31 outubro 2013
15 outubro 2013
The Walking Dead
Um dos pequenos prazeres pequeno-burgueses que me habituei a preservar é o de seguir séries televisivas interessantes.
Desde tenra idade e por pertencer a uma das famílias privilegiadas onde existia TV, que me deliciava com as aventuras do Bonanza, da Casa na Pradaria ou dos Vingadores e outros tantos que acompanharam a minha geração.
Uma das actuais séries que não perco é The Walking Dead na Fox.
Ontem teve início a 4ª temporada e lá estava eu a assistir ao primeiro episódio com a preciosa ajuda da útil "restart tv".
De repente, deparei comigo a pensar naquela sociedade virtual, na completa revolução que significaria passar a viver num universo dominado por estranhos seres mortos-vivos cujo único objectivo é a sobrevivência irracional em termos animais mais primários, traduzida num parasitismo antropofágico. No desmoronar de tudo o que sempre foi dado como adquirido, na inversão dos valores que nos habituámos a perfilhar na sociedade ocidental, dita desenvolvida, e a voltar a instintos primários, ao "salve-se quem puder", à lei da selva aplicada agora a um contexto urbano, tão bem retratados nesta e noutras séries de ficção científica.
De repente percebi que já sou mais actor nesse hipotético cenário do que mero espectador.
Que a virtualidade se materializa e a ficção dá lugar a uma realidade cada vez mais análoga.
Portugal, Outubro de 2013.
E há toda uma classe politico-dirigente que se perfila como bem mais perigosa do que a dos "mortos caminhantes" pelo simples facto de, para além da sua índole devoradora, deterem o poder.
O poder de nos dizimar.
E, sejam eles mortos, vivos ou mortos-vivos, nunca o slogan desta série me pareceu tão actual e oportuno:
Fight the Dead. Fear the Living
(Combater os Mortos. Temer os Vivos.)
JdP
2013.10.15
10 outubro 2013
08 outubro 2013
05 outubro 2013
VIVA A REPÚBLICA!
Durante 102 anos foi feriado.
Mesmo durante os 48 anos de ditadura do Estado Novo de Salazar e Caetano, nunca deixou de ser celebrado enquanto tal.
Hoje, pela primeira vez desde a Implantação da República, deixou de ser feriado nacional.
Porque um bando de energúmenos mentecaptos e esquizofrénicos de índole nazi-fascista que ocupa o poder em Portugal assim decidiu.
Não valorizam a República, do mesmo modo que não valorizam a democracia, o primado do Estado-de-Direito, ou, sequer, o simples bom-senso.
VIVA O 5 de Outubro de 1910!
VIVA A REPÚBLICA!
JdP
03 outubro 2013
01 outubro 2013
30 setembro 2013
O dia seguinte
Faço agora parte da imensa maioria de mais de 47% dos portugueses com capacidade eleitoral activa que não participa em palhaçadas travestidas de democracia.
E sinto-me...aliviado e de consciência tranquila.
O que mudou em Portugal de ontem para hoje? Alguns "galos" e alguns "poleiros".
O playground é o mesmo.
As mesmas decepções, a mesma pobreza, a mesma exploração, a mesma desigualdade, a mesma miséria.
E, como era mais que certo, a mesma classe política feita quase exclusivamente de oportunistas, "malabaristas" e ignóbeis parasitas.
E dos energúmenos que me obrigam de forma unilateral, prepotente e ditatorial, a partir de hoje, a permanecer nas instalações da entidade empregadora mais uma hora diariamente, voltando a reduzir-me o salário, a alegria e a motivação.
Do ponto de vista estritamente pessoal, resta-me a suprema consolação de que Deus, como sempre, não desistiu e não desistirá de mim.
JdP
2013.09.30
29 setembro 2013
DECLARAÇÃO DE NÃO VOTO
Democracia ("demo+kratos") é um regime
de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os
cidadãos (povo), - in pt.wikipedia.org
O voto é considerado a maior “arma” de um regime democrático.
É a expressão da civilidade num contexto em que o povo é quem dirige, normalmente através de representantes, os destinos da polis.
Até aqui nada de novo.
É a expressão da civilidade num contexto em que o povo é quem dirige, normalmente através de representantes, os destinos da polis.
Até aqui nada de novo.
Acontece que sendo o voto a expressão maior da democracia, o
seu valor, a sua dignidade, a sua força pressupõe a existência efectiva de uma soberania
e um regime democrático e das suas envolventes matriciais: liberdade,
igualdade, fraternidade, solidariedade, etc.
Desde meados de 2011 Portugal perdeu a sua soberania. E sem soberania também não há democracia.
Hoje somos aquilo que considero ser um protectorado feudal da União Europeia.
E a classe política que nos arrastou para este neo-feudalismo não quis saber da minha opinião, enquanto parte integrante da vox populis.
Para empenharem o nosso futuro e dos nossos filhos ninguém quis saber do nosso voto.
Alguém foi chamado a opinar se estaria de acordo com cortes nos salários, nas prestações sociais, nas reformas, nas pensões, no estado social, na saúde, na educação, na justiça, em todas as áreas onde o Estado deveria garantir o bem-estar dos cidadãos e, ainda, em aumentos brutais na carga fiscal das famílias ou aumentos unilaterais nos tempos de trabalho?
Para “vender” o país aos interesses estrangeiros e às ditaduras dos mercados e da banca alguém quis saber o que eu pensava? Será que alguém sequer ponderou perguntar-me, quiçá em referendo, se eu, enquanto povo, supostamente detentor de um quinhão de soberania por mais pequeno que fosse, concordava com a "venda" da soberania nacional e com a perda de direitos civilizacionalmente conquistados em detrimento do contentamento dos “mercados” e do grande capital internacional?
Desde meados de 2011 Portugal perdeu a sua soberania. E sem soberania também não há democracia.
Hoje somos aquilo que considero ser um protectorado feudal da União Europeia.
E a classe política que nos arrastou para este neo-feudalismo não quis saber da minha opinião, enquanto parte integrante da vox populis.
Para empenharem o nosso futuro e dos nossos filhos ninguém quis saber do nosso voto.
Alguém foi chamado a opinar se estaria de acordo com cortes nos salários, nas prestações sociais, nas reformas, nas pensões, no estado social, na saúde, na educação, na justiça, em todas as áreas onde o Estado deveria garantir o bem-estar dos cidadãos e, ainda, em aumentos brutais na carga fiscal das famílias ou aumentos unilaterais nos tempos de trabalho?
Para “vender” o país aos interesses estrangeiros e às ditaduras dos mercados e da banca alguém quis saber o que eu pensava? Será que alguém sequer ponderou perguntar-me, quiçá em referendo, se eu, enquanto povo, supostamente detentor de um quinhão de soberania por mais pequeno que fosse, concordava com a "venda" da soberania nacional e com a perda de direitos civilizacionalmente conquistados em detrimento do contentamento dos “mercados” e do grande capital internacional?
Pois é.
"Borrifaram-se" para mim e para os meus concidadãos.
Mas agora lá vem eles todos “falinhas mansas” pedir o meu voto para perpetuar as benesses do “poleiro” que supostamente é um momento sacrificial pois blá-blá-blá que isto de fazer política é um sacrifício blá-blá-blá e eles gostam de sofrer e por isso, até, ao fim de tantos anos de sofrimento atroz (ou será atrás…?!) vão “sofrer” para outro lado a bem da res publica, blá-blá-blá… blá-blá-blá…blá-blá-blá
Basta! Não dou mais para este peditório!
Dizem-me que votar, mais que um direito, é um dever cívico.
Concordo. É assim em democracia e numa sociedade civilizada.
"Borrifaram-se" para mim e para os meus concidadãos.
Mas agora lá vem eles todos “falinhas mansas” pedir o meu voto para perpetuar as benesses do “poleiro” que supostamente é um momento sacrificial pois blá-blá-blá que isto de fazer política é um sacrifício blá-blá-blá e eles gostam de sofrer e por isso, até, ao fim de tantos anos de sofrimento atroz (ou será atrás…?!) vão “sofrer” para outro lado a bem da res publica, blá-blá-blá… blá-blá-blá…blá-blá-blá
Basta! Não dou mais para este peditório!
Dizem-me que votar, mais que um direito, é um dever cívico.
Concordo. É assim em democracia e numa sociedade civilizada.
Lamentavelmente, dei-me conta que vivo hoje, não numa democracia ou Estado-de-Direito democrático mas, afinal, numa espécie de barbárie
colonizada onde se assistem diariamente a retrocessos civilizacionais e a
fenómenos de decadência axiológico-institucionais.
Pessoalmente, assumo o meu DEVER CÍVICO de deixar de
participar activamente nesta “palhaçada”.
Contudo, porque sou visceralmente democrata, respeito o facto de que haverá sempre quem o fará e até com gosto.
Bom proveito.
Contudo, porque sou visceralmente democrata, respeito o facto de que haverá sempre quem o fará e até com gosto.
Bom proveito.
JdP
29 de Setembro de 2013
29 de Setembro de 2013
28 setembro 2013
25 setembro 2013
11 setembro 2013
08 setembro 2013
07 setembro 2013
Ave da Esperança - Miguel Torga
Ave da Esperança
Passo a noite a sonhar o amanhecer.
Sou a ave da esperança.
Pássaro triste que na luz do sol
Aquece as alegrias do futuro,
O tempo que há-de vir sem este muro
De silêncio e negrura
A cercá-lo de medo e de espessura
Maciça e tumular;
O tempo que há-de vir - esse desejo
Com asas, primavera e liberdade;
Tempo que ninguém há-de
Corromper
Com palavras de amor, que são a morte
Antes de se morrer.
MIGUEL TORGA
Passo a noite a sonhar o amanhecer.
Sou a ave da esperança.
Pássaro triste que na luz do sol
Aquece as alegrias do futuro,
O tempo que há-de vir sem este muro
De silêncio e negrura
A cercá-lo de medo e de espessura
Maciça e tumular;
O tempo que há-de vir - esse desejo
Com asas, primavera e liberdade;
Tempo que ninguém há-de
Corromper
Com palavras de amor, que são a morte
Antes de se morrer.
MIGUEL TORGA
04 setembro 2013
Abel José Varandas "morreu"!
Há momentos na nossa vida de completa viragem.
Este, hierarquicamente após a minha decisão em abraçar a mensagem e o plano redentor de Cristo para a minha vida, é o momento de maior viragem na minha já algo longa existência de 54 anos.
Na noite do passado Sábado para Domingo, algo me impulsionou a mudar a minha vida daqui para a frente.
Não vou entrar em pormenores porque há pessoas que amo demasiado e que estão envolvidas neste processo que foi, é e continuará ainda a ser doloroso enquanto não tiver o desfecho desejado e que irá ser alcançado em breve.
Tenho consciência que deixarei muitos dos meus amigos confusos e até perplexos.
Mas não posso adiantar muito mais por agora.
Estou a entrar num processo de mudança que implica o corte com amarras que não quero que me prendam mais, com fardos que carreguei a vida toda, sem desejar mas também fazendo pouco ou nada para deles me livrar.
Mas chegou o momento da libertação.
O momento de dizer basta!
O momento de soltar o grito que vem da alma e que estava sufocado impedindo-me de atingir a felicidade.
E de tornar felizes os que, de mais perto, me rodeiam. A começar por aqueles a quem o Amor me liga!
Só quero destacar duas pessoas fundamentais neste processo de renovação interior: o meu filho João Miguel, sol da minha vida, e o anjo mais maravilhoso que Deus poderia ter enviado ao meu percurso, a Paula Cristina.
Por mim, por eles, pelo Amor que me liga a eles e a Deus quero tratar de erradicar da minha vida os fardos de uma infância, adolescência e juventude frustradas na vivência de traumas incutidos e assimilados que não posso e NÃO QUERO suportar e carregar mais.
Chegou a hora de me afirmar como ser humano, com defeitos e virtudes, só meus e não obtidos por herança ou adquiridos por "osmose" auto-infligida.
Chegou a hora de acordar e viver.
Porque nunca é tarde!
Para já e sem adiantar pormenores, fico-me por aqui.
O Abel José Varandas "morreu".
Viva o José de Paiva!
"Se pois o Filho vos lbertar, sereis verdadeiramente livres"
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"
- Jesus Cristo
JdP
01 setembro 2013
28 agosto 2013
23 agosto 2013
A Ana Rita Pereira e a todos os que deram a sua vida pelo seu semelhante
Até quando se irá assistir à mesma inércia dos (ir)responsáveis, ano após ano, neste miserável país?
Os milhões que os partidos vão gastar em campanha eleitoral num pretenso regime que de democrático só tem o nome, poderiam e deveriam ser aplicados na prevenção de flagelos permanentes como este. Mas até quando este povo resignado e desistente vai continuar a compactuar com os energúmenos, vulgo políticos, que nos (des)governam seja a nível local ou central?
22 agosto 2013
20 agosto 2013
Técnicas de Manipulação Mediática
1 - A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neuro-biologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.
2 - CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reacção-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3 - A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconómicos radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4 - A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5 - DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.
6 - UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7 - MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.
8 - ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto…
9 - REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTO-CULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema económico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!
10 - CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neuro-biologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
(corrigido para Português de Portugal por Abel José Varandas)
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