06 janeiro 2015

Dia do Rei


Há quem não acredite em milagres.
Há quem pense que todos podemos mudar, mas a partir de determinada idade, já no inverno da vida, a mudança não é já possível porque os idosos cristalizam.
E, depois, há os que, como eu, apesar de reconhecerem as dificuldades naturais de se fazer parte daqueles que acabei de descrever, mesmo assim continuam a desenvolver uma fé interior cujos limites são exclusivamente aqueles que a sua falta de (mais) fé lhes acarreta.
Tenho defeitos a rodos. Um temperamento colérico e ultra-emotivo à cabeça. E uma pequeníssima capacidade de tolerância. Nomeadamente perante a estupidez humana. Continuamente peço a Deus que trabalhe no meu carácter. Que me faça um pouquinho mais semelhante a Seu Amado Filho, meu Salvador e Senhor, Jesus Cristo. E, apesar, de os meus dias se acumularem e cada vez mais o peso dos anos se fazer sentir, continuo a crer que Deus tem poder para transformar vidas e para revolucionar atitudes porque para Ele não há impossíveis.
No passado mês dei conta aqui do acidente de viação que vitimou o meu pai e que, dada a gravidade da sua situação, o deixou em coma induzido durante 21 dias.
Pedi as orações dos meus irmãos e irmãs. Não só pela sua saúde e vida mas, sobretudo, para que Deus tocasse o seu coração, fazendo-o ter uma nova perspectiva da vida. A que lhe restará aqui e a que virá depois.
Na sequência do acidente tomo conhecimento de um sem número de dívidas que o processo de inventário da herança de minha mãe que meu irmão impulsionou, me trouxe, deixando-me "sufocado" financeiramente. Situação que me levou a suspender a minha actividade no Facebook para reflexão e oração.
Sou acérrimo opositor do consumismo desenfreado associado à quadra que acabámos de viver e aos "votos de ocasião" que a "embrulham".
Mas, desta vez, Deus deu-me uma prenda. Verdadeira. No dia em que fechei temporariamente este mural, enviei uma carta a meu pai. No início deste novo ano recebi a resposta, não sem antes que o meu filho me tivesse revelado por antecipação a transformação que Deus havia operado no seu avô. À recuperação milagrosa do seu corpo de 81 anos de idade, veio juntar-se o toque do Espírito Santo no seu coração, o reconhecimento da soberania de Deus e da necessidade de reconciliação.
No passado Sábado tive oportunidade de falar com ele (por telefone) e só posso dar Glória a Deus pela Sua maravilhosa Graça, Poder e Restauração.
Obrigado a todos/as aqueles/as irmãos/ãs que se juntaram a mim em oração. Mais uma vez o nosso Deus permaneceu fiel (2 Tim. 2:13)
"Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei." João 14:14
Glória ao Seu Nome para todo o sempre!
José de Paiva
2015.01.05

P.S.
Os mais atentos terão reparado que o meu "pai" deixou de ser apenas o meu "progenitor".
Tudo porque a maior arma do cristão se chama PERDÃO.
Nada que possamos perdoar é superior, ou sequer comparável, ao perdão que Ele nos outorgou ao morrer em nosso lugar.


Mateus 6
Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia nos dá hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como também temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. [Pois teus são o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.]

21 novembro 2014

PARA QUE CONSTE



Nunca fui, não sou e nunca serei militante de qualquer partido político.
Actualmente não me revejo em qualquer formação político-partidária que merecesse sequer a simpatia do meu voto. 
Já antes da entrada da "troika" em Portugal, havia decidido não mais exercer o direito de voto.
Considero esse direito como o expoente máximo numa democracia participativa.
Acontece que, na minha óptica há já algum tempo que não existe uma democracia em Portugal e, repetindo-me, vivemos num protectorado feudal de uma "coisa" chamada de "união europeia" que rigorosamente nada tem de união a não ser a global submissão à germânica absolutista proeminência.
Francisco Assis veio declaradamente elucidar-nos sobre a ausência de diferenças substantivas entre PS e PSD. Para os incautos ou portadores de défices cognitivos terá sido de alguma utilidade...
Para os apaniguados dessas agremiações ávidas de poder, existirá democracia porque as instituições funcionam "normalmente". Advérbio que em Portugal significa burocracia, incompetência, inoperância, compadrio, desonestidade e corrupção.
Assumo a decisão de deixar de contribuir para esse peditório como um imperativo ético e de cidadania.
Gosto de comédias mas não sou adepto de paródias.
E, decididamente, não me agrada esta paródia de democracia !


JdP
2014.11.21

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