19 novembro 2009

A vida é como experimentar roupa nova (Life is Dress Rehearsal)



As pessoas perguntam-me: Qual é o propósito da vida? E eu respondo: Resumidamente a vida é a preparação para a eternidade. Não fomos feitos para durar para sempre e Deus quer-nos junto a Ele no Céu. Um dia o meu coração vai parar e isso será o fim do meu corpo – mas não o meu fim. Posso viver de 60 a 100 anos na terra mas vou passar trilhões de anos na eternidade. Isto aqui é só o “aquecimento” – a prova da roupa nova. Deus quer que ensaiemos na terra o que faremos para sempre na eternidade.

Fomos feitos por Deus e para Deus e até chegarmos a esta conclusão a vida não fará sentido. A vida é um conjunto de problemas. Ou estás no meio de um, ou a sair de outro ou preparado para enfrentar um novo. A razão para isto é que Deus está mais interessado no teu carácter do que no teu conforto. Deus está mais interessado em tornar a tua vida santa do que em tornar a tua vida feliz. Podemos ser razoavelmente felizes aqui na terra mas esse não é o objectivo da vida. O objectivo é crescer em carácter, crescer à imagem de Cristo.

O último ano foi o melhor da minha vida mas também o mais duro, com a minha mulher Kay doente com cancro. Eu costumava pensar que a vida era montes e vales – atravessamos um tempo difícil, depois subimos ao cume da montanha, uma e outra vez consecutivamente. Já não acredito mais nisso. Mais do que a vida ser montes e vales, creio hoje que é mais como dois carris paralelos de caminho de ferro e temos sempre algo bom e algo mau na nossa vida. Não importa quantas boas coisas tens na tua vida há sempre algo de mau que precisa ser trabalhado. E não importa como as coisas más estão na tua vida pois há sempre coisas boas pelas quais agradecer a Deus. Se te concentras nos teus problemas estás a caminho do egocentrismo que é o meu problema, os meus assuntos, a minha dor.

Uma das formas mais fáceis de nos livrarmos da dor é descentrarmo-nos de nós próprios e focarmos a atenção em Deus e nos outros. Descobrimos rapidamente que apesar das orações de centenas de milhares de pessoas, Deus não iria curar Kay ou aliviar o seu sofrimento. Foi muito difícil para ela mas, no entanto, Deus fortaleceu o seu carácter, deu-lhe um ministério de ajuda aos outros, deu-lhe um testemunho, conduziu-a mais próximo d’Ele e das pessoas. Temos que saber lidar com tanto o bom como o mau da vida.

Na realidade, por vezes aprender a lidar com o bom é mais difícil. Por exemplo, este passado ano, repentinamente, quando o livro (“Uma vida com propósitos”) vendeu 15 milhões de cópias, enriqueceu-me rapidamente. Também me trouxe uma notoriedade com a qual nunca tinha lidado. Não acho que Deus dê dinheiro ou notoriedade com intenção de aumentar o teu ego ou para te facilitar a vida. Então eu comecei a perguntar a Deus o que Ele queria que eu fizesse com este dinheiro, notoriedade e influência. Ele deu-me duas passagens que me ajudaram a decidir o que fazer: 2 Coríntios 9 e Salmo 72. Primeiro, apesar de todo o dinheiro a entrar, não mudamos nem um pouco a nossa vida. Não fizemos grandes aquisições. Em segundo lugar, em meados do ano passado, deixei de receber salário da igreja. Em terceiro lugar, lançamos os fundamentos da criação de uma iniciativa que chamamos O Plano de Paz para estabelecer igrejas, treinar líderes, ajudar os pobres, assistir doentes, e educar a próxima geração. Em quarto lugar, juntei a quantia que a igreja me pagou nos 24 anos desde a sua fundação e devolvi esse montante. Foi libertador ser capaz de servir a Deus gratuitamente.

Precisamos perguntar a nós próprios: Vou viver para os bens materiais? Popularidade? Vou ser guiado por pressões? Culpa? Amargura? Materialismo? Ou vou ser guiado pelos propósitos de Deus (para a minha vida)? Quando me levanto de manhã, sento-me na beira da minha cama e digo: Deus, se não conseguir fazer mais nada hoje, quero conhecer-Te mais e amar-te melhor. Deus não me colocou na terra apenas para cumprir uma lista de afazeres. Ele está mais interessado no que sou do que no que faço. É por isso que somos chamados de seres humanos e não feituras humanas. Momentos felizes. LOUVA DEUS. Momentos difíceis. PROCURA DEUS. Momentos serenos. ADORA DEUS. Momentos dolorosos. CONFIA EM DEUS. Em todos os momentos AGRADECE A DEUS.

(Excerto de uma entrevista de Rick Warren, autor de “Uma vida com propósitos” -Purpose Driven Life- e Pastor da Saddlebck Church na California, a Paul Bradshaw)

07 novembro 2009

Graças, Senhor!



Graças te dou oh Pai por, como dizes na Tua Palavra - e a Tua Palavra é A Verdade - ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.

Obrigado Senhor por me poder contar entre esses pequenos a quem concedeste a Graça imensa de poder viver momentos inimagináveis, inesquecíveis, irrepetíveis de derramamento do Teu Imenso Amor.

Louvado e Exaltado sejas para Sempre!



" -Filho, anda ver aqui este filme grego no blog do pai.

- OK! Apesar de não gostar de gregos. Não gosto de espanhóis nem de gregos. Antes era só os espanhóis mas depois do Europeu...

- Tá filhote, agora vê com atenção!

(Assim fez o João Miguel, entrecortando o visionamento com a conclusão de que agora já sabia dizer PARDAL em grego)

Passados cerca de cinco minutos e quando ainda passava o genérico final, o JOÃO MIGUEL levantou-se e deu-me o abraço mais apertado como nunca houvera dado... "

AMO-TE FILHO!!!


27 outubro 2009

CARTA ABERTA A JOSÉ SARAMAGO

(AJV)


Meu caro José,
Criatura,


Já não me surpreende que tu, e tantos outros como tu, não acreditem que eu existo ou que sou o que afirmo ser e distorçam a minha imagem e o meu carácter.
Tudo isso é banal desde aquele dia em que o vosso primeiro antecessor decidiu contrariar-me. E tudo isto acerca do teu livro sobre o filho dele, o mais velho. O Caim.

Não conseguiste perceber que só tens a capacidade de me negar porque assim te concebi, porque, criado à minha imagem e semelhança, és absolutamente livre. Mas a tua liberdade tem um preço. Ou, deixa-me dizer-te de outro modo, não podes esperar que trate do mesmo modo aqueles que me reconhecem como Criador, Sustentador e Salvador e aqueles, como tu, que decidiram negar-me, desvalorizar-me, vilipendiar o meu nome ou até, pura e simplesmente – como tu – insultar-me gratuitamente. A recompensa não é, porque não poderia ser, a mesma. Eu sou A Justiça.

Como sabes, és diferente dos outros animais que criei, dotei-te de uma razão para, supostamente, a poderes usar de uma forma útil e razoável. Mas, como também sabes, houve alguns teus contemporâneos, outros de que ouviste falar e sobre os quais leste e te informaste – eu sei disso – que usaram esse atributo que lhes ofereci para destruir, oprimir, roubar, matar, espezinhar o seu semelhante. E, alguns até, fizeram-no em meu nome. E por isso, alguns culpam-me a mim. Chama-me cruel, incentivador de carnificinas, autor moral de todos os males. Nem é necessário arguir-te a minha inocência pois esse não é o teu caso. Simplesmente porque não acreditas que eu sequer exista. E se não existo como posso ser culpado seja do que for? Nesse caso seriam os teus pares os “maus da fita” e tudo por culpa de um maldito “big bang”…

Mas tudo isto porque resolvi criar-vos à minha imagem e semelhança, livres para tudo. De outro modo não estaria rodeado de uma Criação mas de uma produção (e em série).

Mas sabes, caro José, que conheço aqueles que começaram como tu e hoje já não fogem mais de mim. Porque abdicaram um pouco do seu orgulho e reconheceram que admitir-me só os engrandecia.
E, para além disso, a minha existência é um facto quer tu creias quer tu não creias. Também há quem, ainda hoje não acredite que vós já fostes à lua ou que, qual Tomé, acredite redutoramente só no que pode tocar!

Agora, caríssimo, o que nem eu consigo entender e, de certo modo gostaria que me explicasses é como é que tu, um escritor galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, e como tal dotado de um quociente de inteligência superior à media global perdes tanto tempo com alguém como eu que, na tua douta decisão, não existe.
Será que perder tempo com algo ou alguém que não existe, ou seja, com o nada, a não existência, não é sintoma de senilidade?
Como também não crês no conceito de pecado não entendes o porquê dessa degenerescência, mais ou menos usual, em fim de ciclo de vida.

Mas quero dizer-te, caro José, que a tua decrepitude não me surpreende. O teu verdadeiro problema não é a minha existência. Não consegues conviver nada bem é com a tua pequenez, o teu carácter mesquinho, o teres crido toda a tua vida num sistema político que provou estar absolutamente errado, não porque não fosse idealística e conceptualmente belo, mas porque assenta na premissa absoluta e comprovadamente falsa da bondade da natureza humana. E perguntas-me, mas se tu te dizes bom nós também o seríamos se feitos à tua semelhança? É verdade. E como tal vos criei. Mas os pais do teu Caim resolveram querer saber tanto como eu, querer ser auto-suficientes, provar que não precisavam de mim. E sabes qual foi o resultado? O primeiro de todos os resultados? Um filho com carácter ganacioso e assassino. Um hipócrita cultor da falsidade, uma personalidade distorcida. E sabes muito bem de quem falo. Do “teu” Caim. E vou até revelar-te um segredo: sabes porque desprezei o seu sacrifício? Porque não sou como tu. Porque tu só crês e valorizas o que vês à tua frente. Eu valorizo as intenções do coração.

José,

Mesmo sem acreditares em mim (e há quem diga que nas evidências não se acredita, simplesmente não se negam!) mesmo sem atribuíres qualquer valor ao que penso ou faço, quero dizer-te, mesmo assim, que como a qualquer outro elemento da minha Criação que como a qualquer outra ser humano me deu o maior prazer criar-te e por esse facto mesmo é que enviei o meu amado Filho, o meu único, para dar a sua vida por amor de ti, para dar sentido à tua existência. E um sentido profundo. Porque, quer creias, queiras ou não, sinto por ti o mesmo que sinto por todos os que me aceitam e pelos que, como tu, me negam e rejeitam: EU, TEU CRIADOR E SUSTENTADOR, PROVIDENCIADOR DA TUA SALVAÇÃO, AMO-TE, José Saramago!




Yaweh


06 outubro 2009

CONVITE

“CICLO DE CONFERÊNCIAS”
Integrado nas celebrações do 40º
Aniversário da I Igreja Evangélica Baptista
Rua Soares dos Reis, 41 V. N. Gaia

· A História dos cristãos baptistas
O que nos distingue e identifica
10 Out. Sáb. 16 h

· A Influência dos cristãos baptistas no mundo pós- moderno – 17 Out. sáb. 16 H

· testemunho e evangelização
Abrindo as portas à comunidade
25 Out. Dom. 11 e 18 H

Bem vindo!

29 setembro 2009

Assim diz o SENHOR que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajudará: Não temas...
-Isaías 44:2


05 setembro 2009

Fobias



[Na minha qualidade de trabalhador do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. (e ex-sindicalista) não posso deixar de partilhar um texto que encontrei num outro forum.

Porque é uma reflexão. E, acima de tudo, porque é convicta... e partilhada...]



SENTA, DEITA, ROLA, FAZ DE MORTO

Ontem foi dia de PIB. Hoje é dia de Desemprego. Para começo de conversa, é incrível como um inscrito no IEFP, que nem sequer beneficia de qualquer subsídio, receba uma carta que é, além de um monumento ao Mau Português, uma servil forma de varrer desempregados das estatísticas e assim suavizar o seu número real. É assim que se chuta gente para canto e se varre gente para debaixo do tapete das políticas por incúria. São políticas erradas e desumanas com as quais se trata mal pessoas comuns e concretas lá, onde há todo o zelo para com a Banca e muito mais zelo para com as MegaEmpresas cuja gratidão com Cargos é infinita para políticos amiguinhos. Há uma máfia de ladrões no Poder em Portugal, capaz de tudo, de pisotear toda a gente, para parecer bem na fotografia política imediata e não se lhes pode perdoar isso, votando nos mesmos aselhas que governam com o melhor lado e a melhor pose, bem longe da realidade. A esses, muitas vezes as estatísticas são o cão treinado, obediente, que senta, deita, rola, faz de morto, na hora eleitoral. A carta do IEFP é esta: «Na sequência da sua inscrição para emprego, informamos que ainda não nos foi possível satisfazer o seu pedido de emprego. Se continuar interessado, queira devolver-nos este postal devidamente preenchido, no prazo de dez dias a contar da data do correio. Se não responder procedemos à anulação da sua inscrição [no IEFP].» Tal sanha de limpar estatísticas e as que o INE hoje actualiza e divulga dão conta da miséria imparável, em honra da qual o Ainda-PM gastou 1000 euros/dia nas suas férias solidárias com os portugueses na magnífica ilha espanhola de Menorca. Há manifestamente um problema grave em Portugal que faz um Ainda-PM, esse Sócrates Maneirento, ter um Completo Orgasmo Propagandesco por causa de 0,3% de crescimento do PIB num trimestre e, calando fundo, não fazer a mais pequenina ideia de como activar o emprego [certas empresas quanto maiores são, menos empregam, Continente e Jumbo têm, como Caixas, Máquinas em vez de funcionários, o que em tempos destes é ultra-repugnante] ou, pelo menos, minimizar o impacto de ele-desemprego nas vidas de mais de meio milhão de portugueses, hoje sem o escape da Agricultura Desmantelada pela mediocridade dos políticos, hoje sem alternativas, hoje sem oportunidades e sem esperança, a não ser fora de Portugal, para onde se pode ir abandonando mulher, abandonando filhos, retomando o velho fio condutor antigo, as velhas rupturas. Ancestral música miserável do costume: «A taxa de desemprego atingiu os 9,1 por cento no segundo trimestre deste ano. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que há, em Portugal, 507 mil pessoas sem emprego.»

in PALAVROSSAVRVS REX (http://joshuaquim7.blogspot.com/)

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

02 setembro 2009

"Como é que podemos, no contexto das nossas profissões, traduzir a mensagem do reino de Deus? A chave é esta: todos os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de Deus. E isso não é apenas um facto, é uma vocação. Significa que todos são chamados a reflectir nas suas profissões as faculdades criativas e redentoras do amor de Deus. Significa também que todos fomos criados para os relacionamentos, mordomia, adoração. No fundo, todos temos a chamada a adorar, e, de muitas formas, a actividade humana demonstra essa busca pelo encontro com “algo maior”, um envolvimento numa história que transcenda a sua própria história.

Mas temos escolhido adorar outros deuses, e nesse processo de deificação de outros deuses, começamos a reflectir uma imagem distorcida da nossa humanidade.

Corrompemos a chamada para a mordomia pela busca do poder, tratando a criação de Deus como algo descartável, que se pode usar e abusar.

Corrompemos a chamada para a construção de relacionamentos belos, curadores e criativos, em relacionamentos marcados pelo abuso e exploração.

Marx, Nietzsche e Freud descrevem um mundo caído, no qual o dinheiro, o poder e o sexo, se tornaram deuses, distorcendo os relacionamentos, a mordomia e a adoração.

A nossa chamada como cristãos é a de proclamar e demonstrar que é possível restaurar, em Cristo, a humanidade. Anunciar redenção num mundo que descobriu a sua queda; anunciar a cura num mundo que descobriu a dor; proclamar amor e confiança num mundo que conhece de forma avassaladora a exploração, o medo e a desconfiança."

NT Wright

17 agosto 2009

Coerência

clique no título para ler a entrevista completa

(...)

Qual é a sua relação com a morte? Sente que vive este tempo em desconto?

Sou cristão e nisso não tenho angústia nenhuma. A morte é uma passagem para outra vida. Nesse sentido até me choca um bocadinho que nas missas de corpo presente, nesses momentos que são imediatamente dolorosos, não haver a ideia da Acção de Graças. Mesmo os cristãos vêem só o lado da separação física, em vez de darem graças por se ter aberto uma nova vida, que no fundo é o que nós andamos a fazer aqui. Andamos por aqui em peregrinação, o tal rally paper para essa outra vida. E quando chega a morte as pessoas pensam como se a sua fé não fizesse sentido nenhum. Ora se a fé faz sentido, então a morte tem de ser lida à luz dessa fé.

(...)

- excerto da entrevista de Laurinda Alves ao prof. Marcelo Rebelo de Sousa in jornal i nº87 (15/16 Agosto 2009)

(negrito nosso)

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Jehovah Jireh

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