação da pureza da Fé e da Doutrina Evangélicas, assim como a liberdade religiosa em Portugal, contribuindo activamente para o seu actual enquadramento legal. Hoje é reconhecida pelo Estado como representante da Comunidade Evangélica Portuguesa, por despacho do Senhor Ministro da Justiça, de 22 de Fevereiro de 2006, em que a Aliança Evangélica Portuguesa passa a Pessoa Colectiva Radicada, imprime novos horizontes na concretização prática da Lei da Liberdade Religiosa.


in lisboareligiosa.cm-lisboa.pt (Cãmara Municipal de Lisboa)

13 março 2011

"Dia do Pai"



Prossigo para o alvo, pelo prémio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
(Filipenses 3:14)

(...) não te deixarei nem te desampararei.
(Josué 1:5)


11 março 2011

O "CAVALO ERRADO" ou A DITADURA DO ONLINE



Costumamos dizer que o Homem põe e Deus dispõe.
Se alguma virtude tem os ditados populares é a de surgirem de um saber de experiência feito. Dito de forma mais elaborada, é o conhecimento empírico que determina o fundamento dos provérbios.
Esta é uma verdade insofismável. Tanto quanto o Homem ter pretensão de “pôr” e, quer queira quer não queira, ter de se sujeitar à soberania divina.

No passado dia 4 de Fevereiro o meu computador pessoal deixou de funcionar. Quase "entrei em parafuso”. Foi um problema de software que me deixou preocupado quanto à recuperação de “Os meus documentos”. Fiquei mais descansado depois de o “clínico” fazer o diagnóstico e me garantir a recuperação dos ficheiros mais importantes. Fiquei dez dias em “cura de desintoxicação” que, maugrado a “trabalheira” (que ainda persiste…) de reconfigurar tudo novamente, teve aspectos altamente positivos.

Este episódio mostrou-me, sobretudo, quantas vezes apostamos no "cavalo errado". Colocamos a nossa confiança, depositamos a segurança das nossas expectativas em instrumentos que acabamos por endeusar e que, desta forma, se tornam os nossos estribos e, simultânea e consequentemente, os nossos ídolos.
Eis quando um crash surge e nos alerta para o perigo do nosso comportamento e para o quanto temos apetência e propensão para a idolatria. Hoje dificilmente criamos bezerros de ouro e nos prostramos a seus pés. Mas, tão facilmente nos entregamos à dependência de um computador, de um smartphone ou de outros meios, audiovisuais e não só.
Em nossa defesa alegamos que usamos esses meios para ler a Bíblia online, meditar online, conviver online, aprender online, etc. Rapidamente enredamo-nos nas redes sociais, passamos a respirar apenas online e a não ter tempo para mais nada e, pior, mais ninguém.
“Hoje é Domingo mas está tão mau tempo. Vou assistir ao culto online”.
De repente a nossa vida tornou-se uma teia de virtualidades. Ontem mesmo li que, actualmente, cerca de 30% dos divórcios são decorrentes do (ab)uso das redes sociais, nomeadamente do Facebook. Entre outras, esta rede revolucionou o nosso viver actual. Bastará pensar na iniciativa de mobilização da chamada “geração à rasca”. Já se diz, naturalmente com algum exagero, que quem não está no Facebook não existe. Eu também tenho página no Facebook (logo, existo...) e essa rede tem excelentes virtualidades como o agradável “reencontro” de amigos(as) com quem já não tinha qualquer contacto há décadas. Mas temos que ter consciência que esse é apenas mais um meio e não um fim em si mesmo. Temos que saber dizer “basta” no momento próprio. Não chega dizermos NÃO ao álcool, às drogas, às dependências habituais e reconhecidas. Precisamos apostar no "cavalo certo" e fazer renascer o gosto do convívio directo, do prazer da tertúlia, da conversa de café ou à mesa da refeição, da leitura de um bom livro, de um passeio a pé pela natureza, da iniciativa comunitária, do ouvir estórias ao aconchego da lareira ou ao colo da avó, do saber estar em sociedade.
Sob pena, de a breve trecho nos transformarmos em membros indefectíveis da nova classe dos idólatras cibernautas e não passarmos de estupidificados electrónicos ou não percebermos que a superioridade do ser humano reside no facto de enquanto ente com capacidade criadora, à imagem e semelhança do Supremo Criador, não se deixar dominar pela encantos enganosos da sua criação.
Como diz o meu filho, João Miguel, na sabedoria dos seus 17 anos, nada, mesmo nada, substitui o toque, o cheiro, o prazer da leitura e a singularidade do livro em papel.
Convém que, como cristãos, nos mantenhamos alerta e que a nossa dependência seja absoluta e exclusivamente depositada em Deus.
Não apostemos mais no "cavalo errado".

Deixemo-nos conduzir (e induzir) pela exortação de João, “O Discípulo Amado”, em 1 João 5:21: Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Ámen.

Abel Varandas

20 fevereiro 2011

INTERVALO

Por razões técnicas (avaria do computador pessoal) fui forçado a interromper temporariamente as publicações. Dentro de dias estarei de volta. Mas...tudo tem um propósito definido por Deus. Espero voltar e partilhar as "razões" de Deus.
Aos (poucos mas bons!) "seguidores" deste espaço as minhas desculpas e até muito em breve!

O meu abraço a todos.

Abel Varandas

20 janeiro 2011

Deus é Fiel (Sim, eu creio)


(...) fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.

- Malaquias 3:10

09 janeiro 2011

O ANO DE TODA A ESPERANÇA 2


Passou em todos os principais canais de TV, nas páginas dos principais jornais em Portugal e no Mundo.

Um sem-abrigo nos EUA com uma voz radiofónica de sonho.

Todos os destaques foram feitos à qualidade da sua voz e ao facto de "circunstâncias da vida" (alcool e drogas, nas suas próprias palavras) o terem empurrado para uma vida sem perspectiva.
De igual modo, ao facto de, neste momento, o difícil na sua vida ser apenas a escolha de qual ou quais ofertas aceitar.
É verdade.
Pouca ou nenhuma ênfase ao facto de no pequeno cartaz que empunhava atribuir expressamente o seu dom ao Criador ("I HAVE A GOD GIVEN GIFT...") e mediante a atenção de quem passava, repetidamente replicar: OBRIGADO, DEUS O ABENÇOE! ("GOD BLESS YOU!")

Este é o Deus d' "O ABRAÇO DE BARNABÉ". O Deus da família Costa (Armando, Eliane e Raquel) que alcançaram em 2010 a Promessa. O meu Deus que em 2010, entre inúmeras outras bençãos, me proporcionou adquirir uma viatura que só em sonhos pensaria ter.

Enfim, o Deus que foi ontem, é hoje e será eternamente, que continua fiel apesar das nossas (minhas!) infidelidades, que não se nega a Si mesmo.

O mesmo Deus que em 2011 vai estar comigo, sem me desamparar, como prometeu. Que vai estar com todos os que n'Ele depositarem a sua confiança. Um ano que se apresenta duríssimo do ponto de vista humano, mas Ele, não nos tendo prometido vida fácil ("No mundo tereis aflições") também nos exortou ao ânimo, à alegria, à confiança porque SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NóS?

A ELE TODA A HONRA E TODA A GLÓRIA! HOJE E SEMPRE!

A GOLDEN RADIO VOICE



TRÊS DIAS DEPOIS, EM ENTREVISTA EM DIRECTO NA NBC (todayshow.com): THIS TIME I HAVE GOD! ("Desta vez eu tenho Deus!")

PRAISE THE LORD!

01 janeiro 2011

O ANO DE TODA A ESPERANÇA


Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?
Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

- Isaías 49:15

24 dezembro 2010

A solidão por Consoada



Foram 51 Natais. Foram 51 oportunidades de partilhar. 51 razões para sorrir. Sentir o calor com mais alguém. Mesmo no frio da noite, o “cobertor” da companhia daqueles que nós amamos, que nos amam, trazia conforto. Fazia sentir um aconchego humano que até talvez não tivesse existido no primeiro Natal lá em Belém.


Mas eis-me chegado à 52º Consoada. O Natal da solidão. Sem aquele “cobertor” e tendo por companheira a memória de um ano de perdas. E, a declarada perda de saúde até foi a menos gravosa. No Natal passado julgava poder continuar a gozar, nos seguintes, a presença da mulher da minha vida. Puro engano. Mais tarde, após a ruptura, planeei passar esta noite com minha mãe. Mas, nós pomos e Deus dispõe de nós, dos nossos planos, dos nossos sonhos, e até da nossa solidão. Minha mãe tem o supremo privilégio de neste ano e nos vindouros passar o Natal na presença do aniversariante, tal como meus padrinhos, Júlia e José. Mais um pouco e também eu viverei esse privilégio. Entretanto, resta-me a solidão. Pelo tempo que Deus quiser e permitir. Mas não é uma solidão qualquer. Chamo-lhe solidão acompanhada. Não posso conversar, não posso partilhar, não posso conviver. Mas posso adorá-Lo, falar com Ele, exultar com a Sua Palavra, derramar-me na Sua presença.

É verdade, o Cristão nunca está só.
E nestas quatro solitárias (e solidárias) paredes que me rodeiam, frias, surdas e caladas, tenho, afinal, um Convidado de Honra. A Ele Toda a Glória neste e em todos os Natais. Humanamente, só ou acompanhado, sempre exultante na presença daquele que veio, pela primeira vez, para entregar a Sua vida para me dar vida. Que virá novamente, como prometeu, para estabelecer a plenitude dessa vida e que, entretanto, transforma a solidão do meu Natal na Suprema Alegria da Sua Eterna Presença.



Um dia alguém me disse que eu tinha um olhar triste. Ainda bem que só se nota no olhar.


E amanhã o João Miguel vem aquecer o meu coração.

E depois de amanhã, a Casa de Deus.

Até que habite na Casa do Senhor por longos dias.

Obrigado, Jesus.
Por teres feito meu, o teu Natal!


AV

02 dezembro 2010



"Tenho milhares de defeitos, cometi mais erros do que vocês imaginam, mas a psicologia e a filosofia do Mestre dos Mestres é o meu modelo."


in O Vendedor de Sonhos
Augusto Cury



31 outubro 2010

DIA DA REFORMA PROTESTANTE






No dia 31 de Outubro, celebra-se o Dia da Reforma Protestante. Neste dia, no ano de 1517, o monge Martinho Lutero expunha nas portas da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses contra a venda de indulgências.


Indulgência é o mérito, por boa acção ou compra, da remissão da pena dos pecados. Verdadeiros abusos eram cometidos nesta época. As pessoas achavam que não precisavam mais da graça, da fé, da palavra de Deus, nem de Jesus Cristo, compravam uma carta de indulgência e pronto, a salvação estaria garantida. Era o pensamento da época. Era a onda religiosa do momento.

Martinho Lutero argumentou contra isso. Ensinou que a Igreja devia pregar a salvação pela graça e fé, mediante a acção de Jesus Cristo, revelado nas Sagradas Escrituras. Com certeza, nem ele tinha consciência das proporções que tomaria este movimento. Novas rupturas e até novas guerras se justificaram a partir de então. Mas também uma autêntica e verdadeira vivência do Evangelho volta a fazer-se presente, entre católicos e protestantes, motivada pela atitude de Lutero.

22 outubro 2010

PEC



Recebi, por e-mail, um texto (não datado nem assinado mas, mesmo assim, útil e interessante) que terá surgido na sequência de uma entrevista, na TV americana, à filha do conceituado evangelista Billy Graham, e que resolvi compartilhar passando a transcrever:

“
A filha de Billy Graham estava a ser entrevistada no Early Show e Jane Clayson perguntou-lhe: "Como é possível que Deus tenha permitido acontecer algo tão horroroso no dia 11 de Setembro?”

Anne Graham deu uma resposta profunda e sábia:
"Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos temos dito para Deus não interferir nas nossas escolhas, sair do nosso governo e sair das nossas vidas. Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que Ele nos deixou calmamente. Como poderemos esperar que Deus nos dê a Sua bênção e a Sua protecção se nós exigimos que Ele não se envolva mais connosco?"

À vista de tantos acontecimentos recentes (ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc...) eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'Hare (que foi assassinada), se queixou de que era impróprio fazer oração nas escolas americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordámos com a sua opinião. Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas... A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordámos com esse alguém. Logo depois, o Dr. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater nos nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque as suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto-estima, (o filho dele suicidou-se) e nós dissemos: "Um perito nesse assunto deve saber o que está a dizer". E então concordámos com ele. Depois, alguém disse que os professores e directores das escolas não deveriam disciplinar os nossos filhos quando se comportassem mal. Então, foi decidido que nenhum professor poderia tocar nos alunos. (há diferença entre disciplinar e tocar).
Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que as nossas filhas fizessem um aborto, se elas assim o quisessem. E nós aceitámos sem ao menos questionar. Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantos preservativos quantos eles quisessem, para que eles se pudessem divertir à vontade. E nós dissemos: "Está bem!" Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino. Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante, e publicou fotografias de crianças nuas, e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da Internet. E nós dissemos: "Está bem, isto é democracia, e eles têm o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso". Agora nós perguntamo-nos porque é que os nossos filhos não têm consciência e porque é que não sabem distinguir entre o Bem e o Mal entre o Certo e o Errado, porque é que não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou os seus próprios colegas de classe ou a si próprios... Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender: NÓS COLHEMOS AQUILO QUE SEMEAMOS!!!

Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus: "Senhor, por que não salvaste aquela criança na Escola?" A resposta d'Ele: "Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!!!"

É triste como as pessoas simplesmente culpam a Deus e não entendem porque é que o mundo está a ir a passos largos para o inferno. É triste como cremos em tudo que os Jornais e a TV dizem, e duvidamos do que a Bíblia, que você diz que segue, ensina. É triste como toda a gente quer ir para o Céu, desde que não precise de crer, nem pensar ou dizer qualquer coisa que a Bíblia ensina. É triste como alguém diz: "Eu creio em Deus", mas ainda assim segue a Satanás, que por sinal, também "crê" em Deus. É engraçado como somos rápidos para julgar mas não queremos ser julgados! É engraçado como podemos enviar centenas de piadas pelo e-mail, e elas espalham-se como fogo, mas quando tentamos enviar algum e-mail a falar de Deus, as pessoas têm medo de compartilhar e reenviá-los a outros! É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na Internet, mas uma discussão pública a respeito de Deus é suprimida rapidamente na Escola e no Trabalho. É triste ver como as pessoas ficam inflamadas de Cristo no Domingo, mas depois transformam-se em cristãos invisíveis pelo resto da semana.
“


Dá que pensar, não dá?

É bom que dê que pensar, mas não chega!
Há que passar à acção e com absoluta premência.

Os políticos e os portugueses em geral andam preocupados, quase em exclusivo, com o Orçamento de Estado e o PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento) e com as suas ímpias e gravosas consequências na nossa vida diária. É natural e, se tal atitude levar à consciencialização para a intervenção cívica, será até, na minha modesta opinião, desejável.

Mas eu diria, e parafraseando uma piada que também recebi por e-mail, que para que a nossa sociedade seja influenciada decisivamente, é essencial e urgente que todos e cada um de nós - cristãos - não PEC mais e adira em definitivo ao verdadeiro PEC – Plano de Envolvimento com Cristo!



Abel Varandas
2010.10.21

18 outubro 2010

“Nas suas mãos estão as profundezas da terra” (Salmos 95:4)



O recente resgate no Chile dos 33 mineiros retidos durante 69 dias a cerca de 700m de profundidade, veio servir de bálsamo ao coração dos portugueses, que, nos últimos tempos, para verem, ouvirem ou lerem uma boa notícia tem que socorrer-se do noticiário internacional.
De facto foi uma “lição de vida” como muitos apelidaram mas, para mim e como também alguns disseram, foi, sobretudo, uma lição de fé.
E não de fé nas próprias capacidades (que existiram!) ou nas capacidades alheias (que também se revelaram!) mas fé em Deus.
E tal atitude viu-se quer na fé das famílias, das igrejas, dos governantes, da sociedade chilena em geral mas, acima de tudo, dos próprios mineiros. Foi sensibilizador ver alguns a sair e, como primeira atitude, ajoelharem-se e agradecerem ao Deus que, pela Sua eterna misericórdia, os havia protegido.

Mas, ficou-me particularmente na retina, aquele mineiro que trazia uma inscrição na retaguarda do seu casaco em que se podia ler a citação (em castelhano) de Romanos 8:39: “nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
A Ele toda a honra e toda a glória!”

Não posso também deixar de destacar a atitude do Presidente chileno, Sebastián Piñera, ao exaltar a fé dos mineiros e suas famílias e ao considerar o seu resgate como “uma bênção”.

No nosso pequeno país, ou antes, país pequeno [parvum(!), em latim] e perante uma perspectiva deveras sombria num futuro imediato, principalmente para os nosso filhos, em que se assistem a verdadeiros e inimagináveis retrocessos civilizacionais operados em nome e em honra do deus Mamom, suspeito que se os mineiros fossem “nossos”, já estaríamos a lamentar a anunciada morte de todos eles - “com extremo pesar e aperto no coração para as famílias em breve enlutadas” - em virtude de não ser possível sequer considerar o seu salvamento por… razões orçamentais…



(clique na imagem)


05 outubro 2010

...isto é mesmo uma república (no sentido académico!)...



Numa altura da nossa história em que os políticos (com este governo à cabeça!) destruíram este país e pedem ao povo sacrifícios imorais e inimagináveis há 100 anos atrás, o mínimo que se esperaria, como sinal de seriedade e responsabilidade, seria a suspensão liminar de todas as comemorações do 5 de Outubro. Ou será que dentro de dias nos vai ser pedido mais um "pequeno imposto" para pagar estes "vícios"?


Pois é, o ditado mudou: QUEM NÃO TEM DINHEIRO PODE CONTINUAR COM OS VÍCIOS DESDE QUE SEJAM OS OUTROS A PAGAR!!!

20 setembro 2010

A REINVENÇÃO DO PURGATÓRIO



"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”
- Carta de Paulo aos Romanos 6:23

Fiquei atónito ao ouvir recentemente, durante a Escola Bíblica Dominical*, um destacado membro da Igreja onde congrego, declarar que, para ele, é claro que a Bíblia distingue entre pecados. Nomeadamente, no Velho Testamento – continuou – existiria diferença entre pecados que Deus “abomina” e pecados que “apenas” desagradam a Deus.
Entristeçe-me verificar que este tipo de pensamento vai perdurando nas nossas igrejas. Fico a pensar que tenho irmãos na fé que, estranhamente, ainda não entenderam completa e inequivocamente o alcance da mensagem evangélica.
Esta tese vem, claramente, de encontro à “velha e católica” distinção entre pecados “mortais” e pecados “veniais”.
A minha única razão de contido agrado quando essa afirmação foi proferida foi o facto de o exemplo bíblico apontado como sustentador dessa tese ter sido retirado em exclusivo do Velho Testamento.
Efectivamente, a lei mosaica graduava os pecados e elencava pecados maiores (peccata clamantia) e pecados menores (peccata minuta).
Esta dicotomia que consideramos aceitável no tocante aos efeitos e às consequências materiais dos pecados, merece o nosso repúdio no que à sua natureza diz respeito.

Jesus, veio para cumprir a lei. No entanto, Cristo mudou o paradigma. Toda a lei se resume, se completa, em dois grandes mandamentos (cfr. Mateus 22: 33-38).

“Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio acto, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?” (João 8: 4,5)

O adultério era punido com a morte (cfr. Levítico 20:10). Jesus sabia disso. Ele, como Verbo, era (co-)autor da lei. A sua interpretação da lei é a única fidedigna. Por ser autêntica.
Quando lhe trouxeram a mulher apanhada em flagrante adultério, Jesus demonstrou às autoridades civis e eclesiásticas (naquele tempo estes domínios confundiam-se…e afinal a sociedade, a esse nível, não mudou assim tanto…) como para ele o pecado é pecado, PONTO FINAL!
Supostamente o adultério era um dos tais pecados que “Deus abomina” (ao contrário de outros que Deus "apenas desaprova”???!). Por isso mesmo a pena era a pena capital. Mas A suprema sabedoria d’Aquele que é AMOR, o autor da vida, do perdão, da salvação dirige uma seta de encontro ao coração daqueles pretensos “doutores”: “Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.” (João 8:7)
Para os defensores da “lista classificativa dos pecados” Jesus enganou-se. Certamente. O que Ele quereria ter dito seria: aquele de vós que está sem pecado abominável e não apenas pecado, pois isso igualaria o pecado ou os pecados o que não se coaduna com o “douto” entendimento de tais autoridades nesta matéria.
Aliás, Paulo também se terá enganado ao afirmar aos Romanos : “O salário do pecado é a morte”, pois ter-se-á esquecido de pormenorizar com rigor que tipo de pecado…

Aliviará, talvez, algumas consciências a ideia peregrina de que, permanecendo nós pecadores, só cometemos os pecados “aceitáveis” e como tal seremos pecadores sim, mas pecadores “bonzinhos” por contraponto aos “grandes” pecadores que merecem apedrejamento. Nós, pecadores mas santos, nem pensar. Só cometemos “pecadinhos” e já não “pecadões”… Já teremos atingido, quiçá, uma dimensão farisaica…

Em Lucas 18:09-14 Jesus conta-nos a parábola do fariseu e do publicano. Os publicanos (colectores de impostos, eram detestados pelos judeus e muitas das vezes envolviam-se em corrupção cobrando das pessoas além do que deveriam. Sofriam, assim, um grande repúdio da casta religiosa dos fariseus) eram, entre outros, os tais autores de pecados graves que os fariseus “santos” tanto criticavam e em relação aos quais se achavam espiritualmente (e não só) superiores. Aquele publicano só conhecia um tipo de pecado, aquele de que era feito e que estava entranhado no seu ser. Aquele pecado que só a misericórdia de Deus faz perdoar. O mesmo de que Paulo sabia ser feito (Romanos 7:18,19). Aquele pecado que, outrora abundante, fez, todavia, superabundar a GRAÇA de Deus em Jesus Cristo. (vide Romanos 5.20).

“Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.” (Romanos 5:21)

Qual pecado? Os muito graves, os graves, os menos graves? PECADO É PECADO.
O pecado é universal e indistinto do mesmo modo que a Graça. “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). Não porque foste ladrão e roubar é apenas, digamos, uma "chatice"(?!), não porque os teus pecados sejam grandes ou pequenos, abomináveis ou apenas desagradáveis, mas porque apenas PELA GRAÇA SOIS SALVOS (cfr. Efésios 2:8).

Alguns pretenderão que a Graça de Deus se esgote no momento em que entregam a sua vida nas mãos do Senhor e o aceitam como único e suficiene Salvador e Senhor. Agora já acharão que podem dispensar a Graça de Deus pois estando a salvo de cometer os tais “grandes pecados” já não são só santos no sentido de separação mas também no sentido de perfeição. Mas perfeito, na minha modesta opinião, só mesmo o disparate de tal posição.

Aos olhos do nosso Deus, salário do pecado (DE TODO O PECADO INDISTINTAMENTE!) é a morte “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).
Não sabemos qual a natureza do “espinho na carne” (cfr. 2 Cor. 12:7) de que nos deu conta o apóstolo Paulo, mas, para os defensores da distinção “pecaminosa”, se se tratasse de um pecado daqueles classificável como “abominável”, então, apesar de ter escrito cartas inspiradas por Deus, de O ter servido até á morte dedicando-se a cumprir a Grande Comissão do Mestre, Paulo, o apóstolo dos gentios, dificilmente seria aceite como membro nalgumas das actuais igrejas evangélicas…

Salomão declarou: “Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina” (Provérbios 6:16).
Reconhecendo que tenho alguma dificuldade em estabelecer a diferença entre ódio e abominação a tal sétima coisa que Deus abomina é: “o que semeia contendas entre irmãos” (Prov. 6:19 in fine) .

Por isto, também, quero exprimir àquele irmão cuja posição inspirou este texto que assimilei as palavras do Senhor em João 17:21-23 e que é na diversidade de opiniões que está, também, a riqueza da Igreja de Cristo. Deste modo, é com Amor e como mera expressão da minha interpretação do texto bíblico, que escrevo estas linhas.

Foi o mesmo Paulo que afirmou à igreja local em Corinto: “até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós.” (1 Cor. 11:19)
E estes, os sinceros, como disse O Sábio, tem intimidade com Deus. Ele só abomina o perverso. (Prov. 3:32)

Importa, contudo, não esquecer uma verdade insofismável:
Por muito jeito que desse, eventualmente, a alguns, o purgatório não existe mesmo!



Abel Varandas
2010.09.20



[*A discussão surgiu a propósito de qual seria a eventual atitude da igreja perante um candidato a membro que assumisse publicamente a sua homossexualidade ou tendência para qualquer pecado de índole sexual, em contraponto com um outro que declarasse a sua própria avareza, inveja ou propensão para a mentira. A tendência nas nossas igrejas evangélicas seria a de, certamente, acolher com mais facilidade o segundo que o primeiro. Segundo a tese dos defensores da dicotomia de classificação dos pecados, existe razão bíblica para essa atitude pois os primeiros daqueles pecados, ao contrário dos outros, integraria o elenco dos pecados “abomináveis” ao Senhor. Aos caros irmãos defensores dessa tese, e a título meramente exemplificativo da falácia, da sua argumentação, convidaria a uma leitura atenta de Provérbios 12:22]

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Nota: As referências bíblicas são da versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel da Sociedade Bíblica Brasileira disponível online em http://bibliaonline.com.br (destacados nossos).

12 setembro 2010

O castigo dos loucos é a sua própria loucura *


Micro-excerto da entrevista dada por JOHN CRAIG VENTER
(cientista que traçou o mapa do genoma humano) à Jornalista Gabriela Carelli da Revista VEJA e publicada na Revista FOCUS de 08/09/2010 sob o título "Não acredito em Deus":


" - Alguma coisa contra Deus?

- Não acredito em Deus, mas
tenho fé em Darwin, que é a inspiração para todo o meu trabalho
.(...) "

Para quem ainda tinha dúvidas de que o darwinismo não passa de uma mera religião...


"...NÃO TE FIES NA TUA PRÓPRIA INTELIGÊNCIA."
(Prov. 3:5 A Boa Nova em Português corrente)
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* Prov. 16:22 O Livro

08 setembro 2010

O EVANGELHO DA RIQUEZA por David Brooks (Jornalista)



As pessoas nos EUA não vão renunciar ao materialismo, que está no centro da sua identidade nacional. Mas o país está a redefinir os estilos de vida que são social e moralmente aceitáveis

Na primeira década do século XXI pode bem vir a ser conhecida como a grande era do espaço vital. Nesses anos, as casas novas tinham pés-direitos de 6 metros e era preciso inventar formas de arte inteiramente novas para encher os hectares extra de parede.

As pessoas compravam veículos tipo bolbo, como Hummers e Suburbans. A regra era que quanto mais pequena fosse a mulher, maior seria o carro. Daí verem-se senhoras de 40 kg, de equipamento branco de ténis a rigor, ao volante de verdadeiros camiões de quatro toneladas, com espaço suficiente acima da cabeça para poderem levar às cavalitas a parceira do jogo de pares. Quando os arqueólogos do futuro escavarem os vestígios dessa época, concluirão que algures, por volta de 1996, os EUA foram vítimas de uma onda de claustrofobia e que se arruinaram na busca de algum alívio para esse mal.

Só que essa conjuntura económica fez puf! e as normas sociais mudaram entretanto. O hipergrande parece agora vagamente ridículo. E também os valores mudaram.

Presentemente, a taxa de poupança aumentou e os publicitários inteligentes apostam na contenção e na respeitabilidade próprias das pequenas localidades. O movimento de protesto Tea Party é militantemente burguês. Recorre a meios tipo Abbie Hoffman para regressar a fins tipo Norman Rockwell.

Nos próximos anos de crescimento lento, as pessoas não deixarão de estabelecer novas normas e de procurar maneiras não económicas de encontrar significado. Uma das figuras mais interessantes desse novo esforço de redimensionamento é David Platt.

Platt obteve dois mestrados e um doutoramento no Seminário Teológico Baptista de Nova Orleães. Aos 26 anos, foi contratado para chefiar uma igreja suburbana com 4 300 pessoas em Birmingham (Alabama), tornando-se o mais jovem megadirigente religioso dos Estados Unidos e talvez da América. Platt começou a sentir-se cada vez menos à vontade no papel em que se tinha deixado enredar e escreveu sobre isso num livro recente, intitulado "Radical: Taking Back Your Faith From the American Dream", que aborda muitos dos temas que, nos últimos anos, têm vindo a circular nos 20 e tantos círculos evangélicos. O primeiro alvo de Platt é a própria mega-igreja. Nos EUA foram construídos palácios de culto de vários milhões de dólares, afirma. Estes tornaram-se como grupos empresariais, disputando quotas de mercado por meio da oferta de centros sociais, programas de cuidados infantis, entretenimento de primeira qualidade e de um cristianismo de comodidade e de grande consumo. Jesus, frisa Platt, não facilitou a vida aos seus seguidores. Criou uma mini-igreja, não um mega-empório. Hoje em dia, porém, os orçamentos das obras de construção civil são gigantescos quando comparados aos das obras de caridade e Jesus é representado como um suburbano fixe e genial. "Quando nos reunimos na nossa igreja (edifício) para cantar e erguer as mãos em oração, podemos até não estar a adorar o Jesus da Bíblia. Podemos estar, de facto, a adorar-nos a nós próprios."

A seguir, Platt visa o sonho americano. Quando os europeus começaram a instalar-se, viram a abundância natural do novo continente e chegaram a duas conclusões: poderia ser aqui concretizado o plano de Deus e poderiam chegar a ser francamente ricos enquanto O ajudavam a fazê-lo. Esta noção evoluiu para a de que temos dois chamamentos interdependentes: construir neste mundo e preparar-nos para o próximo.

A tensão entre o Bom e a Abundância, entre Deus e Mamon, tornou-se nuclear na vida dos Estados Unidos, desencadeando potentes energias e explicando o porquê de os EUA serem simultaneamente tão religiosos e tão materialistas. Aí, as pessoas são materialistas morais e espiritualistas que trabalham a materialidade. Platt pertence à tradição dos que não acreditam que estas duas esferas sejam conciliáveis. O mundo material é demasiado destruidor da alma. "O sonho americano difere radicalmente do chamamento de Jesus e da essência dos Evangelhos", defende. O sonho americano dá ênfase ao engrandecimento e crescimento pessoais. As nossas capacidades são os nossos melhores trunfos. Mas os Evangelhos rejeitam a ênfase na própria pessoa: "Na verdade, Deus gosta de exaltar a nossa incapacidade". O sonho americano privilegia a ascensão sócio-económica, mas "o êxito, no Reino de Deus, passa pelo despojamento, não pelo engrandecimento." Platt apela aos seus leitores no sentido de usarem de contenção no estilo de vida. Deve viver-se como se se ganhasse 50 000 dólares por ano e doar tudo o que for acima disso, propõe. As pessoas deveriam consagrar um ano a entregar¬se a Deus, mudar-se para África ou para uma parte do mundo vitimada pela pobreza, e evangelizar.

Os argumentos de Platt são velhos, mas surgem num momento pós-excessos, quando as atitudes para com a vida material estão desvalorizadas. O livro dele tocou um nervo sensível. O seu tomo sobre a renúncia vende-se como pãezinhos quentes. As críticas literárias são calorosas. Os leitores, em locais como a Convenção Baptista do Sul estão a apelar aos cidadãos para que renunciem ao sonho americano.

Duvido que estejamos prestes a assistir a um descartar colectivo de iPods. As pessoas nos EUA não vão renunciar ao materialismo moral que está no cerne da sua identidade nacional. Mas o país está, claramente, a redefinir que tipo de estilo de vida é social e moralmente aceitável e quais os que o não são. E pessoas como Platt são fundamentais para esse processo.

Os Estados Unidos tiveram em tempos um evangelho da riqueza: um código de contenção moldado por muita gente, desde Jonathan Edwards a Benjamin Franklin e a Andrew Carnegie. Esse código foi concebido para ajudar o país a lidar com a sua própria afluência. Desgastou-se e, nos próximos anos, será redefinido.



Exclusivo i/The New York Times

- in Jornal i de 8 de Setembro de 2010

02 setembro 2010

A aldeia dos gauleses*

(Contributo para a História de uma Aldeia)


GRAVIS MALAE CONSCIENTIAE LUX **
[Séneca, Epistulae Morales 122.14]


Era uma vez uma pequena aldeia situada a Norte da zona Sul e encravada entre o Oriente e o Ocidente do ponto onde ficava.
Rodeada de Romanos por todos os lados que tinham resolvido invadi-la e fazer dela uma ilha deserta (salvo seja).
Só que a tarefa estava a ser dificultada pelos corajosos guerreiros gauleses que não se deixavam vencer e defendiam a sua pequena aldeia como verdadeiros bravos.

Diga-se que a aldeia havia sido fundada pela carolice de meia dúzia de habitantes do Império que, fartos de ser espoliados nos seus direitos laborais, corporizaram o sonho de criar uma aldeia independente e que lutasse afincadamente por esses mesmos direitos. Liderados por um grupo de fundadores donde sobressaíam Bracarix e Belarminix coadjuvados pelo carregador do menir, Abelix.

Enquanto Bracarix foi o líder incontestado a aldeia prosperou, conseguiu promover a imigração, não passou por quaisquer problemas orçamentais e nem teve necessidade de quaisquer PEC’s. E, acima de tudo, era respeitada pelos seus arqui-inimigos.

Mas surge então um candidato a destronar Bracarix e a pureza inicial do projecto da aldeia, sucedendo a Abelix que num momento pior da vida pessoal de Bracarix o havia substituído interinamente na presidência da aldeia.

Tratou de mudar a aldeia para Sul da zona Norte e decide, de per si, construir um palácio presidencial à sua imagem e para seu gáudio exclusivo.

O “umbiguismo visceral” de Mobutix Caudilhix Dementix Paranoidix de Grandix Bostix , de seu nome completo, provindo do clã ancestral dos DITADORIX , foi, paulatinamente, degradando o ambiente na aldeia, degladiando o seu património, adquirindo bens sumptuosos para ornamentar o seu ego e para alimentar caprichos ilegítimos que passavam até por pagar “dívidas alheias” com fundos colectivos da aldeia.
Perante algumas objecções de Bracarix que se tinha tornado, entretanto, Ministro das Finanças da aldeia, o “grande líder” Mobutix apelidava-o de “esclerozado”, “senil” e outros epítetos semelhantes e nada abonatórios.

Entretanto, Paranoidix faz-se assessorar pelo inevitável Abelix, que lá foi carregando o menir e que nem se deu mal com o Dementix enquanto as suas opiniões “operacionais” eram quase em absoluto coincidentes com as do Caudilhix. Chegaram, julgava Abelix na sua boa-fé, a ser amigos.

Mas, um belo dia, alguns anos após uma assembleia de aldeia em que um texto emanado do órgão presidido por Bracarix levantava algumas objecções ao rumo financeiro algo obscuro que a aldeia havia encetado (e que por vir assinado pelo “Conselhix Fiscalix”, Mobutix nem sonhou ter sido redigido por Abelix…) – um belo dia, dizia eu, Abelix, farto de assistir passivamente a uma política financeira que envergonharia (por deles revelar a ingenuidade) até os ancestrais membros do clã Ditadorix (e onde até as peças de ferramenta que Bostix adquiriu para “formatar” o palácio, pagas pelos aldeões e que como tal deveriam ser colectivas, acabam na sua mala pessoal), resolveu, ainda que de forma discreta, afrontar o Caudilhix com uma carta PESSOAL E CONFIDENCIAL que lhe dirigiu onde lhe exprimia a sua preocupação com o rumo financeiro da aldeia.

A verdadeira natureza de pessoa mal formada que, na realidade Dementix ostentava ainda que, aqui e ali, a soubesse ofuscar com algum “jogo de cintura” teatralizado, veio ao de cima. Numa atitude própria apenas da “rasquice” que o caracteriza, resolve tornar público o conteúdo dessa carta, após o decurso de alguns meses que precisou para “cozinhar” uma resposta que, de tão aviltante e bacoca, só a si mesmo degradou, sem, entretanto, ter a coragem sequer de interpelar o portador do menir. Mas, sabemos que a coragem é um apanágio exclusivo dos Grandes. E Grandix Bostix nem médio era e persiste em diminuir!

Quando, posteriormente, o “senil” Bracarix se reformou, Mobutix Bostix, num exercício de hipocrisia aguda, até de HEROI E MESTRE o apelidou. Não que este não mereça, plenamente e por mérito próprio, aqueles qualificativos. Mas, não fica nada bem a quem em privado gratuitamente insulta vir, publicamente, elogiar com exuberância. Vícios privados, públicas virtudes…

Mas a suprema “bacoquice” ainda estava para vir!!!

Na sequência de uma vitória (jurídica) em confronto com os Romanos, Paranoidix vem sugerir, explicita, publicamente e sem qualquer decoro***, que se erga uma estátua ou se crie uma “estrela” ao estilo do passeio da fama “hollyodesco” à porta da sede do Palácio Romano, ao causídico Assassinix que, entretanto, fez apenas e só o que lhe competia e compete a qualquer mandatário judicial: ganho de causa. Ou será que o merecimento seria efectivo porque, na opinião de Caudilhix, a expectativa justa e razoável só poderia ser a da derrota?

À beira da insanidade global, perene e irreversível e à frente de uma aldeia onde a emigração se tornou regra e como tal na senda da desertificação inevitável, apesar de ter mudado o nome da aldeia numa tentativa infrutífera de inverter esse processo, o apalhaçado Mobutix vai resistindo mergulhado na sua própria baba, auto-exercitando a ridícula vanglória e o pendor patético das suas atitudes e alimentando uma postura absolutamente demencial e crescentemente esquizofrénica.


GRATIA MALORUM TAM INFIDA EST QUAM IPSI ****
[Plínio Moço, Epistulae 1.5.16]





O Cronix deste Reino

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* Não confundir com outra qualquer aldeia gaulesa onde, aí sim, pontificam verdadeiros heróis do imaginário colectivo.

** É insuportável a luz para a consciência culpada

** De registar, com alguma comoção, confesso, o facto de Bostix, indulgentemente, não se ter olvidado de Abelix nessa missiva. Bem-hajas Palermix, perdão(?!)… pois…

**** O favor dos maus é tão traiçoeiro quanto eles mesmos
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Abel Varandas
31 de Agosto de 2010

04 agosto 2010

Até já, mamã! [2]






Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;

E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá.




Jesus Cristo







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Bem-hajam todos os que me abraçaram neste "até já"

- Abel Varandas

01 agosto 2010

Até já, mamã!



Iria de Paiva Varandas


30 de Novembro de 1931 - 1 de Agosto de 2010



Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.
Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor.
[Apocalipse 21:4]


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Jehovah Jireh

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Deus Não Está Morto


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