31 outubro 2011

OS PRÉMIOS DOS POLÍTICOS


Potest enim quicquam esse absurdius quam, quo viae minus restet, eo plus viatici quaerere?
–Cícero

(Pode haver coisa mais absurda do que, quanto menos caminho resta, buscar mais provisões de viagem?)


Nos últimos tempos, e em face da mega austeridade exigida à classe média portuguesa (com os funcionários públicos à cabeça, como se fossem uma espécie de etnia social a fustigar em particular com requintes de medida inspirada em teorias neo-nazis…), tem-se multiplicado (nomeadamente no ciber-espaço) exemplos de denúncia de pensões vitalícias ou subsídios complementares chorudos para (ex-)titulares de cargos públicos (que não funcionários públicos!!!) e que roçam o imoral, também pelos exorbitantes valores envolvidos.
Mas, a meu ver, a imoralidade e a indecência começam a montante do valor de tais “pensões” (deveriam talvez apelidar-se hotéis de luxo…) e, desde logo, no facto da sua atribuição.
Tais “prendas” são atribuídas normalmente (e a título vitalício) a ex-titulares de cargos políticos que por se terem “cansado” imenso durante uns 4 ou 8 anitos a degradar o erário público, nomeadamente a atribuir subsídios injustificáveis a si próprios, são então premiados com uma subvençãozita de uns valentes milhares de euros mensais. Exactamente aos mesmos que se configuram como os principais responsáveis pela situação a que o país chegou!
Ninguém de bom senso duvida que os principais (senão exclusivos) responsáveis da actual situação são os titulares de cargos políticos. Os “Albertos” João, as “Fátimas” Felgueiras, os “Majores”, os “Isaltinos” e outros quejandos são apenas os mais descuidados…
E suspeito que não viverei o suficiente para ver qualquer desses energúmenos por detrás das grades, único lugar onde, por direito próprio, lhes assistiria permanecer, quiçá, perpetuamente.

Então, chegados aqui resta-nos questionar: que raio de estado de direito é este? Que raio de justiça distributiva? Que raio de equidade? Todos estes princípios foram absolutamente desvalorizados e substituídos pelo velha máxima, agora invertida, de que, afinal, nesta república bananeira, O CRIME COMPENSA!

E depois, num aparente assomo de honestidade altruística, vêm uns senhores ministros dispensar uns “subsídios de deslocalização apesar da sua pouca expressão” sem, todavia, cuidarem de pugnar pela sua irreversível e total eliminação definitiva como única medida minimamente aceitável e (intelectualmente) honesta perante os injustos e injustificáveis sacrifícios que infringem aos seus concidadãos.



Abel Varandas
2011.10.31


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