Jehovah Jireh

Jehovah Jireh

01 Agosto 2014

Quatro anos...




Já são 4 anos.
4 anos de ausência. 
4 anos de saudade.
Mas também 4 anos da certeza de que finalmente acabou o sofrimento de uma vida inteira e se iniciou a etapa final.
A única que interessa.
Aquela que a nossa fé comum abraçou.
Por isso este tempo é apenas um intervalo.
Até já Mammy.


14 Julho 2014



"Antes de te ter dado a vida eu já te conhecia; antes de a tua mãe te ter dado à luz, já eu te tinha escolhido(...)"
(Jer. 1:5)

"Foste tu que formaste todo o meu ser; formaste-me no ventre de minha mãe.(...)Tu viste-me antes de eu estar formado. Tudo isso estava escrito no teu livro; tinhas assinalado todos os dias da minha vida, antes de qualquer deles existir."
(Sl. 139:13,16)

Obrigado Senhor por um Amor sem igual!
Obrigado pela Graça de caminhar contigo a meu lado ao longo destes 55 anos.
O início apenas de uma eternidade contigo,
pois pela Tua imensa Graça me garantiste Vida Eterna em Jesus Cristo meu Salvador e Senhor!

Recebe a minha gratidão, adoração e louvor!

Soli Deo Gloria 
Gloria In Excelsis Deo

José de Paiva

24 Junho 2014

Parabéns Padrinho!




Não importa o tempo e a distância porque entre nós nunca haverá separação alguma!

José de Paiva

19 Junho 2014

Apelidos




No Partido Socialista assiste-se à triste, mas tão lusa, figura da “zanga das comadres”.
Independentemente da opinião que se tenha sobre as personalidades dos contendores, se há conclusão que se pode tirar de toda a performance política de António José desde que assumiu a “liderança” do PS, é que quer o seu discurso quer o seu comportamento dão imagem de um político que é tudo menos…seguro…!

Já no que concerne à ignóbil guerrilha criada pelo (des)governo contra o Tribunal Constitucional, e na sequência da recusa, mais que previsível e sensata, do pedido de aclaração de um acórdão claríssimo em todos os seus termos*, aparece um ministro, que mais parece um “puto reguila”, a lançar veladas ameaças e promessas de vingança que fazem transparecer uma triste figura de alguém com um discurso que tem de tudo menos de… maduro…!


JdP
2014.06.19



* Aliás, como entender que um órgão de soberania (AR) emita um pedido de aclaração sobre os termos de um acórdão e mesmo antes da resposta ao pedido que formulou, dê seguimento ao cumprimento do mesmo revelando tacitamente que entendeu perfeitamente os seus termos?**
No meu tempo, este tipo de atitudes eram consideradas como reveladoras da mais elementar má-fé.
Estou (estarei?) a ficar velho...



**  Ler o artigo aqui






05 Junho 2014

Inconstitucionalidades 2


Entretanto, alertada pelo alarido, chega a repórter Luísa da Rádio Local que entrevista Alfredo ali mesmo no "local do crime".
À repórter, Alfredo, depois de tecer várias considerações sobre a situação e defender que não há direito que as entidades policiais julguem que a lei é sempre para ser levada rigorosamente a preceito e que há que haver flexibilidade perante as argumentações alheias, defendeu mesmo que não sendo apologista da supressão liminar das entidades policiais, deve, todavia, ser considerada a substituição dos agentes por pessoas mais flexíveis que actuem de acordo com as necessidades e não de acordo com princípios e regras pré-determinadas, gerais e abstractas e como tal com uma rigidez indefensável numa sociedade moderna.
- "Essa coisa de Estado-de-Direito deverá ser modernizada e em situações muito concretas até suprimida perante as necessidades económicas emergentes" - sublinhou.

Poder-se-á mesmo dizer que, a continuar com esta clareza de raciocínio e firmeza de posicionamento estratégico, Alfredo arrisca-se a ser chamado, quiçá, a outras públicas responsabilidades e imperativos...


José de Paiva
2014.04.05





Alfredo, Etelvina, Firmino e Luísa são personagens de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência (ou talvez não...)

03 Junho 2014

Inconstitucionalidades



O Alfredo combinou com a mulher ir buscá-la à porta do supermercado.
A Etelvina ainda lhe disse que naquela rua era proibido estacionar, que talvez fosse melhor deixar o carro no parque do supermercado para não ter eventuais problemas com a polícia.
Mas o Alfredo insistiu que a situação seria transitória, e como era também um episódio de emergência face à necessidade de obviar à grande quantidade de compras que seria necessário carregar para a viatura já que se tratavam das compras do mês, certamente que o agente da autoridade iria compreender e, apesar da ilegalidade da situação, entenderia que a necessidade se sobreponha à ilegalidade.
Chegado à porta do supermercado, Alfredo ligou os 4 piscas da viatura e abriu a porta para preparar a mala para acomodar as compras que a Etelvina traria em breve, quando foi abordado pelo agente Firmino que lhe comunicou que ali era proibido parar e estacionar pelo que teria que remover a viatura.
Alfredo desfez-se em considerações sobre a situação ser de emergência, transitória e em como o retirar dali a sua viatura iria causar transtornos severos no seu plano de carregamento dos víveres.
O agente Firmino ainda lhe disse que compreendia os constrangimentos do Alfredo, mas a lei para além da sua universalidade, precede as necessidades particulares e circunstanciais e, como tal, deve ser cumprida. Alfredo discordava veementemente e esgrimia os argumentos da necessidade subjectiva que se sobrepunham a tudo o resto e aos quais, a seu entender, se deveria submeter a lei e, perante a situação concreta.
O agente Firmino ainda tentou explicar-lhe que existem princípios gerais estruturantes que presidem à feitura das leis e que esses princípios não podem ser ignorados ou subalternizados perante as eventuais emergências de necessidades subjectivas e conjunturais. Mas de nada valeu. Alfredo continuava na sua e agora dirigia a sua ira para com o agente Firmino que teria uma interpretação demasiado restrita, quiçá restritiva, da lei.
Para além disso, seria já a terceira vez que o agente Firmino insistia neste tipo de atitude.
Alfredo, não satisfeito com as consequências da proibição, resolveu julgá-la ininteligível e chegou até a pedir ao agente Firmino uma aclaração sobre o alcance da sua ordem...
Deste modo ganhava tempo e, quem sabe, com essa manobra dilatória chegaria onde pretendia...

Bem vistas as coisas, e por muito que as razões do Alfredo até possam ser ponderosas, o que Alfredo parece não ter entendido é o significado de ter que conformar a sua conduta às regras de um Estado-de-Direito!


José de Paiva
2014.06.03

02 Junho 2014

21 anos depois...


Faz hoje 21 anos que fizeste de mim o homem mais feliz do mundo. É um inigualável privilégio ser teu pai. 

Love U "Sun" (of my life!)


 

11 Maio 2014

Dia das Mães (e de uma mãe/mulher especial!)




Poema à Mãe

No mais fundo de ti, 
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou 
o retrato adormecido 
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.

- Eugénio de Andrade 
in "Os Amantes Sem Dinheiro"



14 Março 2014

COR




Quando nasci, era preto.
Quando cresci, era preto.
Quando pego sol, fico preto.
Quando sinto frio, continuo preto.
Quando estou assustado, também fico preto.
Quando estou doente, preto.
E, quando eu morrer continuarei preto !

E tu, cara branco.
Quando nasce, é rosa.
Quando cresce, é branco.
Quando pega sol, fica vermelho.
Quando sente frio, fica roxo.
Quando se assusta, fica amarelo.
Quando está doente, fica verde.
Quando morrer, ficará cinzento.

E vem me chamar de homem de cor ?

(Escrito por uma criança Angolana)