10 setembro 2014
09 setembro 2014
08 setembro 2014
07 setembro 2014
06 setembro 2014
05 setembro 2014
04 setembro 2014
03 setembro 2014
02 setembro 2014
01 setembro 2014
ESCÂNDALO DE UMA CIVILIZAÇÃO
Amós 9:7
Não sois vós para mim, ó filhos de Israel, como os filhos dos etíopes?- diz o SENHOR. Não fiz eu subir a Israel da terra do Egito, e de Caftor, os filisteus, e de Quir, os siros?
Não sois vós para mim, ó filhos de Israel, como os filhos dos etíopes?- diz o SENHOR. Não fiz eu subir a Israel da terra do Egito, e de Caftor, os filisteus, e de Quir, os siros?
Eduardo Galeano, em protesto contra o genocídio que Israel está levando a cabo na faixa de Gaza, escreveu que “o apetite devorador de Israel se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita.”
Mas, aí é que está, a Bíblia não outorgou aos judeus o espaço que eles reivindicam em relação à palestina. O povo que voltou para a moderna Israel é o povo originário das tribos de Judá e de Benjamin, que ocupavam um espaço entre a terra dos palestinos, (que incluía Gaza, Asdode, Gerar e Gate), e o mar morto; de oeste para leste.
Vejamos o texto:
O profeta é Amós, a época era entre 760 e 755 AC. O local era Israel, a nação do norte, ocupada pelas 10 tribos, e governada por Jeroboão II.
Amós estava profetizando o exílio e a destruição para Israel como castigo por sua injustiça e desobediência às leis de Deus. O profeta insistia que Deus iria punir Israel, e que esta nação, composta pelas 10 tribos, deixaria de existir para sempre, o que aconteceu por volta do ano 722 AC.
Argumentava o profeta, explicando a Israel, que, embora tivesse sido escolhida por Deus, não era diferente de outras nações, pois Deus lhe havia dito que, a exemplo do que fizera com Israel, fazendo-a subir da terra do Egito, também fizera com o arameus (siros), que ocuparam a região da Síria e com a Filistia. Que aos siros ele havia feito subir de Quir (provavelmente perto da margem norte do golfo pérsico), e aos filisteus havia feito subir desde Caftor (provavelmente a ilha de Creta). Ademais, Deus, segundo o profeta, amava aos israelitas da mesma forma que amava aos etíopes, deixando claro que Deus não fazia acepção de povos e de nações.
Filistia é a palavra bíblica que designa a nação da Palestina. Filisteu, na Bíblia, é sinônimo para palestino. Portanto, biblicamente, o povo palestino está naquela terra por desígnio do mesmo Deus de quem o povo judeu se entende escolhido.
Dessa forma, a base bíblica, evocada por Israel, para possuir a terra, de fato, em relação ao povo palestino, não existe.
O que sobra? Geopolítica. Mais uma vez se manifesta a hegemonia de uma geopolítica gestada pelo capitalismo internacional, para o que os palestinos não contam, capitaneada pela nação líder, cujos objetivos nefastos norteiam suas práticas no Oriente Médio. Só isso explica a manutenção de um estado policial, em relação aos palestinos, e a perpetuação de uma política genocida.
E o ocidente, que se sustentou, por mais de um milênio, nos valores defendidos pelo livro judaico-cristão, que privilegia a justiça, a sacralidade da vida e a igualdade entre os seres humanos diante de Deus, e que convoca a todos para que os pobres sejam amparados, assiste, por escandalosa cumplicidade, a derrocada dos valores defendidos pelos formadores de sua civilização, perpetrado por aqueles que juraram honrar a Torah, a Lei de Deus.
© Ariovaldo Ramos
01 agosto 2014
Quatro anos...
Já são 4 anos.
4 anos de ausência.
4 anos de saudade.
Mas também 4 anos da certeza de que finalmente acabou o sofrimento de uma vida inteira e se iniciou a etapa final.
A única que interessa.
Aquela que a nossa fé comum abraçou.
Por isso este tempo é apenas um intervalo.
Até já Mammy.
31 julho 2014
21 julho 2014
19 julho 2014
14 julho 2014
"Antes de te ter dado a vida eu já te conhecia; antes de a tua mãe te ter dado à luz, já eu te tinha escolhido(...)"
(Jer. 1:5)
"Foste tu que formaste todo o meu ser; formaste-me no ventre de minha mãe.(...)Tu viste-me antes de eu estar formado. Tudo isso estava escrito no teu livro; tinhas assinalado todos os dias da minha vida, antes de qualquer deles existir."
(Sl. 139:13,16)
Obrigado Senhor por um Amor sem igual!
Obrigado pela Graça de caminhar contigo a meu lado ao longo destes 55 anos.
O início apenas de uma eternidade contigo,
pois pela Tua imensa Graça me garantiste Vida Eterna em Jesus Cristo meu Salvador e Senhor!
Recebe a minha gratidão, adoração e louvor!
Soli Deo Gloria
Gloria In Excelsis Deo
José de Paiva
13 julho 2014
03 julho 2014
01 julho 2014
24 junho 2014
21 junho 2014
19 junho 2014
Apelidos
No Partido Socialista assiste-se à triste, mas tão lusa,
figura da “zanga das comadres”.
Independentemente da opinião que se tenha sobre as
personalidades dos contendores, se há conclusão que se pode tirar de toda a
performance política de António José desde que assumiu a “liderança” do PS, é
que quer o seu discurso quer o seu comportamento dão imagem de um político que é tudo menos…seguro…!
Já no que concerne à ignóbil guerrilha criada pelo (des)governo contra
o Tribunal Constitucional, e na sequência da recusa, mais que previsível e
sensata, do pedido de aclaração de um acórdão claríssimo em todos os seus
termos*, aparece um ministro, que mais parece um “puto reguila”, a lançar veladas ameaças e promessas de vingança que fazem transparecer uma triste figura de alguém com um discurso que tem de tudo menos de… maduro…!
JdP
2014.06.19
* Aliás, como entender que um órgão de soberania (AR) emita
um pedido de aclaração sobre os termos de um acórdão e mesmo antes da resposta
ao pedido que formulou, dê seguimento ao cumprimento do mesmo revelando tacitamente que
entendeu perfeitamente os seus termos?**
No meu tempo, este tipo de atitudes eram consideradas como reveladoras da mais elementar má-fé.
Estou (estarei?) a ficar velho...
No meu tempo, este tipo de atitudes eram consideradas como reveladoras da mais elementar má-fé.
Estou (estarei?) a ficar velho...
06 junho 2014
05 junho 2014
Inconstitucionalidades 2
Entretanto, alertada pelo alarido, chega a repórter Luísa da Rádio Local que entrevista Alfredo ali mesmo no "local do crime".
À repórter, Alfredo, depois de tecer várias considerações sobre a situação e defender que não há direito que as entidades policiais julguem que a lei é sempre para ser levada rigorosamente a preceito e que há que haver flexibilidade perante as argumentações alheias, defendeu mesmo que não sendo apologista da supressão liminar das entidades policiais, deve, todavia, ser considerada a substituição dos agentes por pessoas mais flexíveis que actuem de acordo com as necessidades e não de acordo com princípios e regras pré-determinadas, gerais e abstractas e como tal com uma rigidez indefensável numa sociedade moderna.
Poder-se-á mesmo dizer que, a continuar com esta clareza de raciocínio e firmeza de posicionamento estratégico, Alfredo arrisca-se a ser chamado, quiçá, a outras públicas responsabilidades e imperativos...
José de Paiva
2014.04.05
Alfredo, Etelvina, Firmino e Luísa são personagens de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência (ou talvez não...)
03 junho 2014
Inconstitucionalidades
O Alfredo combinou com a mulher ir buscá-la à porta do supermercado.
A Etelvina ainda lhe disse que naquela rua era proibido estacionar, que talvez fosse melhor deixar o carro no parque do supermercado para não ter eventuais problemas com a polícia.
Mas o Alfredo insistiu que a situação seria transitória, e como era também um episódio de emergência face à necessidade de obviar à grande quantidade de compras que seria necessário carregar para a viatura já que se tratavam das compras do mês, certamente que o agente da autoridade iria compreender e, apesar da ilegalidade da situação, entenderia que a necessidade se sobreponha à ilegalidade.
Chegado à porta do supermercado, Alfredo ligou os 4 piscas da viatura e abriu a porta para preparar a mala para acomodar as compras que a Etelvina traria em breve, quando foi abordado pelo agente Firmino que lhe comunicou que ali era proibido parar e estacionar pelo que teria que remover a viatura.
Alfredo desfez-se em considerações sobre a situação ser de emergência, transitória e em como o retirar dali a sua viatura iria causar transtornos severos no seu plano de carregamento dos víveres.
O agente Firmino ainda lhe disse que compreendia os constrangimentos do Alfredo, mas a lei para além da sua universalidade, precede as necessidades particulares e circunstanciais e, como tal, deve ser cumprida. Alfredo discordava veementemente e esgrimia os argumentos da necessidade subjectiva que se sobrepunham a tudo o resto e aos quais, a seu entender, se deveria submeter a lei e, perante a situação concreta.
O agente Firmino ainda tentou explicar-lhe que existem princípios gerais estruturantes que presidem à feitura das leis e que esses princípios não podem ser ignorados ou subalternizados perante as eventuais emergências de necessidades subjectivas e conjunturais. Mas de nada valeu. Alfredo continuava na sua e agora dirigia a sua ira para com o agente Firmino que teria uma interpretação demasiado restrita, quiçá restritiva, da lei.
Para além disso, seria já a terceira vez que o agente Firmino insistia neste tipo de atitude.
Alfredo, não satisfeito com as consequências da proibição, resolveu julgá-la ininteligível e chegou até a pedir ao agente Firmino uma aclaração sobre o alcance da sua ordem...
Deste modo ganhava tempo e, quem sabe, com essa manobra dilatória chegaria onde pretendia...
Bem vistas as coisas, e por muito que as razões do Alfredo até possam ser ponderosas, o que Alfredo parece não ter entendido é o significado de ter que conformar a sua conduta às regras de um Estado-de-Direito!
José de Paiva
2014.06.03
02 junho 2014
21 anos depois...
Faz hoje 21 anos que fizeste de mim o homem mais feliz do mundo. É um inigualável privilégio ser teu pai.
Love U "Sun" (of my life!)
12 maio 2014
11 maio 2014
Dia das Mães (e de uma mãe/mulher especial!)
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
- Eugénio de Andrade
in "Os Amantes Sem Dinheiro"
in "Os Amantes Sem Dinheiro"
01 maio 2014
25 abril 2014
20 abril 2014
19 abril 2014
18 abril 2014
17 abril 2014
16 abril 2014
27 março 2014
26 março 2014
21 março 2014
20 março 2014
14 março 2014
COR
Quando nasci, era preto.
Quando cresci, era preto.
Quando pego sol, fico preto.
Quando sinto frio, continuo preto.
Quando estou assustado, também fico preto.
Quando estou doente, preto.
E, quando eu morrer continuarei preto !
E tu, cara branco.
Quando nasce, é rosa.
Quando cresce, é branco.
Quando pega sol, fica vermelho.
Quando sente frio, fica roxo.
Quando se assusta, fica amarelo.
Quando está doente, fica verde.
Quando morrer, ficará cinzento.
E vem me chamar de homem de cor ?
(Escrito por uma criança Angolana)
08 março 2014
04 março 2014
Carnaval
O país do PSD não precisa de
pessoas
O “país” de que fala Luís Montenegro não é o nosso
país. O “país” de que fala Luís Montenegro não é Portugal.
"A vida das pessoas não está
melhor, mas a vida do país está muito melhor." A frase, de Luís
Montenegro, o risonho líder parlamentar do PSD, merece entrada em qualquer
colectânea de citações políticas e mesmo nos manuais de história contemporânea.
Não pela profundidade do pensamento, como nos melhores casos, mas pela clareza
da ideia que expõe, que no caso vertente resulta de uma mistura de simplicidade
e de desfaçatez.
A primeira parte da tirada ("A vida
das pessoas não está melhor”) não levanta dúvidas a ninguém e merece a
concordância de todos. Há menos emprego que quando este Governo tomou posse, há
mais desemprego, há mais desempregados sem apoios sociais, há mais pobreza, há
mais sem-abrigo, há mais fome, há mais desespero, há mais jovens sem dinheiro para
estudar, há mais portugueses a emigrar por falta de perspectivas, há mais
jovens qualificados a emigrar, há mais medo, há menos liberdade, há menos
apoios sociais, há menos acesso à saúde, há menos formação, há menos escolas,
há menos serviços no interior, há maior conflitualidade, há menos confiança nas
pessoas e nas instituições, etc. A lista exaustiva é impossível de tão longa e,
por trás de cada estatística, escondem-se milhares de tragédias pessoais, de
histórias que não deviam existir num país desenvolvido no século XXI.
O que é de mais difícil compreensão é
aquele “a vida do país está muito melhor". É difícil porque é preciso um
enorme esforço conceptual para separar este “país” que está “muito melhor” das
“pessoas” que “não estão melhor”.
Que país é este de que fala Montenegro?
Que entidade é esta que está tão longe e tão separada das pessoas que é
possível que uma esteja muito melhor e as outras muito pior?
Existem muitas definições de estado
(suponho que é do estado que fala Montenegro) mas praticamente todas elas
consideram uma comunidade organizada politicamente, com um governo e um
território. Que país é então este que está bem quando as suas pessoas estão
mal? Que componente do país é que está melhor? Será que Montenegro fala do
território? Não parece ser. Referir-se-á Luís Montenegro ao Governo? Será o
Governo a parte do país que está “muito melhor”? É inegável que o executivo
ganhou um novo vigor e que conseguiu construir um discurso positivo em torno da
ideia de “fim do programa de ajustamento” que, por vácuo que seja, parece ter
convencido alguns incautos e paralisado ainda mais o PS. Mas mesmo Luís
Montenegro sabe que seria excessivo identificar Governo e país. Este país que
está “muito melhor” parece ser algo mais amplo que a comissão liquidatária a
que chamamos governo.
Mas então que país é este que está
“muito melhor” e que não são as pessoas?
É simples: o “país” de que fala Luís
Montenegro não é o nosso país. O “país” de que fala Luís Montenegro não é
Portugal. O “país” de que fala Luís Montenegro é, simplesmente, o capital.
O que Luís Montenegro quis dizer foi que
"A vida dos trabalhadores não está melhor, mas a vida do capital está
muito melhor". Basta substituir estas poucas palavras para tudo bater
certo. A vida dos dirigentes do PSD está muito melhor (basta ver como se
congratulavam todos no último congresso). A vida dos dirigentes do CDS está
muito melhor. A vida dos banqueiros está muito melhor. A vida dos grandes
empresários está muito melhor. A vida dos multimilionários está muito melhor. A
vida dos advogados que trabalham para o capital está muito melhor. A vida dos
empresários que baixam salários e despedem trabalhadores com o pretexto da
crise está muito melhor. A vida dos empresários sem escrúpulos está muito
melhor. A vida dos empresários que vivem à conta das PPP está muito melhor. A
vida dos corruptos que nunca são condenados está muito melhor. A vida dos que
têm as empresas registadas na Holanda e o dinheiro nas ilhas Caimão está muito
melhor. A vida dos empresários da saúde que vêem as suas clínicas aumentar a
facturação à custa da destruição do Serviço Nacional de Saúde está muito
melhor. A vida dos empresários da educação que vêem as suas escolas aumentar a
facturação à custa da destruição da escola pública e dos subsídios do estado
está muito melhor. E depois, à volta destes, há um segundo anel de empresários
de serviços de luxo, de serviços “diferenciados” e “exclusivos”, que servem os
primeiros, cuja vida está também muito melhor.
O que Luís Montenegro quis dizer foi que
"A vida do povo não está melhor, mas a vida da oligarquia que manda no
país está muito melhor". Foi por isso que se congratulou. Porque ele faz
parte dela. Que isso constitua uma traição às promessas do PSD, à
social-democracia que voltou a ter direito de menção no último congresso, ao
interesse nacional, ao povo que o elegeu é algo que não preocupa Montenegro ou
o PSD. Como diz com honestidade o multimilionário Warren Buffett, “há de facto
uma luta de classes e a minha classe está a ganhar”. A diferença é que Buffett
tem uma certa vergonha. E Montenegro não tem vergonha nenhuma.
04/03/2014
in "Público"
21 fevereiro 2014
18 fevereiro 2014
14 fevereiro 2014
13 fevereiro 2014
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Livres
Jehovah Jireh



















.jpg)











.jpg)












