25 dezembro 2013
18 dezembro 2013
05 dezembro 2013
30 novembro 2013
13 novembro 2013
08 novembro 2013
31 outubro 2013
15 outubro 2013
The Walking Dead
Um dos pequenos prazeres pequeno-burgueses que me habituei a preservar é o de seguir séries televisivas interessantes.
Desde tenra idade e por pertencer a uma das famílias privilegiadas onde existia TV, que me deliciava com as aventuras do Bonanza, da Casa na Pradaria ou dos Vingadores e outros tantos que acompanharam a minha geração.
Uma das actuais séries que não perco é The Walking Dead na Fox.
Ontem teve início a 4ª temporada e lá estava eu a assistir ao primeiro episódio com a preciosa ajuda da útil "restart tv".
De repente, deparei comigo a pensar naquela sociedade virtual, na completa revolução que significaria passar a viver num universo dominado por estranhos seres mortos-vivos cujo único objectivo é a sobrevivência irracional em termos animais mais primários, traduzida num parasitismo antropofágico. No desmoronar de tudo o que sempre foi dado como adquirido, na inversão dos valores que nos habituámos a perfilhar na sociedade ocidental, dita desenvolvida, e a voltar a instintos primários, ao "salve-se quem puder", à lei da selva aplicada agora a um contexto urbano, tão bem retratados nesta e noutras séries de ficção científica.
De repente percebi que já sou mais actor nesse hipotético cenário do que mero espectador.
Que a virtualidade se materializa e a ficção dá lugar a uma realidade cada vez mais análoga.
Portugal, Outubro de 2013.
E há toda uma classe politico-dirigente que se perfila como bem mais perigosa do que a dos "mortos caminhantes" pelo simples facto de, para além da sua índole devoradora, deterem o poder.
O poder de nos dizimar.
E, sejam eles mortos, vivos ou mortos-vivos, nunca o slogan desta série me pareceu tão actual e oportuno:
Fight the Dead. Fear the Living
(Combater os Mortos. Temer os Vivos.)
JdP
2013.10.15
10 outubro 2013
08 outubro 2013
05 outubro 2013
VIVA A REPÚBLICA!
Durante 102 anos foi feriado.
Mesmo durante os 48 anos de ditadura do Estado Novo de Salazar e Caetano, nunca deixou de ser celebrado enquanto tal.
Hoje, pela primeira vez desde a Implantação da República, deixou de ser feriado nacional.
Porque um bando de energúmenos mentecaptos e esquizofrénicos de índole nazi-fascista que ocupa o poder em Portugal assim decidiu.
Não valorizam a República, do mesmo modo que não valorizam a democracia, o primado do Estado-de-Direito, ou, sequer, o simples bom-senso.
VIVA O 5 de Outubro de 1910!
VIVA A REPÚBLICA!
JdP
03 outubro 2013
01 outubro 2013
30 setembro 2013
O dia seguinte
Faço agora parte da imensa maioria de mais de 47% dos portugueses com capacidade eleitoral activa que não participa em palhaçadas travestidas de democracia.
E sinto-me...aliviado e de consciência tranquila.
O que mudou em Portugal de ontem para hoje? Alguns "galos" e alguns "poleiros".
O playground é o mesmo.
As mesmas decepções, a mesma pobreza, a mesma exploração, a mesma desigualdade, a mesma miséria.
E, como era mais que certo, a mesma classe política feita quase exclusivamente de oportunistas, "malabaristas" e ignóbeis parasitas.
E dos energúmenos que me obrigam de forma unilateral, prepotente e ditatorial, a partir de hoje, a permanecer nas instalações da entidade empregadora mais uma hora diariamente, voltando a reduzir-me o salário, a alegria e a motivação.
Do ponto de vista estritamente pessoal, resta-me a suprema consolação de que Deus, como sempre, não desistiu e não desistirá de mim.
JdP
2013.09.30
29 setembro 2013
DECLARAÇÃO DE NÃO VOTO
Democracia ("demo+kratos") é um regime
de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os
cidadãos (povo), - in pt.wikipedia.org
O voto é considerado a maior “arma” de um regime democrático.
É a expressão da civilidade num contexto em que o povo é quem dirige, normalmente através de representantes, os destinos da polis.
Até aqui nada de novo.
É a expressão da civilidade num contexto em que o povo é quem dirige, normalmente através de representantes, os destinos da polis.
Até aqui nada de novo.
Acontece que sendo o voto a expressão maior da democracia, o
seu valor, a sua dignidade, a sua força pressupõe a existência efectiva de uma soberania
e um regime democrático e das suas envolventes matriciais: liberdade,
igualdade, fraternidade, solidariedade, etc.
Desde meados de 2011 Portugal perdeu a sua soberania. E sem soberania também não há democracia.
Hoje somos aquilo que considero ser um protectorado feudal da União Europeia.
E a classe política que nos arrastou para este neo-feudalismo não quis saber da minha opinião, enquanto parte integrante da vox populis.
Para empenharem o nosso futuro e dos nossos filhos ninguém quis saber do nosso voto.
Alguém foi chamado a opinar se estaria de acordo com cortes nos salários, nas prestações sociais, nas reformas, nas pensões, no estado social, na saúde, na educação, na justiça, em todas as áreas onde o Estado deveria garantir o bem-estar dos cidadãos e, ainda, em aumentos brutais na carga fiscal das famílias ou aumentos unilaterais nos tempos de trabalho?
Para “vender” o país aos interesses estrangeiros e às ditaduras dos mercados e da banca alguém quis saber o que eu pensava? Será que alguém sequer ponderou perguntar-me, quiçá em referendo, se eu, enquanto povo, supostamente detentor de um quinhão de soberania por mais pequeno que fosse, concordava com a "venda" da soberania nacional e com a perda de direitos civilizacionalmente conquistados em detrimento do contentamento dos “mercados” e do grande capital internacional?
Desde meados de 2011 Portugal perdeu a sua soberania. E sem soberania também não há democracia.
Hoje somos aquilo que considero ser um protectorado feudal da União Europeia.
E a classe política que nos arrastou para este neo-feudalismo não quis saber da minha opinião, enquanto parte integrante da vox populis.
Para empenharem o nosso futuro e dos nossos filhos ninguém quis saber do nosso voto.
Alguém foi chamado a opinar se estaria de acordo com cortes nos salários, nas prestações sociais, nas reformas, nas pensões, no estado social, na saúde, na educação, na justiça, em todas as áreas onde o Estado deveria garantir o bem-estar dos cidadãos e, ainda, em aumentos brutais na carga fiscal das famílias ou aumentos unilaterais nos tempos de trabalho?
Para “vender” o país aos interesses estrangeiros e às ditaduras dos mercados e da banca alguém quis saber o que eu pensava? Será que alguém sequer ponderou perguntar-me, quiçá em referendo, se eu, enquanto povo, supostamente detentor de um quinhão de soberania por mais pequeno que fosse, concordava com a "venda" da soberania nacional e com a perda de direitos civilizacionalmente conquistados em detrimento do contentamento dos “mercados” e do grande capital internacional?
Pois é.
"Borrifaram-se" para mim e para os meus concidadãos.
Mas agora lá vem eles todos “falinhas mansas” pedir o meu voto para perpetuar as benesses do “poleiro” que supostamente é um momento sacrificial pois blá-blá-blá que isto de fazer política é um sacrifício blá-blá-blá e eles gostam de sofrer e por isso, até, ao fim de tantos anos de sofrimento atroz (ou será atrás…?!) vão “sofrer” para outro lado a bem da res publica, blá-blá-blá… blá-blá-blá…blá-blá-blá
Basta! Não dou mais para este peditório!
Dizem-me que votar, mais que um direito, é um dever cívico.
Concordo. É assim em democracia e numa sociedade civilizada.
"Borrifaram-se" para mim e para os meus concidadãos.
Mas agora lá vem eles todos “falinhas mansas” pedir o meu voto para perpetuar as benesses do “poleiro” que supostamente é um momento sacrificial pois blá-blá-blá que isto de fazer política é um sacrifício blá-blá-blá e eles gostam de sofrer e por isso, até, ao fim de tantos anos de sofrimento atroz (ou será atrás…?!) vão “sofrer” para outro lado a bem da res publica, blá-blá-blá… blá-blá-blá…blá-blá-blá
Basta! Não dou mais para este peditório!
Dizem-me que votar, mais que um direito, é um dever cívico.
Concordo. É assim em democracia e numa sociedade civilizada.
Lamentavelmente, dei-me conta que vivo hoje, não numa democracia ou Estado-de-Direito democrático mas, afinal, numa espécie de barbárie
colonizada onde se assistem diariamente a retrocessos civilizacionais e a
fenómenos de decadência axiológico-institucionais.
Pessoalmente, assumo o meu DEVER CÍVICO de deixar de
participar activamente nesta “palhaçada”.
Contudo, porque sou visceralmente democrata, respeito o facto de que haverá sempre quem o fará e até com gosto.
Bom proveito.
Contudo, porque sou visceralmente democrata, respeito o facto de que haverá sempre quem o fará e até com gosto.
Bom proveito.
JdP
29 de Setembro de 2013
29 de Setembro de 2013
28 setembro 2013
25 setembro 2013
11 setembro 2013
08 setembro 2013
07 setembro 2013
Ave da Esperança - Miguel Torga
Ave da Esperança
Passo a noite a sonhar o amanhecer.
Sou a ave da esperança.
Pássaro triste que na luz do sol
Aquece as alegrias do futuro,
O tempo que há-de vir sem este muro
De silêncio e negrura
A cercá-lo de medo e de espessura
Maciça e tumular;
O tempo que há-de vir - esse desejo
Com asas, primavera e liberdade;
Tempo que ninguém há-de
Corromper
Com palavras de amor, que são a morte
Antes de se morrer.
MIGUEL TORGA
Passo a noite a sonhar o amanhecer.
Sou a ave da esperança.
Pássaro triste que na luz do sol
Aquece as alegrias do futuro,
O tempo que há-de vir sem este muro
De silêncio e negrura
A cercá-lo de medo e de espessura
Maciça e tumular;
O tempo que há-de vir - esse desejo
Com asas, primavera e liberdade;
Tempo que ninguém há-de
Corromper
Com palavras de amor, que são a morte
Antes de se morrer.
MIGUEL TORGA
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