19 fevereiro 2015

UM NOVO HOLOCAUSTO



O mundo assistiu há dias a mais uma acção ignóbil do chamado "Estado Islâmico" (IS).
Vinte e um egípcios foram decapitados por aquela organização terrorista pelo simples facto de serem cristãos. Foi apenas mais uma das suas já habituais chacinas. O mundo observa, critica, condena e...pronto.
No início do ano, uns poucos extremistas islâmicos, em França, mataram alguns cartoonistas ateus, um polícia islâmico e alguns judeus. O mundo parou para condenar e protestar. Gerou-se um movimento internacional de solidariedade, condenação e, naquele país, saíram à rua milhões de pessoas empunhando cartazes onde se podia ler "JE SUIS CHARLIE" numa identificação solidária com os cartoonistas do jornal satírico "Charlie Hebdo".
Foi bonito de ver. Eu próprio coloquei na minha página do Facebook a capa com aquela frase. E registei com agrado tal manifestação de humanidade.

Entretanto, o IS resolve pegar em 21 cristãos ortodoxos coptas e chaciná-los pelo simples "crime" de serem cristãos. E qual a reacção no mundo ocidental? A condenação "do costume" sem que, todavia, se gerasse qualquer movimento social ou outro qualquer de indignação. É verdade que os cristãos tem vindo a ser crucificados, apedrejados, empalados, degolados e esquartejados nos mais variados requintes de sadismo assassino que a história vem registando desde o primeiro século onde as suas entranhas dilaceradas por leões famintos faziam as delícias do sanguinário Nero no Império Romano.

A verdade é que a imagem do cristão como um potencial mártir é quase uma marca genética do ser-se cristão. Mas daí à quase indiferença social perante atrocidades como as cometidas por estes assassinos vai a distância da imoralidade e da demissão dos mais basilares princípios em que foi construída a chamada sociedade ocidental impregnada de princípios judaico-cristãos.
Não podemos permitir, sob pena de cumplicidade passiva, que um auto-proclamado "Estado Islâmico" pretenda fazer com todos os que professam outros credos ou não se alinham com as suas ideias assassinas, muçulmanos incluídos(!), sejam carne para canhão e se vá assistindo a um paulatino e novo holocausto sem que nos levantemos todos e, quiçá de novo como ALIADOS, punhamos um termo, de vez, a esta vergonha colectiva e a este ensurdecedor silêncio.

Subscrevo inteiramente as palavras de Ramez Atallah, director da Sociedade Bíblica do Egipto:

"Eu creio que jamais lerei o capítulo 11 de Hebreus novamente sem que minha mente seja tomada por aquela imagem de homens vestidos com macacões laranja com seus executores mascarados, de roupa preta, atrás deles, conduzindo-os.
(ler todo o artigo aqui)

BASTA!

Por mim, ostentarei, com "orgulho cristão" parafraseando o movimento francês do passado mês de Janeiro, a seguinte tarja:


José de Paiva
2015.02.19

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