Jehovah Jireh

Jehovah Jireh

18 janeiro 2015

12 anos depois...




Um dia Deus, farto da insensibilidade de um seu filho, resolveu exercer disciplina. Esse seu filho havia decidido partir da casa do Pai e por-se à estrada para enfrentar a vida sozinho e demonstrar a si próprio que podia ser cristão sem seguir propriamente a Cristo...
Ao fim de quinze anos Deus fartou-se da "brincadeira" e resolveu exercer a Sua autoridade de Pai.
A 18 de Janeiro de 2003 por meio de queda acidental aparentemente sem gravidade mas que se veio a revelar mais incapacitante e grave, Deus viu-se forçado a chamar a atenção desse Seu filho que, por constante e reiterada casmurrice, não parecia ouvir a Sua voz de forma menos eloquente.

E foi assim que há 12 anos atrás eu percebi, como nunca até aí, o mais profundo significado da parábola do filho pródigo.

Perdi o cotovelo direito mas, em troca, ganhei a Paz que advém da plena comunhão com o Pai.
Perdi mobilidade e força? Perdi!
Deixei de praticar o ténis que "adorava"? Deixei!
Mas o que ganhei não se compara ao que perdi! 
Mais uma vez e para sempre agradeço ao Pai por aquele acidente!

..."pois o Senhor disciplina a quem ama, e educa todo aquele a quem recebe como filho”

- Hebreus 12:6 (King James Actualizada)

JdP

06 janeiro 2015

Dia do Rei


Há quem não acredite em milagres.
Há quem pense que todos podemos mudar, mas a partir de determinada idade, já no inverno da vida, a mudança não é já possível porque os idosos cristalizam.
E, depois, há os que, como eu, apesar de reconhecerem as dificuldades naturais de se fazer parte daqueles que acabei de descrever, mesmo assim continuam a desenvolver uma fé interior cujos limites são exclusivamente aqueles que a sua falta de (mais) fé lhes acarreta.
Tenho defeitos a rodos. Um temperamento colérico e ultra-emotivo à cabeça. E uma pequeníssima capacidade de tolerância. Nomeadamente perante a estupidez humana. Continuamente peço a Deus que trabalhe no meu carácter. Que me faça um pouquinho mais semelhante a Seu Amado Filho, meu Salvador e Senhor, Jesus Cristo. E, apesar, de os meus dias se acumularem e cada vez mais o peso dos anos se fazer sentir, continuo a crer que Deus tem poder para transformar vidas e para revolucionar atitudes porque para Ele não há impossíveis.
No passado mês dei conta aqui do acidente de viação que vitimou o meu pai e que, dada a gravidade da sua situação, o deixou em coma induzido durante 21 dias.
Pedi as orações dos meus irmãos e irmãs. Não só pela sua saúde e vida mas, sobretudo, para que Deus tocasse o seu coração, fazendo-o ter uma nova perspectiva da vida. A que lhe restará aqui e a que virá depois.
Na sequência do acidente tomo conhecimento de um sem número de dívidas que o processo de inventário da herança de minha mãe que meu irmão impulsionou, me trouxe, deixando-me "sufocado" financeiramente. Situação que me levou a suspender a minha actividade no Facebook para reflexão e oração.
Sou acérrimo opositor do consumismo desenfreado associado à quadra que acabámos de viver e aos "votos de ocasião" que a "embrulham".
Mas, desta vez, Deus deu-me uma prenda. Verdadeira. No dia em que fechei temporariamente este mural, enviei uma carta a meu pai. No início deste novo ano recebi a resposta, não sem antes que o meu filho me tivesse revelado por antecipação a transformação que Deus havia operado no seu avô. À recuperação milagrosa do seu corpo de 81 anos de idade, veio juntar-se o toque do Espírito Santo no seu coração, o reconhecimento da soberania de Deus e da necessidade de reconciliação.
No passado Sábado tive oportunidade de falar com ele (por telefone) e só posso dar Glória a Deus pela Sua maravilhosa Graça, Poder e Restauração.
Obrigado a todos/as aqueles/as irmãos/ãs que se juntaram a mim em oração. Mais uma vez o nosso Deus permaneceu fiel (2 Tim. 2:13)
"Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei." João 14:14
Glória ao Seu Nome para todo o sempre!
José de Paiva
2015.01.05

P.S.
Os mais atentos terão reparado que o meu "pai" deixou de ser apenas o meu "progenitor".
Tudo porque a maior arma do cristão se chama PERDÃO.
Nada que possamos perdoar é superior, ou sequer comparável, ao perdão que Ele nos outorgou ao morrer em nosso lugar.


Mateus 6
Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia nos dá hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como também temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. [Pois teus são o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.]

Deus Não Está Morto